Guia Trivela da Champions League 2015/16

Será uma temporada para testar o quanto o futebol europeu cresceu dentro do mercado brasileiro. A Champions League que tem início nesta terça terá embutida uma provocação ao torcedor, ela exigirá algum nível de esforço. E isso soa cansativo, mas também pode servir como uma experiência, um objeto de estudo. O torneio mudou de mãos na TV fechada no Brasil, a ESPN foi substituída pelo Esporte Interativo e muita gente já se pergunta como fará para ver.

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É impossível falar da Champions 2015/16 por aqui sem mencionar esse tema. Afinal, a chance de ficar sem alguns dos melhores jogos da temporada é real, e o torcedor terá de se mexer: desembolsar para ver pela internet, trocar de operadora (ou pressionar a sua atual), aceitar a oferta mais limitada da TV aberta ou buscar opções à margem da lei. Claro, muitos já estão se descabelando, criticando os novos detentores dos direitos, mas provavelmente era isso o que eles próprios queriam para reforçar sua posição no mercado.

Isso tudo ocorre porque a Liga dos Campeões virou grande demais. Acompanhar os grandes times da Europa é o melhor jeito de ver o que há de melhor no futebol do momento sem ter de esperar pela Copa do Mundo a cada quatro anos. Muitos brasileiros já adotaram um clube europeu e exigem ver seu time em campo. Pode-se argumentar (com alto grau de razão) que a equipe do coração do torcedor é a brasileira, esse impulso por ver os grandes times da Europa já se transformou em uma realidade do mercado.

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SERVIÇO Como assistir à Champions League na TV brasileira

Além disso, o futebol de hoje segue o ritmo pautado pelos europeus. Lá está a maior parte do dinheiro, lá está a maior parte do talento, lá está a maior parte do conhecimento em torno da modalidade. A temporada internacional se ajusta aos interesses da Europa. Novos estilos de jogo são criados e desenvolvidos por lá. Novidades na relação torcida-clube são mais abundantes do outro lado do Atlântico Norte.

Mas a Champions não é válida só pela afinidade clubística ou pela discussão de grandes assuntos do universo futebolístico. No mundo de hoje, em que todo indivíduo pode usar seu perfil no Facebook ou no Instagram para transformar sua vida em conteúdo de mídia, se colocar como parte da história virou obsessão. Todos querem registrar tudo, se colocar dentro de todos os eventos e mostrar ao universo.

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Na Champions League, quase todo jogo (ao menos os dos grandes clubes) pode virar algum grande tema. Pode ser um recorde de Messi, uma atuação mastodôntica de Cristiano Ronaldo, uma defesaça de Neuer, um novo drible de Neymar, uma zebra absurda protagonizada pelo Bate Borisov, um mosaico criativo da torcida do Borussia Dortmund. É muito assunto, é muito causo para contar, é muita impressão pessoal a se registrar. A história está acontecendo, e muita gente quer fazer parte dela de algum modo. Outros torneios também criam histórias, óbvio, mas nenhum com a mesma intensidade.

Por isso, muito torcedor colocou a Liga dos Campeões como elemento fundamental de sua agenda de atividades da semana nos últimos anos. Agora terá de se esforçar um pouco. E aí, vai nessa? Então, vem com a gente. Confira o que preparamos:

Time a time, grupo a grupo

Grupo A: Paris Saint-Germain, Real Madrid, Shakhtar, Malmo
Grupo B: PSV, Manchester United, CSKA Moscou, Wolfsburg
Grupo C: Benfica, Atlético de Madrid, Galatasaray, Astana
Grupo D: Juventus, Manchester City, Sevilla, Borussia Mönchengladbach
Grupo E: Barcelona, Bayer Leverkusen, Roma, Bate Borisov
Grupo F: Bayern de Munique, Arsenal, Olympiacos, Dynamo Zagreb
Grupo G: Chelsea, Porto, Dynamo Kiev, Maccabi Tel-Aviv
Grupo H: Zenit, Valencia, Lyon, Gent