zidane-ronaldo

[Especial] Os 15 maiores craques dos 15 anos da Trivela

Em 15 anos de vida, a Trivela teve a sorte de acompanhar muitos craques. Mais do que isso, a chance de escrever a história de tantos jogadores que mudaram a história do futebol. Goleiros intransponíveis, zagueiros sólidos, meias técnicos e atacantes implacáveis. Sobretudo, grandes personagens, que tornam o esporte tão fascinante – e, por isso mesmo, conseguem hipnotizar multidões apenas com a bola nos pés.

Nas próximas linhas, elegemos os 15 maiores jogadores dos 15 anos da Trivela. Jogadores que viveram seu auge – alguns, que ainda vivem – e que não podem ser esquecidos nem mesmo em qualquer lista de melhores de todos os tempos. Na seleção, acabamos deixando de fora alguns que continuaram encantando depois de 1998, mas que já não estavam em seu ápice. Por isso mesmo, gênios como Romário, Maldini, Bergkamp e Batistuta. Abaixo, a lista completa, organizada por ordem alfabética:

Andrea Pirlo

Brazil Soccer Confed Cup Mexico Italy

Quisesse entrar em campo com traje de gala, Pirlo não teria nenhum problema para continuar arrebentando com os jogos. O grande maestro de suas equipes, que rege os movimentos como música. Os lançamentos precisos são o ápice de sua obra-prima, que reúne títulos continentais com o Milan, o ressurgimento na Juventus e uma Copa do Mundo com a Itália. Mais do que isso, é um craque que não se furta a fazer o trabalho pesado na marcação. E, mesmo sendo um volante, soma seus gols graças à precisão nas faltas.

Andrés Iniesta

iniesta-italy

O gol decisivo na final da Copa de 2010 foi o passo de Iniesta para a eternidade do futebol. Nem precisava de tanto, mas acabou sendo um prêmio para o craque que também merece todo o reconhecimento pelo que faz com a bola nos pés. Ao lado de Xavi, é um dos motores dos esquadrões que a Espanha e o Barcelona montaram na última década. Mas é bem mais que isso. Visão de jogo, dribles incríveis, velocidade. E a estrela de marcar gols que ficam para a história, como a Holanda sentiu na pele dentro do Soccer City.

Andriy Shevchenko

sheva

O final de carreira foi muito aquém de tudo o que Shevchenko foi dentro de campo. O prodígio surgido em Kiev levou o Dynamo a algumas de suas maiores campanhas. No Milan, balançou muitas redes e empilhou taças, exibindo um faro de gol incomum até para grandes artilheiros. O trunfo do ucraniano era justamente esse, ao conciliar as características de um centroavante de ótimo posicionamento com as de um segundo atacante de explosão. E ainda tem o mérito de ter levado seu país a uma Copa pela primeira vez.

Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo comemora gol pelo Real Madrid (Foto: AFP PHOTO / PIERRE-PHILIPPE MARCOU)

Não entende essa história de futebol moderno? Basta assistir a um jogo de Cristiano Ronaldo por não mais do que 15 minutos que você vai compreender. Que outro jogador do passado tinha tamanha explosão física? Velocidade para arrancar de um lado a outro do campo como um atleta olímpico? Um chute tão potente, capaz de fazer tantos estragos e de desafiar a gravidade? O português é uma soma de talento e força. E o resultado da equação são incontáveis gols e incontáveis atuações decisivas.

Kaká

Kaká, em sua primeira passagem pelo Milan, em 2009 (AP Photo/Marco Vasini)

A admiração dos milanistas por Kaká representa bem sua grandeza para colocá-lo entre os melhores jogadores deste século. Da promessa surgida no São Paulo, se tornou o melhor do mundo no Milan. O meia típico, excelente para armar seu time, mas com a velocidade de um ponta e a fome de gols de um centroavante. Características que o fizeram o melhor do mundo em 2007 com sobras, mesmo tendo Messi e Cristiano Ronaldo ao seu encalço. E que não se mantiveram no Real Madrid, mas nem por isso apagam seu passado.

Lionel Messi

Lionel Messi, do Barcelona (AP Photo/Lalo R. Villar)

O menino mirrado, que teve problemas para crescer, se transformou em um deus do futebol. A medicina pode ter sido decisiva para Messi ter se tornado um dos maiores craques da história, mas não tanto quanto o seu talento. Em um Barcelona execrado por muitos pela monotonia, o argentino é a imprevisibilidade que encanta de verdade. A bola é sua companheira, sempre grudada aos seus pés. Por isso mesmo, dribla com tanta facilidade, encontra as redes com o menor dos movimentos, fica na memória por cada atuação espetacular que tem – e que, ainda bem, são tão frequentes.

Luís Figo

Sports News - August 29, 2008

A honra de ser um dos maiores personagens da rivalidade entre Barcelona e Real Madrid por contrastar o amor e o ódio das duas torcidas. Mais amor do que ódio, afinal. Porque, ainda que tenham sofrido ao ver Figo envergando a camisa dos arqui-inimigos, blaugranas e merengues também tiveram a honra de se esbaldar com o talento do português – assim como os torcedores da Internazionale, no fim da carreira do craque. Um meia clássico, com habilidade tanto para munir seus companheiros quanto para atacar. Não à toa, gerava sentimentos tão destoantes.

