A MLS é uma das muitas ligas pelo mundo que resolveu adotar o Video Assistant Referee, o VAR. A revisão em vídeo, como os americanos já estão acostumados em outros esportes por lá, começou bem na liga,  mas teve uma aplicação bizarra neste fim de semana. Kaká, brasileiro do Orlando City, foi expulso na partida contra o New York Red Bulls, neste sábado, depois de uma revisão do lance em vídeo que não pode ser descrito de outro jeito que não uma burrice da arbitragem. E arbitragem porque os árbitros no VAR também erraram e causaram uma confusão grande. O Orlando City perdeu o jogo por 3 a 1 e o placar já estava definido quando o lance aconteceu, nos acréscimos.

LEIA TAMBÉM: Chefe de arbitragem da Fifa elogia VAR, mas admite que sistema precisa de aprimoramento

Tudo começou com um desentendimento entre os jogadores do Orlando City e do New York Red Bulls em um lance na lateral do campo. Os jogadores que se desentenderam bateram boca e, em determinado momento, Kaká brincou com Aurélien Collin, seu ex-companheiro de Orlando. O brasileiro chegou por trás e tapou a boca do jogador. Os dois ficaram rindo depois, juntos.

Pouco depois, o árbitro sinaliza que o lance está em revisão. Logo depois, distribui cartões amarelos: para Sean Davis, do New York Red Bulls, e Cristian Higuita, do Orlando City. Até aí, tudo bem. Só que ele veio com um cartão vermelho para Kaká. O brasileiro tentou argumentar com o árbitro e até Collin foi até lá explicar que tinha sido uma brincadeira e estava tudo bem. Não adiantou. O brasileiro acabou mesmo expulso por conduta violenta. O árbitro não aceitou qualquer explicação.

É uma demonstração que a tecnologia pode ajudar, mas o árbitro, Jorge Gonzalez, e a equipe que fez a análise no VAR é que precisam melhorar. Não adianta nada ter tecnologia se o uso que se faz dela é estúpido. Foi exatamente o que aconteceu nesse caso. Pedir o VAR para dar as punições adequadas aos jogadores é perfeitamente aceitável. Só que deram um cartão vermelho que não faz muito sentido por uma interpretação sem nenhum sentido. Considerar o lance que você vê abaixo como conduta violenta é apenas estúpido.