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[Especial] Os 15 maiores golaços dos 15 anos da Trivela

Não existe fórmula definida para se marcar um golaço. Ainda bem. A obra-prima nasce de um lance de criatividade, de genialidade, o inusitado que se transforma em uma jogada perfeita. Pode ser um chutaço violento no ângulo, assim como um sutil toque de calcanhar. Um drible espetacular na linha de fundo ou uma acrobacia já na pequena área. Não importa. A razão do golaço, por si, é maravilhar o torcedor. E milhões se sentiram assim, bem mais do que 15 vezes, durante os 15 anos de Trivela.

Abaixo, apresentamos 15 pinturas que ficaram gravadas na memória desde o fim de 1998. Para nossa seleção, não bastava ser um gol fantástico – se fosse assim, uma compilação de tentos da várzea pode ser bem mais impressionante. Também era importante que tivesse acontecido em uma grande ocasião. E melhor ainda se viesse dos pés de um craque. Por isso é que todos esses (ou quase todos) são lembrados de imediato quando comentamos na mesa do bar. Também tentamos montar a compilação com gols de diferentes tipos (caso contrário, seria uma lista de 15 bicicletas ou 15 gols de “entrar com bola e tudo”).

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19 de abril de 2000: Raúl (Real Madrid) contra o Manchester United


O Real Madrid passou à decisão da Liga dos Campeões de 2000 deixando o fortíssimo Manchester United nas quartas de final. A classificação veio em uma histórica vitória por 3 a 2 em Old Trafford. E com uma jogada magnífica de Fernando Redondo. O gol foi de Raúl, mas poderia ser facilmente dado ao argentino, em um drible difícil até de entender. É uma letra de calcanhar que vira drible da vaca? Incrível!

27 de maio de 2001: Petkovic (Flamengo) contra o Vasco


Existe golaço de falta? Petkovic responde com outro questionamento: quantas vezes você viu uma cobrança tão perfeita quanto aquela? Tanto quanto belo, o tento foi de importância incomparável: aos 43 do segundo tempo, no Maracanã lotado, quando já parecia impossível que o Fla revertesse contra o Vasco e se tornasse tricampeão carioca. E, como na nossa lista de golaços tinha de ter um de falta, não havia como não ser esse.

17 de junho de 2001: Rivaldo (Barcelona) contra o Valencia


Eis a forma mais perfeita de anotar uma tripletta. Rivaldo já tinha marcado dois golaços naquela noite, um de falta e outro de fora da área. Mas nada comparável ao seu terceiro tento. O craque matou a bola no peito, na entrada da área, e o mundo parou. Tudo para ver a execução perfeita da bicicleta que morreu nas redes e decretou a vitória por 3 a 2 no último minuto da última rodada do Campeonato Espanhol, dando ao Barcelona os três pontos necessários para conseguir a quarta posição e a última vaga na Liga dos Campeões (tirando o lugar justamente do Valencia).

2 de março de 2002: Bergkamp (Arsenal) contra o Newcastle


Bergkamp era mestre em anotar golaços. Mas como explicar o que ele fez com Niko Dabizas? O zagueiro do Newcastle deve ter passado anos na terapia, após ter sido transformado em um mero figurante do filme Ghost pelos pés do holandês. E o que também é a calma e a coordenação motora de Bergkamp, que ainda encontrou a bola para completar a genialidade.

20 de março de 2002: Alex (Palmeiras) contra o São Paulo


O Torneio Rio-São Paulo é um dos tantos defuntos do futebol brasileiro. Mas reavivado constantemente, graças à proeza de Alex no Morumbi. Foram apenas três toques na bola, o suficiente para chapelar Emerson e Rogério Ceni, além de concluir para o gol.  Em um ano que acabou negro para os palestrinos, o gol de placa foi uma verdadeira glória.

15 de maio de 2002: Zidane (Real Madrid) contra o Bayer Leverkusen


Zidane era a definição de classe dentro de campo. E marcou um gol em que deixou para a posteridade uma aula de perfeição na execução, justo na final da Liga dos Campeões, para definir a vitória por 2 a 1. O cruzamento de Roberto Carlos chegou como uma luva a Zizou. A partir de então, um recital que durou segundos, mas que ficou para a eternidade.

