Se você estava nas redes sociais durante a noite da última terça-feira, quando os Estados Unidos foram eliminados da Copa do Mundo da Rússia, deve provavelmente ter cruzado com o comentário do ex-jogador da seleção americana Taylor Twellman, atualmente comentarista da ESPN. Com 30 partidas pelo time nacional, Twellman não poupou os problemas estruturais do esporte no país e, em um segundo comentário, ampliou a crítica para a cultura dos esportes americanos no geral.

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Segundo Twellman, os esportes americanos premiam a mediocridade. Ele se refere, especificamente, às regras do draft, que dão a primeira escolha para as equipes que fizeram a pior campanha da temporada anterior. Em esportes como futebol americano e basquete, isso funciona para equilibrar as forças da liga. Mas, para ele, o futebol funciona de outra maneira: se não houver pressão, se não houver responsabilidade, não há excelência.

“O New York Giants tem cinco derrotas e nenhuma vitória. Do que todos estão falando? Que vão ganhar a primeira opção do draft. Tem sempre o ano que vem. Mas, neste esporte (futebol), ao redor do mundo, é exatamente o oposto. Se você não for promovido, ou se você for rebaixado, há pressão de verdade. Eu sou americano, adoro os Estados Unidos, mas você premia o Los Angeles Lakers por ter sido uma absoluta bosta ano passado. E há sempre o ano seguinte”, afirmou.

O ex-jogador afirmou que no futebol “não há ano que vem” quando você fracassa tão profundamente quanto a seleção americana e citou Christian Pulisic como exemplo: para ele, o melhor jogador que os Estados Unidos já produziu terá que esperar sete anos para disputar sua primeira Copa do Mundo – se os EUA se classificarem para 2022.

“No meu esporte, é exatamente o oposto. Não há ano que vem. Não há Copa do Mundo. Estamos tentando fazer o futebol da maneira americana, enquanto o resto do mundo está fazendo futebol da maneira do mundo. Enquanto não houver pressão e responsabilidade, em linha com o resto do mundo, você não vai ser bem sucedido”, explicou.

Claro que, diante de um fracasso retumbante, sempre surgem teses, e essa sozinha pode não explicar os problemas dos Estados Unidos, mas é um ponto de vista interessante. Assista ao vídeo de Twellman falando sobre isso e o seu já viral monólogo logo depois da eliminação americana.

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