Várias seleções têm uma vitória que as desafogam, em sua história. Um triunfo altamente importante para lhes provar que as derrotas não são definitivas, que as coisas podem melhorar, que nem sempre elas são os times humilhados e sem esperança que foram um dia. Para o Brasil, a vitória contra a Suécia, na final da Copa de 1958; para a França, provavelmente foram os 3 a 0 sobre o Brasil, na decisão do Mundial de 1998;  a decisão da Euro 2008 é o marco inicial da melhor fase da história da seleção da Espanha.
Pois bem: a Holanda já teve uma dessas vitórias. Precisamente, contra a Alemanha, na semifinal da Eurocopa, em 21 de junho de 1988 (a íntegra do jogo está no link). Um dia em que se libertou dos traumas, em que venceu um grande adversário, em que livrou-se das risadas de que sempre foi alvo – e de que voltaria a ser, depois. Mais do que isso: um dia em que venceu um adversário figadal, alguém que sempre a sobrepujara, o seu maior e mais cruel algoz. Até mesmo em campos geopolíticos, já que as tropas alemãs mataram cerca de 250 mil pessoas e dizimaram o país, numa ocupação de cinco anos, durante a Segunda Guerra Mundial.
Leia o texto completo no Espreme a Laranja, projeto de Felipe dos Santos Souza sobre futebol holandês