Elvis comemora gol pelo Santo André, em 2004 (AP Photo/Victor R. Caivano)

Seis esquadrões da história da Série C

Quando se fala em terceira divisão, o que vem à mente é um bando de times ruins disputando uma vaga. Às vezes isso é verdade, mas há bons times disputando a Série C também. Quando um time muito tradicional cai para a terceira divisão, como Bahia, Vitória ou Santa Cruz, é comum ouvir que jogá-la é “um inferno”. Se for em termos de dificuldade, sem dúvida, mas não se pode olhar só assim. É uma divisão que tem, sim, bons times.

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Na sua curta história – a Série C só existe regularmente desde 1994 -, alguns times tiveram na Terceirona um estágio, uma amostra do que viriam a ser no futuro. Ainda mais porque até 2008, essa era a última divisão do país, então era o primeiro passo de times que almejavam a glória nacional. Mostramos alguns times que saíram da Série C para ganhar as manchetes em competições de mais destaque.

São Caetano 1998

Em 1998, o Brasil vivia a empolgação do real pareado com o dólar, a França tinha ganhado a Copa sobre o Brasil e Fernando Henrique era presidente da República. Naquele ano também um clube começava a ter destaque em cenário nacional, e faria papel importante no futebol brasileiro nos anos seguinte. O São Caetano foi campeão paulista da Série A3 e se candidatou a jogar a Terceirona nacional. O pedido foi aceito.

O São Caetano teria o seu primeiro brilho na disputa do Grupo 9 da Série C quando liderou o grupo que tinha ainda Santo André, Rio Branco, Matonense, Etti Jundiaí (atual Paulista) e Francana. Nos dez jogos da primeira fase, o Azulão conseguiu oito vitórias e dois empates. Terminou invicto, com 15 gols marcados e três sofridos. Foi a melhor campanha entre todos os 11 grupos, que já indicava que o time poderia fazer boa campanha.

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No mata-mata, o São Caetano cresceu. Venceu duas vezes o São José de Porto Alegre. Fora de casa, no estádio Passo D’Areia, fez 2 a 0. No Anacleto Campanella, venceu por 2 a 1. Contra o Anápolis, na fase seguinte, mais duas vitórias: 1 a 0 em casa, 3 a 1 em Goiás. A etapa seguinte foi contra o Rio Branco, outro clube paulista. Desta vez, vitória no ABC, 2 a 0, e empate em Americana, 1 a 1.

Quatro times se classificaram para a fase final: Itabaiana, Anapolina, São Caetano e Avaí. Em seis jogos, o Azulão fez oito pontos, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. Ficou a um ponto do Avaí, primeiro colocado, que teve um empate a mais. Tanto o Azulão quanto o time de Santa Catarina subiram.

Daquele time, uma base que seria usada pelo time nas temporadas seguintes. A escalação do São Caetano no jogo contra o Avaí, na derrota por 2 a 1 na Ressacada, pela primeira rodada do quadrangular final: Sílvio Luiz; Aílton, Biluca, Dininho e Marcão; Vandir, Bigu, Márcio Griggio e Leonardo (Magrão): Adhemar (Marquinhos) e Silvinho (Assis). Técnico: Luís Carlos Ferreira.

Desse time, o goleiro Silvio Luiz, o zagueiro Dininho, o volante Magrão e o atacante Adhemar estavam no grupo e, dois anos depois, chegaram à final da Copa João Havelange. No ano seguinte, quando o time foi novamente finalista do Brasileiro, novamente Sílvio Luiz, Dininho e Magrão faziam parte do grupo. Sílvio Luiz e Dininho também eram parte do time que chegou à final da Libertadores de 2002 e acabou derrotado pelo Olimpia. Era impossível saber, mas aquele time do São Caetano na Série C em 1998 teria vida longa e era um time melhor do que se pensava.

Fluminense 1999

O Fluminense chegou ao fundo do poço em 1999. Foi rebaixado em 1996, depois salvo na confusão do Caso Ivens Mendes, caiu novamente em 1997, jogou a Série B em 1998, acabou rebaixado à Série B (vítima de um regulamento maluco, em que o Flu chegou á última rodada com duas opções: passar de fase ou ser rebaixado). Em 1999, então, o time jogou a Série C, mas começaria a sair do buraco com um time que se tornou forte nos anos seguintes.

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Entre os jogadores que atuaram naquela temporada estavam o lateral-direito Paulo César, que depois atuou na França, o meia Roger, então uma promessa, o atacante Roni, outra revelação, assim como Magno Alves e outro atacante, Marco Brito. Esses jogadores levaram o Fluminense ao título da Terceirona, mas a campanha teve seus altos e baixos.

