Se você é palmeirense, provavelmente está emocionado até agora. Se você não é palmeirense, provavelmente não aguenta mais os seus amigos e amigas em modo “o amor é verde/branca é a razão”. Tudo bem – independente de qualquer coisa, todo mundo terá uma história para contar desta madrugada. E a vida, no final das contas, também são as histórias que a gente vive e as histórias que a gente conta.

TEMA DA SEMANA: As histórias mais palestrinas dos 100 anos do Palmeiras

Nestas primeiras horas do primeiro centenário do Palmeiras, a torcida alviverde provou que, de fato, é uma ópera. Além de ter organizado um Ano Novo Verde ao lado do Estádio Palestra Itália, com contagem regressiva, choro e abraços em qualquer coisa que se mexia (ou não, já que postes também foram abraçados), ainda encarnaram o célebre tenor italiano Luciano Pavarotti e emendaram um “La Donna è Mobile” a um “Dá-lhe Porco!”.

Duvida? Dê uma olhada no vídeo abaixo deste cantor palestrino. Ele encarnou o Pavarotti no bar Dissidenti, feito apenas para torcedores do Palmeiras, ao lado do clube. Na semana passada, eu escrevi que a torcida do Palmeiras era uma plateia de ópera do século 19. Depois dessa, me convenci: o clube todo é uma ópera. Para o bem e para o mal, palmeirenses vão sempre fazer parmerices, como diz um amigo meu, corintiano. Porque o drama, amigos, ele não consegue parar. E o drama é verde, na alegria e na tristeza.

E este é o Pavarotti, cantando a versão laica não-palestrina da mesma música.

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