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[Especial] Os 15 estádios mais legais dos 15 anos da Trivela

O futebol é feito de templos. Maracanã, Wembley, Azteca, Nacional de Tóquio. Estádios grandiosos não apenas pelo tamanho, mas também pelas histórias. Porém, assim como o jogo se moderniza dentro de campo, é preciso dar passos à frente em seu entorno. E, nos últimos anos, não foram poucos os estádios erguidos para serem novos templos do futebol. Alguns por sua beleza, outros pela imponência. Mas que também possuem tudo para serem palcos de momentos históricos do esporte.

Em mais um especial de 15 anos da Trivela, apontamos os 15 estádios mais legais que foram inaugurados desde o fim de 1998. Na seleção, acabamos deixando de fora as arenas que ainda não foram abertas (como a maioria da Copa de 2014) e também aquelas que não estão concluídas totalmente (como o Nuevo San Mamés, em Bilbao). Confira a lista:

Sapporo Dome (Japão, 2001, 41 mil lugares)

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Se os japoneses são famosos por suas invenções, a maior delas na Copa do Mundo de 2002 foi o Sapporo Dome. O estádio no norte do país era totalmente coberto, sem um único espaço para a entrada de luz. Grama sintética? Negativo: o campo inteiro sai de dentro do estádio para tomar um solzinho e preservar o gramado.

Veltins Arena (Alemanha, 2001, 62 mil lugares)

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A casa do Schalke 04 é um dos mais tecnológicos estádios da Alemanha. Mais do que isso, é um dos mais bonitos entre os construídos às vésperas da Copa de 2006. Inaugurada cinco anos antes, a arena já recebeu a final da Champions. Com teto retrátil e campo que sai do estádio, também foi palco inusitado de corridas de motovelocidade.

St. Jakob Park (Suíça, 2001, 38 mil lugares)

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O estádio do Basel impõe pressão em quem o visita. O St. Jakob Park é acanhando, mas bastante moderno, e tem conseguido ajudar seu time a garantir boas campanhas nas competições europeias. Palco da Euro 2008, é tão familiar que possui até mesmo um prédio de apartamentos ao lado de suas arquibancadas.

Century Link Field (Estados Unidos, 2002, 67 mil lugares)

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O estádio mais barulhento do mundo, segundo o Guinness Book, não é exclusivo do ‘soccer’. Ele é até mais representativo nos jogos do Seattle Seahawks, da NFL, mas também é bastante intimidador quando o Seattle Sounders joga lá. Um dos lados do estádio é aberto, com a vista complementada pelo horizonte da cidade.

Municipal de Braga (Portugal, 2003, 30 mil)

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Poucos estádios no mundo se integram tão bem com a natureza. O Estádio Municipal de Braga é envolto por arquibancadas, é claro, mas também possui uma enorme pedreira atrás de um de seus gols. Erguido para ser uma das sedes da Eurocopa de 2004, o estádio rendeu a seu arquiteto também alguns prêmios de melhor design.

Emirates (Inglaterra, 2006, 60 mil)

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O Arsenal trocou o lendário Highbury pelo moderno Emirates. Muitos apontam o novo estádio como um dos principais responsáveis pelas vacas magras dos Gunners. No entanto, a torcida está muito bem servida com um estádio que consegue ser, ao mesmo tempo, grandioso e aconchegante. Também virou a casa extraoficial da seleção brasileira.

Wembley (Inglaterra, 2007, 90 mil lugares)

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As torres na fachada e o gigantismo em seu interior ficaram no passado. Mesmo totalmente diferente do que era antes, o novo Wembley segue sendo um templo do futebol. Um dos maiores e mais belos estádios da Europa, agora com seu enorme arco. Casa da seleção inglesa e das decisões das copas no país, também já sediou duas finais de Liga dos Campeões.

Soccer City (África do Sul, 2009, 94 mil lugares)

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Um pote de barro gigantesco no meio do nada em Johanesburgo. A vizinhança do Soccer City pode não ser das mais interessantes, mas não dá para ignorar a beleza do estádio, renovado completamente para receber a final da Copa de 2010. O mosaico que compõe sua fachada, inspirado na cerâmica sul-africana, é uma das maiores obras de arte do país.

Donbass Arena (Ucrânia, 2009, 52 mil lugares)

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A fortaleza do Shakhtar Donetsk. O estádio não é apenas um marco arquitetônico para o leste da Ucrânia, mas também ajudou o seu dono a se tornar praticamente imbatível em casa. Um dos principais palcos da Euro 2012, foi utilizado inclusive em uma das semifinais. Seu nome e sua estrutura fazem referência à base industrial que existe em Donetsk.

Moses Mabhida (África do Sul, 2009, 54 mil lugares)

Moses Mabhida Stadium, image © Marcus Bredt

O maior símbolo arquitetônico da Copa do Mundo de 2010. O estádio de dezenas de colunas na fachada já seria um dos mais bonitos da competição apenas por si. E ganhou um detalhe importantíssimo: um enorme arco representando a bandeira da África do Sul. Seu nome é inspirado em um dos maiores ativistas contra o Apartheid.

Juventus Stadium (Itália, 2011, 41 mil lugares)

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Ao contrário do que é pregado por muitos, a Juventus não quis um gigante para ter como estádio. E dá para dizer que os bianconeri acertaram a mão na construção de seu estádio. O Juventus Stadium se tornou um caldeirão, atendendo as necessidades da torcida e garantindo retorno financeiro ao clube. Em 2014, receberá a final da Liga Europa.

Narodowy (Polônia, 2012, 58 mil lugares)

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Principal estádio polonês na Euro 2012, a enorme coroa de Varsóvia representa bastante o orgulho nacional. O mosaico na fachada do estádio é inspirado na bandeira do país, assim como as cores das cadeiras na parte interna. Outro detalhe legal é o teto do estádio, uma lona movida através de cabos de aço.

Independência (Brasil, 2012, 23 mil lugares)

Jogo America MG x Argentinos Juniors-AR

O antigo Estádio Raimundo Sampaio se tornou o maior alçapão do Brasil. O estádio foi completamente renovado, se tornando um dos mais modernos do país – apesar as centenas pontos cegos em suas arquibancadas. Mas sem perder a essência de botar pressão nos visitantes. O Horto que vitimou tanta gente na campanha do Atlético na Libertadores de 2013.

Friends Arena (Suécia, 2012, 50 mil lugares)

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O Estádio Rasunda, que coroou a seleção brasileira em seu primeiro título mundial, já não existe mais. Entretanto, se não tem a história do antigo estádio, a Friends Arena compensa pela sua imponência e modernidade. A fachada metálica ganha cores através das luzes de LED, enquanto o interior do estádio ainda conta com um teto retrátil.

Arena Fonte Nova (Brasil, 2013, 48 mil lugares)

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A Fonte Nova veio abaixo, demolida para dar lugar a um novo estádio. Mas a Arena que foi erguida em seu lugar, apesar do nome pomposo, ainda guarda muitas características de seu antecessor. As arquibancadas são divididas em pavimentos e a abertura atrás de um de seus gols foi mantida. Das casas da Copa de 2014, é a que mais resgata o estilo antigo dos estádios.