Neymar comemora gol contra o Internacional (AP Photo/Andre Penner)

[ESPECIAL] As 15 melhores atuações individuais dos 15 anos da Trivela

Zidane não precisou fazer gols para ser brilhante contra o Brasil. Às vezes, nem uma assistência, como a que ele deu para Thierry Henry marcar o gol da vitória da França, é necessária. A liderança, os dribles, os passes, os desarmes e a vibração se juntam em uma atuação individual inesquecível.

Nos últimos 15 anos, muitos craques jogaram bola no Brasil e no Mundo e tiveram tardes inspiradas. Goleiros gritaram na cara dos atacantes que, naquela noite, nenhuma bola passaria e garantiram títulos para os seus times. Pernas de pau conseguiram, por noventa minutos, mostrar para o mundo que sabem, sim, jogar bola. Relembramos os mais incríveis solos de futebol que vimos desde que Trivela nasceu.

Marcos

5 de maio de 1999 – Palmeiras 2 x 0 Corinthians

Marcos não foi escolhido o melhor jogador da Libertadores de 1999 à toa. Fez defesas espetaculares em quase todas as partidas, mas especialmente no jogo de ida das quartas de final contra o Corinthians. Entre os 44 e os 47 minutos do primeiro tempo, quando o Palmeiras vencia por apenas 1 a 0, executou uma sequência impressionante de quatro milagres.

Romário

20 de dezembro de 2000 – Palmeiras 3 x 4 Vasco

O terceiro e decisivo jogo da final da Copa Mercosul de 2000 viu Romário na sua melhor forma como centroavante. O Palmeiras havia aberto 3 a 0 e comemorava o título no intervalo, mas não contava que o baixinho faria três gols e atormentaria a vida da defesa. O Vasco virou para 4 a 3, levou o título e fez a torcida palmeirense chorar.

Ronaldo

23 de abril de 2003 – Manchester United 4 x 3 Real Madrid

Foi a melhor temporada do brasileiro no Real Madrid, e o ápice veio nas quartas de final da Liga dos Campeões. Em Old Trafford, contra o Manchester United, Ronaldo marcou de dentro da pequena área, com chute cruzado e de longe. De todos os jeitos. Segundo Alex Ferguson, foi uma das maiores atuações individuais que ele viu em quase 27 anos de carreira.

Carlos Tevez

6 de novembro de 2005 – Corinthians 7 x 1 Santos

Aquela tarde ensolarada no Pacaembu ganhou até um apelido. O Eterno 7 a 1 que o Corinthians aplicou no Santos teve várias atuações especiais, mas a de Tevez foi a melhor delas. Três belos gols na despedaçada defesa adversária, com dribles, tabelas com Nilmar e tudo mais a que ele teve direito. Não é à toa que o argentino ainda deixa saudade no Parque São Jorge.

Ronaldinho Gaúcho

19 de novembro de 2005 – Real Madrid 0 x 3 Barcelona

Que saudades do Ronaldinho que misturava velocidade, força e habilidade! Contra o Real Madrid de Vanderlei Luxemburgo, ele arrancou duas vezes atropelando todo mundo e marcou dois golaços. Tanto que pode se gabar de ser um dos poucos jogadores na história que foram aplaudidos pelo Santiago Bernabéu vestindo a camisa do Barcelona. Apenas ele, Johan Cruyff e Diego Maradona tiveram essa honra.

Rogério Ceni

18 de dezembro de 2005 – São Paulo 1 x 0 Liverpool

Luis Garcia cabeceou no canto e Rogério Ceni alcançou. A mão do capitão também interceptou o chute à queima-roupa do espanhol e de forma inexplicável alcançou a falta cobrada por Steven Gerrard. O título mundial de 2005 teve o gol de Mineiro e uma rara atuação perfeita da arbitragem, mas foi o goleiro, alçado à condição de mito por esta partida, que garantiu o tricampeonato.

Zinedine Zidane

1º de julho de 2006 – Brasil 0 x 1 França

Quem não estivesse de terno, gravata e cartola deveria ter sido expulso do estádio de Frankfurt. Foi uma ópera trágica orquestrada por Zidane. O fim de um time sofisticado pelos pés de um gênio que fazia tudo parecer simples. O chapéu em Ronaldo foi apenas um dos gestos notáveis da exibição do francês naquelas quartas de final.