Oliver Kahn

FUSSBALL/FC BAYERN MUENCHEN - FC VALENCIA 6:5 nach Elfmeterschiessen

Alguns dizem que goleiro bom é aquele que intimida o atacante adversário. A ferocidade de Kahn debaixo dos paus já se encarregava disso. E era muito mais. A escola de arqueiros alemã foi sempre muito bem representada por ele. Tinha segurança para agarrar qualquer bola que atravessasse sua área. E também reflexos apuradíssimos para rebater qualquer míssil que tentasse invadir sua meta. A falha na final da Copa de 2002 foi uma lástima diante da participação incrível que teve naquele Mundial – e se a Alemanha chegou tão longe, deve muito ao seu camisa 1.

Rivaldo

rivaldo

Um dos maiores exemplares de camisa 10 da história. O jogador técnico e, ao mesmo tempo, letal. Por mais que acusassem Rivaldo de ser lento, ele sempre chegava primeiro na bola. Como? Sua inteligência explicava tudo. O meia conhecia os atalhos do campo para deixar seus companheiros na cara do gol. E também para fuzilar muitos goleiros, aproveitando-se da coordenação motora impressionante para anotar cada golaço. Jogou boa parte dos últimos 15 anos fora dos grandes centros, mas só o que fez na Copa de 2002 já era justificativa o suficiente para estar aqui.

Roberto Carlos

roberto

Lateral com moral de atacante, Roberto Carlos está facilmente entre os melhores defensores da história. O camisa 6 tinha grande competência na marcação e na cobertura. Porém, se destacava mesmo quando resolvia subir para o ataque. Quanta aceleração, quanta força. Por esses talentos, também anotou tantos golaços ao longo da carreira, em chutes imprevisíveis de fora da área. Sobretudo, foi um grande campeão com as camisas do Real Madrid e da seleção brasileira.

Ronaldinho

ronaldinho

Malabarista, mágico, equilibrista. Dá para escolher qual o seu personagem circense preferido. Só não dá para rotular Ronaldinho apenas por seu talento em domar uma bola com os pés, em torná-la uma extensão do próprio corpo. Pelo repertório de dribles e jogadas fantásticas, Ronaldinho pode muito bem ser considerado como o jogador que mais deu espetáculo na história do futebol. Mas, por mais que seus lances de efeito não saiam da memória, foi – e ainda é – um craque de verdade. Os golaços foram inúmeros, e muitos deles em momentos decisivos.

Ronaldo

ronaldo

A carreira de Ronaldo como jogador pode ser dividida em três partes. Até 1999, era o Fenômeno, o garoto que não se cansava de marcar gols ao combinar muita habilidade e explosão. A partir de 2002, se tornou o Renascido, ao se recuperar daquela forma após duas gravíssimas lesões no joelho, sendo o craque do pentacampeonato brasileiro. Já no fim da carreira, ainda se tornou um maestro. O físico não permitia extravagâncias, mas a qualidade técnica ainda estava lá, intacta. E, em comum em todas as suas eras, a capacidade de deixar muitos boquiabertos quando já desconfiavam do que Ronaldo ainda era capaz.

Thierry Henry

henry

O francês era como uma fera selvagem dentro de campo. Velocidade e técnica apurada para dar o bote quando menos se esperava, para acumular tantos gols – a maioria deles, de beleza exuberante. Ajudou a tornar o Arsenal um invencível e, não à toa, ganhou uma estátua em frente ao estádio do clube antes mesmo de pendurar as chuteiras. E não foi só em Londres que estourou, fazendo parte da maior seleção francesa da história e de uma época importante do Barcelona.

Xavi

Xavi comanda o meio de campo do Barcelona

A admiração pelo mecânico. Xavi incorpora a precisão, o ritmo, o trabalho árduo. E que, mesmo tendo a regularidade de uma máquina, percebe-se humano nas singelas genialidades que costuma apresentar em campo. Não erra quase nunca, mesmo distribuindo lançamentos difíceis, invertendo o jogo com frequência. É o coração que fez Barcelona e Espanha pulsarem em uma era tão gloriosa para ambos.

Zinedine Zidane

zdane

A personificação da classe dentro de campo. Poucos jogadores da história foram tão elegantes ao tratar uma bola. Costas eretas, cabeça erguida, toques refinados. O francês tinha uma qualidade técnica fora do comum para os passes e os dribles. E, como se isso não bastasse, se transformava em um monstro nos momentos decisivos. O craque em sua essência, por conduzir suas equipes e por crescer quando mais se precisava dele. A despeito da cabeçada em Materazzi, suas atuações a partir das oitavas de final da Copa de 2006 estão entre as maiores de todos os tempos e resumem bem o quão fantástico Zizou era.