A classificação da Islândia à Copa do Mundo de 2018 se tornou um dos grandes assuntos destas Eliminatórias. É o menor país a conseguir o feito, desbancando Trinidad e Tobago, que foi ao Mundial em 2006. Para o ex-jogador da seleção islandesa Gretar Steinsson, um dos motivos do sucesso são as ótimas categorias de base do país. E ele não está falando da estrutura dos clubes, mas sim do sistema escolar, que prepara atletas.

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Gretar Steinsson tem atualmente 35 anos e se aposentou dos gramados em 2013, jogando pelo Kayserispor, da Turquia. Antes, passou por dois clubes islandeses, o Young Boys, da Suíça, o AZ, da Holanda e o Bolton Wanderers, onde teve a sua maior e mais importante passagem na carreira. Ficou de 2008 a 2012 no clube, com mais de 120 partidas disputadas.

“Nenhum jogador é dispensado, então todo jogador pode passar por todos os passos do seu desenvolvimento e então isso é filtrado no nível profissional”, afirmou o jogador. “O treino físico no sistema escolar é muito alto e isso tudo combina neste momento mágico que a Islândia parece recriar de vez em quando”, analisou ainda Steinsson.

“Com apenas 40 países tendo ido para a Copa do Mundo da Europa, é uma honra incrível para todos e que tantos grandes países estão ficando fora apenas mostra o quanto esta é uma grande conquista”, declarou ainda o ex-jogador. “Eu acho que nós temos que aproveitar o momento, nós temos uma geração de ouro ali e precisamos tirar o máximo disso”, disse.

“Todos esses jogadores praticam múltiplos esportes quando eles estão crescendo e depois eventualmente escolhem jogar futebol, alguns deles tem alto desempenho em outros esportes também e eu acho que esta é uma lição muito boa para os clubes ingleses”, opinou Steinsson. “Eu acho que é por causa do treinamento e da mentalidade que toda a nação tem tido realmente sucesso de muitas formas”, concluiu.

Talvez não só os clubes, mas outros países devam olhar com carinho para a Islândia. Claro que o bom trabalho não garante sucesso, ainda mais em um país tão pequeno como a Islândia. Reunir uma boa geração exige um pouco de sorte da roleta genética para juntar um grupo de jogadores com talento entre tão poucos que podem ser selecionados. Ainda assim, o bom trabalho precisa ser valorizado e olhado por nações gigantes. Talvez haja algo para aprender.

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