Kaká

24 de abril de 2007 – Manchester United 3 x 2 Milan

A cena que mostra Kaká fazendo Patrice Evra e Gabriel Heinze trombarem com um simples toque de cabeça já seria suficiente para aquela atuação do brasileiro entrar nessa lista. O melhor jogador do mundo em 2007 completou essa jogada com gol e já havia aberto o placar. O Milan perdeu do Manchester United, fora de casa, por 3 a 2, e encaminhou a classificação para a final.

Steven Gerrard

14 de março de 2009 – Manchester United 1 x 4 Liverpool

Não foi apenas o gol de pênalti que marcou e comemorou beijando a câmera ou a falta sofrida na expulsão de Nemanja Vidic. Naquele dia, em Old Trafford, Steven Gerrard estava em plena forma. De que outra forma lideraria o Liverpool à goleada por 4 a 1 na casa do adversário?

Andrey Arshavin

21 de abril de 2009 – Liverpool 4 x 4 Arsenal

Foi a melhor atuação da carreira de Andrey Arshavin. Talvez uma das únicas dignas de nota, aliás. Em uma das suas primeiras partidas pelo Arsenal, fez quatro gols contra o Liverpool, naquele eletrizante clássico que terminou 4 a 4. Foi quando o brilho do futebol do russo chamou a atenção do mundo antes de ofuscar vertiginosamente até praticamente apagar.

Fábio

15 de julho de 2009 – Estudiantes 0 x 0 Cruzeiro

Juan Sebastian Verón poderia fazer o que quisesse. Dar passe com cavadinha, cobrar escanteio na cabeça do zagueiro ou chutar de longa distância. Naquela noite, em La Plata, Fábio não deixaria nenhuma bola passar. O empate por 0 a 0 fora de casa foi importante, mas o torcedor do Cruzeiro não gosta muito de lembrar dessa Libertadores, porque a derrota no Mineirão deu o título para o Estudiantes.

Lionel Messi

6 de abril de 2010 – Barcelona 4 x 1 Arsenal

Messi ainda tinha cabelo tigelinha quando marcou quatro gols nas quartas de final da Liga dos Campeões contra o Arsenal. Foi o jogo que fez Arsène Wenger dizer que ele “parecia um Playstation”, seja lá o que ele quis dizer ao compará-lo com um console. A verdade é que nunca o faro de gol e a perna esquerda do argentino estiveram tão afiados quanto naquela noite.

Neymar

7 de março de 2012 – Santos 3 x 1 Internacional

Provavelmente o melhor jogo da carreira de Neymar até agora. O craque destruiu o Internacional praticamente sozinho nesse encontro pela Libertadores. Fez três gols, os dois últimos sensacionais (e bastante parecidos) e um deles até foi candidato ao Prêmio Puskás como o mais bonito do ano. Pedro Ernesto Denardim até se dobrou a seu talento e disse que todos deveriam agradecer pelo talento do jovem santista.

Luiz Gustavo – 30 de junho de 2013 – Brasil 3 x 0 Espanha

Aquele toque de bola fluido da Espanha parou na dupla de volantes da seleção brasileira na final da Copa das Confederações. Paulinho foi bem, mas Luiz Gustavo foi soberbo. Com a cabeça aristocraticamente erguida, anulou Xavi e começou as jogadas do time de Luiz Felipe Scolari. Faltava uma atuação de jogador defensivo nesse ranking (goleiro é algo à parte), e essa fica como representante de todos os zagueiros e volantes que tiveram atuações incríveis anulando o adversário, mesmo que muita gente acabe nem percebendo.

Cristiano Ronaldo – 19 de novembro de 2013 – Suécia 2 x 3 Portugal

Valia vaga na Copa do Mundo, e Zlatan Ibrahimovic fez o que pode para colocar a Suécia no Brasil. O atacante do Paris Saint-Germain não contava que Cristiano Ronaldo estaria em um dos melhores dias da sua carreira. Foram três gols com a cara do melhor jogador do mundo: força, velocidade e precisão.