Na primeira fase, o Fluminense ficou no Grupo D. Em dez jogos, sete vitórias e três derrotas. Aliás, já começou perdendo na estreia, 2 a 0 para o Villa Nova. Perderia novamente do Goiânia e do Anapolina (perdeu também do Anapolina em casa, mas o time goiano perdeu os pontos da partida por ter escalado um jogador irregular). Terminou a primeira fase em segundo lugar, um ponto atrás do Serra, do Espírito Santo (que teve uma derrota a menos e um empate a mais).

A segunda fase foi contra o Moto Club, do Maranhão. Empate fora de casa, 1 a 1, vitória por 1 a 0 em Minas e vitória no Maracanã por 2 a 1 no terceiro jogo (era um playoff em três partidas). Na terceira fase, o adversário foi o Americano. Empate por 1 a 1 fora de casa e vitórias por 4 a 0 e 2 a 1 no Maracanã. Sobraram quatro times para a fase final, na disputa por duas vagas na Série B. Além do Fluminense, Náutico, São Raimundo-AM e Serra. Foi então que o Fluminense sobrou. Em seis jogos, quatro vitórias, um empate e uma derrota. A única derrota foi para o Serra, no Maracanã, na terceira rodada. O time que terminou a Série C era o seguinte: Diogo; Flávio, Alexandre Lopes, Émerson e Paulo César; Marcão, Válber, Marco Brito (Jorge Luís) e Yan (Roberto Brum); Magno Alves (Róbson) e Roger. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Em 2000, quando o time foi resgatado da Série C e jogou o módulo azul, dos times grandes, fez grande campanha, terminando em terceiro lugar, atrás de Cruzeiro e Sport. Nas oitavas de final, enfrentou o São Caetano, então um time desconhecido. Na base do Flu, alguns jogadores que estiveram com o time no ano anterior, na Série C, como Paulo César, Roger, Marcão, Magno Alves e Roni. Em 2001, o Fluminense foi semifinalista do Campeonato Brasileiro, quando foi derrotado pelo Atlético Paranaense. No time, ainda a base do elenco da Série C, com Roger, Marcão, Paulo César, Roni e Magno Alves.

O Fluminense pode (e deve) ser questionado por ter sido alçado à primeira divisão do Brasileirão em 2000, jogando o módulo Azul quando deveria jogar o módulo Amarelo e por continuar na primeira divisão em 2001, assim como outros times (já falamos disso aqui). Mas o que podemos dizer é que o time que disputou a Série C formaria a base de uma equipe forte nos anos seguintes.

Brasiliense 2002

O primeiro semestre de 2002 teve uma surpresa. O Brasiliense fez uma marcante campanha na Copa do Brasil e chegou até a final, onde enfrentou o Corinthians. Naquela campanha, eliminou o Fluminense, nas quartas de final, com duas vitórias por 1 a 0. Nas semifinais, goleou o Atlético Mineiro em Belo Horizonte. Wellington Dias era o grande jogador do time, que caiu diante do Corinthians em uma final de arbitragem polêmica. Na decisão, o Jacaré jogou com Donizetti; Moisés (Rodrigo Ayres), Aldo, Thiago e Emerson; Evandro, Carioca, Maurício (Lê) e Gil Baiano; Wellington Dias e Jackson (Weldon).

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Na Série C daquele ano, o clube da capital federal mostrou que não era um time que deu apenas sorte em um mata-mata. Na primeira fase, no Grupo 9, o time terminou em primeiro lugar, com 13 pontos em seis jogos. Quatro vitórias, um empate e uma derrota, à frente de Anápolis, CFZ e Inhumense.

Na segunda fase, o Brasiliense passou pelo Cene, com uma vitória fora de casa por 4 a 3 e uma derrota em casa por 2 a 1. Na terceira fase, o adversário foi o Anápolis. Empate por 0 a 0 no jogo de ida, em Goiás, e 2 a 0 na Boca do Jacaré. A quarta fase teve confronto com o Villa Nova, de Minas. Desta vez, tranquilidade: vitórias por 2 a 1 fora de casa e 2 a 0 em casa. O Brasiliense estava na fase final.

Contra Marília, Ipatinga e Nacional, o Brasiliense acabou em primeiro lugar com 12 pontos em seis jogos: três vitórias, três empates e nenhuma derrota. No último jogo, contra o Marília no Serra Dourada, em Goiânia, o Brasiliense ficou com a taça. A equipe que entrou em campo era Donizetti, Wellington Cássio, Leonardo, Romildo e Fábio Mello; Ricardinho (Pituca), Carioca, Bilu (Tiano) e Wellington Dias; Evandro e Túlio (Rodrigo Aires). Técnico: Gérson Andreotti.

