O Japão chegou à Copa do Mundo sem grandes expectativas. Não mostrou um grande futebol nas Eliminatórias, trocou de treinador a meses da estreia e preocupava-se com a fase de alguns dos seus principais jogadores. No entanto, começou a caminhada na Rússia com vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia. Impossível tirar da equação a expulsão de Carlos Sánchez logo no terceiro minuto da peleja. Além de ficar com um jogador a mais, os asiáticos também tiveram um pênalti para abrir o placar. O melhor momento, porém, foi no segundo tempo, quando os sul-americanos já haviam empatado. Com muita organização e agressividade, o Japão encurralou a Colômbia, criou chances e conseguiu desenvolver o gol da vitória, importantíssima em um grupo tão equilibrado. 

Aos três minutos, tudo muda

A Colômbia era favorita para enfrentar o Japão, e a expectativa era que tomasse a iniciativa do jogo, mas, aos três minutos, o panorama mudou completamente. Por um duplo vacilo dos Sánchez. Davinson errou na marcação a Osako, que ganhou a frente e conseguiu finalizar. Ospina fez a defesa. No rebote, Kagawa mandava para o gol mas Carlos Sánchez impulsivamente esticou o braço para cortar a bola. Como se, na época do assistente de vídeo, fosse possível fazer isso sem que ninguém visse. O árbitro marcou pênalti e expulsou o volante. Kagawa cobrou e fez 1 a 0 para o Japão.

Quase ampliou

Enquanto a Colômbia tentava encontrar o seu rumo, o Japão teve duas ótimas oportunidades para fazer 2 a 0. Ambas pela esquerda. Kagawa puxou o contra-ataque e deixou na medida para Takashi Inui bater colocado. A bola passou muito perto da trave de Ospina. Wílmar Barrios deu um toque curto demais pela lateral direita e permitiu que o mesmo Inui recolhesse. Ele entrou na área e tentou colocado novamente. Mas, desta vez, pegou bem mal. 

Colômbia empata

Mesmo com um a menos, a Colômbia conseguiu ficar no campo de ataque e tocar a bola. Mas estava faltando pensar um pouco mais. Seus pontas aceleravam todas as jogadas e precipitavam os passes. A posse voltava fácil demais para o Japão. Pekerman decidiu recompor o meio-campo. E foi corajoso: tirou Cuadrado, que realmente estava errando tudo que tentava. Barríos foi a campo para ajudar Jefferson Lerma. Não melhorou tanto quanto se poderia esperar, mas, aos 39 minutos, os sul-americanos empataram. Falcao García conseguiu uma falta na entrada da área. Quintero bateu rasteiro e surpreendeu Kawashima. Foi gol, mas o goleirão tentou dar uma de desentendido e rolou a bola para fora da linha. Claro que, como Carlos Sánchez, não enganou ninguém. 

Ospina, e Japão cresce

O Japão voltou muito bem do intervalo. Conseguiu impor a posse de bola, o que mais queria quando demitiu o bósnio Vahid Halilhodzic, alegando que ele desenvolvia uma equipe defensiva demais, e encurralou a Colômbia. David Ospina precisou fazer duas grandes defesas para evitar o segundo gol japonês. Osako girou com muita facilidade para cima de Davinson Sánchez e chutou à queima-roupa. Em seguida, na enésima vez que Inui teve liberdade pela esquerda, o goleiro se esticou para buscar a finalização no canto. 

O gol da vitória

As chances eram criadas e parecia iminente que o Japão fizesse o segundo gol. Ele surgiu em uma cobrança de escanteio. Osako subiu para desviar às redes, aos 27 minutos do segundo tempo. A Colômbia, que havia conseguido equilibrar as ações depois da expulsão, não teve reação. A única oportunidade, além do chuveirinho, foi uma bola que James Rodríguez teve na pequena área para estufar as redes. Houve o desvio e o chute subiu em direção às nuvens. 

Ficha técnica

Colômbia 1 x 2 Japão

Estádio: Mordovia Arena, em Saransk (Rússia)
Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia)
Gols: Kagawa e Osako (JAP); Quintero (COL)
Cartões amarelos: Wilmar Barríos e James Rodríguez (COL)
Cartão vermelho: Carlos Sánchez

Colômbia: David Ospina; Santiago Arias, Davinson Sánchez, Oscar Murillo e Johan Mojica; Carlos Sánchez, Jefferson Lerma, Juan Cuadrado (Wilmar Barríos), Juan Quintero (James Rodríguez) e José Izquierdo (Carlos Bacca); Falcao García. Técnico: José Pékerman

Japão: Eiji Kawashima; Hiroki Sakai, Maya Yoshida, Gen Shoji e Yuto Nagatomo; Makoto Hasebe, Gaku Shibasaki (Hotaru Yamaguchi), Genki Haraguchi, Shinji Kagawa (Keisuke Honda) e Takashi Inui; Yuya Osako (Shinji Okazaki). Técnico: Akira Nishino