O Palmeiras foi o único time brasileiro que conseguiu estrear vencendo nesta primeira semana de jogos da fase de grupos da Libertadores – o Vasco ainda fará sua primeira partida. E contra um adversário difícil. O placar de 3 a 0 contra o Junior Barranquilla, fora de casa, foi excelente para os brasileiros, em um grupo que se desenha complicado, embora a atuação deixe algumas preocupações para a torcida e para o técnico Roger Machado.

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Isso porque não podemos excluir da análise do que foi a partida a expulsão precoce de Gérman Gutiérrez, aos 9 minutos do primeiro tempo. O Palmeiras não tem nada a ver com o ímpeto do jogador do Junior Barranquilla, que enfiou as travas da chuteira no queixo de Bruno Henrique. Mas a superioridade numérica facilitou a tarefa alviverde. Especialmente tendo-se em conta que os visitantes eram pressionados no momento do cartão vermelho.

 

O Junior havia criado duas boas oportunidades de abrir o placar antes da expulsão. O mesmo Gutiérrez criara a melhor delas, com um passe em profundidade para Jonathan Álvez, por trás da defesa. Álvez tentou o toque esperto, na saída de Jaílson, que manteve a perna firme e fez uma grande defesa. Em seguida, Chará recebeu cobrança de lateral dentro da área e tentou de biquinho, fraco demais para complicar a vida do goleiro do Palmeiras.

Com um a mais, o Palmeiras precisou de algum tempo para se ajustar e tentar fazer valer a superioridade numérica. O técnico do Junior, Alexis Mendoza, não repôs a ausência de um lateral esquerdo imediatamente e pagou por isso. A inversão de Felipe Melo encontrou Dudu livre pela direita. O capitão alviverde deu um passe preciso para Bruno Henrique, a surpresa da escalação de Roger Machado, e o chute cruzado não deu chances a Sebastián Vieira.

O placar mostrava 1 a 0 para o Palmeiras. Em campo, os visitantes tinham um jogador a mais. A missão era simples: ficar a com a bola, cansar os adversários e matar a partida quando os espaços inevitavelmente aparecessem. Até porque Mendoza manteve a dupla de ataque Téo Gutiérrez e Álvez, e nenhum dos dois parece disposto a ajudar na marcação. Na prática, os verdes atacavam contra sete rivais. Mesmo assim, o Palmeiras não foi capaz de controlar a partida.

E não foi por falta de garganta do técnico palmeirense, que gesticulava e gritava nas linhas laterais para que o seu time mantivesse a posse de bola e saísse de trás. Sem conseguir fazer isso, o Palmeiras assistiu ao Junior Barranquila, com um a menos, ficar mais com a bola e criar oportunidades perigosas, como uma cabeçada de Álvez e um passe para Téo Gutiérrez, livre, que só não virou gol porque Victor Luiz apareceu na hora certa com um carrinho.

O que quer que Roger Machado tenha dito no intervalo funcionou. O Palmeiras voltou com mais intensidade, mais ligado na partida, e rapidamente ampliou para 2 a 0. Willian tocou para Lucas Lima, que puxou para a perna direita e bateu. O rebote ficou com Borja, que pegou de primeira e marcou um lindo gol. Aos 26, a partida acabou. Em jogada de escanteio curto, a troca de passes foi cirúrgica: Victor Luiz para Guerra, Guerra para Bruno Henrique, Bruno Henrique para o gol.

Thiago Santos ainda perdeu uma oportunidade clara, sem goleiro, em erro de saída de bola do Junior Barranquila, e Álvez desperdiçou um pênalti nos minutos finais. Mas o resultado já estava definido. No grupo de Boca Juniors e Alianza Lima, o Palmeiras sai na frente com três pontos que não estavam necessariamente na conta e se permite a fazer o dever de casa para avançar às oitavas de final. No entanto, precisa desvendar porque durante tanto tempo teve dificuldades para se impor na partida, mesmo com um jogador a mais.

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