Se você pensou: “Túlio é aquele mesmo, do Botafogo?” Sim, é ele. Ele defendeu o Brasiliense naquela temporada e teve relativo sucesso, com 27 gols em 35 jogos. O destaque do time seguia seguindo Wellington Dias, o camisa 10 do time.

No ano seguinte, mesmo subindo direto da Série C, o time conseguiu se classificar para a segunda fase, em quinto lugar. Na segunda fase, ficou no Grupo A, junto com Palmeiras, Sport e Santa Cruz. Acabou em terceiro, atrás de Palmeiras e Sport, e foi eliminado. Mesmo assim, foi bem para um time caçula.

Em 2004, o time fez uma campanha excelente na primeira fase, terminando em primeiro lugar. Foi para o Grupo A, onde acabou em segundo lugar, atrás do Fortaleza e à frente de Ituano e Santa Cruz. No quadrangular final, ficou à frente do próprio Fortaleza, Avaí e Bahia para conquistar o acesso à primeira divisão. Em 2005, não resistiu à primeira divisão, mas aquele era o último suspiro de um time que ainda tinha Wellington Dias, já em uma fase não tão gloriosa. De qualquer jeito, era um time de Série C que conseguiu bom desempenho nos anos seguintes.

Santo André 2003

Depois de um oitavo lugar no Campeonato Paulista, o Santo André foi para a Série C com a esperança de subir. Estavam naquele grupo o goleiro Júlio César, o lateral Da Guia, o zagueiro Alex, volante/lateral Dedimar e os meia Tássio e Elvis. O time caiu no grupo 24, junto com Atlético Sorocaba e Rio Branco, ambos também do estado de São Paulo. Terminou em segundo, com quatro pontos em quatro jogos – uma vitória, um empate e duas derrotas. O Atlético Sorocaba liderou a chave. Na segunda fase, mata-mata, o time enfrentou o Sertãozinho. Venceu por 4 a 0 no estádio Bruno José Daniel e perdeu por 3 a 2 no Fredericão.

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O adversário na terceira fase foi o Botafogo de Ribeirão Preto. Novamente o time do ABC foi superior, vencendo por 4 a 0 o jogo de ida, em casa, e perdendo por 1 a 0 a volta. Na fase seguinte, a classificação mais dramática. Vitória por 2 a 1 sobre a Cabofriense fora de casa, mas derrota pelo mesmo placar no seu estádio. Nos pênaltis, o time avançou. A quinta fase também foi dura. Contra o Bragantino, o time do ABC venceu por 4 a 1 o jogo de ida. De novo, parecia que tudo ia bem, mas no jogo de volta o Massa Bruta fez 3 a 1 e assustou. A classificação para a fase final estava assegurada.

Dois clubes de São Paulo e dois da Paraíba disputaram as duas vagas para a segundona. O Santo André começou bem, com duas vitórias (1 a 0 no Campinense em casa e 3 a 1 no Botafogo da Paraíba fora). A escalação do jogo contra o Botafogo era essa: Júlio César (Júnior Costa); Da Guia, Diego, Alex e Cláudio; Dedimar, Ronaldo, Careca e Elvis (Tássio); Tita (Alexandre) e Marcos Denner. Técnico: Luis Carlos Martins

A primeira derrota veio contra o Ituano, no Novelli Júnior. Na rodada seguinte, empate por 0 a 0 com o Galo de Itu em casa, seguida por uma derrota para o Botafogo por 1 a 0 em casa. Com a classificação ameaçada, o time enfrentou o Campinense fora de casa na rodada final. A vitória por 2 a 1 no estádio Amigão deu a vaga ao time paulista, que subiu para a Série B.

Em 2004, o Santo André não fez uma grande campanha no Campeonato Paulista. Ficou em quinto lugar no Grupo 2, sendo eliminado na primeira fase. Mas aquele semestre seria de glórias. Na Copa do Brasil, o clube foi passando fase a fase pelas etapas. Novo Horizonte (GO), Atlético Mineiro, Guarani, Palmeiras e fez uma semifinal surpreendente com outro azarão, o 15 de Campo Bom (RS). Passado esse desafio, a final, então, seria com o Flamengo.

Júlio César, Alex, Dedimar, Da Guia e Elvis faziam parte desse elenco que conquistou a taça em pleno Maracanã, contra o Flamengo de Júlio César, Athirson, Ibson e Felipe. O time que saiu da Série C conseguia um título que entraria para a sua galeria como o mais importante da sua história.