8 de março de 2005: Ronaldinho (Barcelona) contra o Chelsea


O Chelsea venceu aquela partida e avançou nas oitavas de final da Champions. Mas quem ficou com a Bola de Ouro, de maneira justíssima, foi Ronaldinho. E esse gol certamente está em seus melhores momentos em um ano espetacular. Foram vários os golaços do craque, mas esse é especial, principalmente pela sambadinha que dá para se livrar da marcação. Todos os adversários ficam imóveis, só esperando o que o brasileiro ia fazer. Era esse o nível de temor que se tinha do gaúcho.

16 de junho de 2006: Cambiasso (Argentina) contra a Sérvia


Quer ter uma aula sobre jogo coletivo? Assista ao gol de Cambiasso. A finalização foi normal, mas a construção da jogada é que impressiona. Foram 25 passes seguidos, perfeitos, até que o volante fuzilasse as redes. O massacre da Argentina sobre a Sérvia por 6 a 0, aliás, também é uma das melhores atuações coletivas da história das Copas do Mundo.

29 de março de 2008: Cristiano Ronaldo (Manchester United) contra o Aston Villa


Eram os primeiros passos de Cristiano Ronaldo rumo à Bola de Ouro. E foi sua atuação mais fantástica. Abriu a vitória por 4 a 0 com um gol impossível de calcanhar, inesperado em uma área lotada de gente. Foi o lance que fez o narrador Paulo Andrade, estupefato, criar o bordão “Que gol é esse?!?” durante a transmissão. Mais do que isso, deu três passes para os companheiros marcarem, incluindo também outro calcanhar, para Rooney, que é fora de série.

18 de abril de 2007: Messi (Barcelona) contra o Getafe


Esqueça o craque, pense no prodígio. Naquele momento, Messi já tinha sido peça importante na conquista da Champions. Mas era apenas uma promessa do Barcelona, prestes a completar 20 anos. E a maior prova de seu talento era dada naquele jogo, contra o Getafe. Uma fila de dribles digna do melhor de Maradona. E que só aproximaria mais os dois mitos argentinos.

4 de abril de 2009: Grafite (Wolfsburg) contra o Bayern de Munique


Tanto o Wolfsburg quanto Grafite viveram uma temporada fabulosa em 2008/09. Os Lobos conquistaram a inédita Bundesliga e o atacante embalou rumo à Copa de 2010. E o lance mais memorável não poderia ter acontecido de maneira melhor: em uma goleada por 5 a 1 sobre o Bayern. Grafite serrou ao meio a defesa e tirou o coelho da cartola na finalização. Mágico.

27 de julho de 2011: Neymar (Santos) contra o Flamengo


Um gol antológico. Pela fila que Neymar fez, claro. Mas também pelo drible inédito que executou diante de Ronaldo Angelim. Pela maestria na finalização. E também pela ocasião em que aconteceu, na épica vitória do Flamengo sobre o Santos por 5 a 4. O Prêmio Puskás foi para tamanha obra-prima, uma das maiores da história do Brasileirão.

2 de maio de 2012: Papiss Cissé (Newcastle) contra o Chelsea


Foi uma temporada atípica. Para o Newcastle, que não ficou no Top Four da Premier League por um triz, e para Papiss Cissé, que chegou a St. James Park jogando muito mais do que sabe. Nada anormal que o maior momento fosse marcado por um lance também atípico. Vitória por 2 a 0 sobre o Chelsea, com um golaço que nem Cech e nem as leis da física entenderam.

14 de novembro de 2012: Ibrahimovic (Suécia) contra a Inglaterra


Era um mero amistoso. Entretanto, a vontade demonstrada por suecos e ingleses parecia tornar o duelo em final. E, neste ponto, a Suécia foi superior graças ao talento de Ibra, autor dos quatro gols escandinavos. No último dele, toda a sua aptidão para anotar golaços. Um lance de técnica, elasticidade e visão – algo que só os craques são capazes de fazer.

23 de outubro de 2009: Dragan Stojkovic (Nagoya Grampus) contra o Yokohama F. Marinos


Este gol está fora de ordem cronológica por ser um bônus. Já aconteceram golaços de todos os tipos, marcados por jogadores de todas as posições. Mas ver uma raridade dessas, vinda dos pés do técnico. O jogo estava parado, mas o chute que Stojkovic acertou é de deixar a todos boquiabertos. Uma lembrança do craque que foi quando não vestia terno e gravata. O pior é que o sérvio foi expulso pelo lance.