Ipatinga 2006

Campeão Mineiro em 2005, o Ipatinga foi para a Série C para tentar subir de divisão. Tinha em seu elenco alguns jogadores que ganhariam espaço em clubes grandes, como Walter Minhoca e Diego Silva. Na primeira fase, ficou no Grupo 11, junto com América Mineiro, Vitória do Espírito Santo e América do Rio. Em seis jogos, dez 10 pontos em três vitórias, um empate e duas derrotas. Se classificou como segundo colocado, atrás do Americano, que fez 14 pontos.

Na segunda fase, ficou no grupo 21, junto com o América Mineiro, Atlético Goianiense e Jataiense. Desta vez, o time liderou, com 12 pontos em seis jogos, quatro vitórias e duas derrotas. Na fase final, com oito clubes, muitos times tradicionais. Dois deles bastante importantes no cenário nacional: Vitória e Bahia.

Nos 14 jogos, o time mineiro conseguiu uma campanha que levou ao terceiro lugar, com sete vitórias, três empates e quatro derrotas. Incluindo uma vitória por 2 a 0 no Bahia em Salvador e 3 a 1 no Ipatingão – resultados que ajudaram o Bahia a ficar em sexto lugar e não subir para a Série B. O Ipatinga conseguiu o acesso. O time base do Ipatinga foi Thiago Braga; Márcio Gabriel, André, Matheus e Anderson; Tôto, Charles, Flavinho e Walter Minhoca; Diego Silva e Jessé

No ano seguinte, como caçula na Série B, o Ipatinga conseguiu uma campanha histórica. Foi o vice-campeão, com 67 pontos, atrás apenas do campeão Coritiba, com 69. Teve, inclusive, o artilheiro do campeonato, o atacante Alessandro, que fez 25 gols. Walter Minhoca, que foi destaque no time, não conseguiu brilhar no Cruzeiro e no Flamengo, mas no clube mineiro funcionou bem. Além disso, teve uma grande participação na Copa do Brasil, onde eliminou Botafogo, Náutico e Santos até cair nas semifinais para o Flamengo. Mesmo com a eliminação, o time impressionou, e o Rubro-Negro demitiu seu técnico Waldemar Lemos para levar Ney Franco, comandante do clube mineiro.

Atlético Goianiense 2008

O Atlético Goianiense começou, em 2008, a pavimentar o caminho que o levaria a Série A. Montou naquele ano o time que se tornaria base da equipe que chegaria à primeira divisão e faria também boas campanhas na Copa do Brasil. Alguns nomes, como o goleiro Márcio, Lindomar, Anaílson e Marcão foram importantes na campanha.

Na primeira fase, o time ficou no Grupo 9, junto com Mixto, Operário-MS e Águia Negra. Em seis jogos, fez 14 pontos – quatro vitórias e dois empates. Uma classificação tranquila. Na fase seguinte, mais uma fase de grupos. Junto a Mixto, Dom Pedro II e Itumbiara, o time novamente dominou o grupo.

Na terceira fase, a disputa já foi mais dura, mas novamente o Atlético sobreviveu. Com Duque de Caxias, Guaratinguetá e Mixto, o time terminou em primeiro lugar, mas só nos critérios de desempate. Ficou com 10 pontos, mesma pontuação de Duque e Guará. Com saldo maior, foi o primeiro colocado. As vitórias por 4 a 1 sobre o Mixto e 3 a 0 sobre o Duque de Caxias acabaram sendo essenciais.

Na fase final, com oito times, o Atlético teve um início instável. Perdeu do Campinense por 2 a 1 fora de casa, goleou o Águia de Marabá por 4 a 0 em casa, perdeu do Brasil de Pelotas fora, e goleou Duque de Caxias e Confiança em casa. Foi quando o time embalou de vez. Foram sete vitórias consecutivas, antes de um empate por 2 a 2 com o Duque de Caxias. O time ainda perderia uma partida para o Águia de Marabá e empataria com o Campinense, mas terminaria confortavelmente em primeiro lugar, com 29 pontos em 14 jogos – nove vitórias, dois empates e três derrotas.

No ano seguinte, com a mesma base, o time subiu para a primeira divisão ao terminar em quarto lugar na Série B, atrás de Vasco, Guarani e Ceará e disputando o acesso com Portuguesa e Figueirense. Em dois anos, o time saiu da terceira para a primeira divisão. Em 2010, o time teria a primeira divisão a disputar, mas conseguiu ir bem também na Copa do Brasil. Chegou até a semifinal, quando caiu diante do Vitória. O time ainda escapou, por pouco, do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, na última rodada. Mas era um time que mostrou que tinha potencial, cindo da terceira divisão.

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