O Atlético de Madrid foi campeão espanhol no limite da conta. O placar clássico da equipe de Diego Simeone era a vitória por 1 a 0, sobretudo fora de casa, quando sobrava raça e oportunismo. Mas a fórmula que deu tão certo em La Liga 2013/14 não deu muito certo no início desta nova campanha. Faltou o mesmo poder de decisão para os colchoneros na visita ao Rayo Vallecano, e o 0 a 0 contra os vizinhos em Madri já custam alguns pontos que poderão ser importantes ao Atleti.

A principal ausência do Atlético foi mesmo a de Diego Simeone, que pegou oito jogos de gancho após se estranhar com a arbitragem na Supercopa da Espanha. E, sem a energia e as orientações do técnico à beira do campo, uma escalação bem parecida à que dominou o Real Madrid na última sexta não funcionou. Houve pouquíssima incisividade do rojiblancos contra a defesa do Rayo, com mínimas chances de gol criadas e nada que realmente ameaçasse a meta do goleiro Cristian Álvarez.

Em alguns momentos, Griezmann até tentou abrir caminho individualmente, mas não conseguiu. Pouco sintonizado com Mario Mandzukic, o francês criou pouco para o ataque colchonero. O lesionado Arda Turan fez falta, assim como as famosas arrancadas de Diego Costa. Os raros momentos mais perigosos vinham mesmo a partir das bolas paradas, sem que o Atlético aproveitasse como de costume. E em alguns momentos o Rayo Vallecano até pareceu estar com vontade de aprontar, mas não conseguiu passar pela defesa liderada por Miranda – em mais uma noite inspirada do zagueiro, diga-se.

Se o Atlético de Madrid conquistou o título de maneira tão impressionante na última temporada, foi por causa da enorme regularidade, na sequência fantástica de vitórias. Algo conseguido mais com a objetividade do time do que com grandes craques, como Barcelona e Real Madrid costumam fazer todos os anos. Se os colchoneros quiserem mesmo o bicampeonato, precisam dessa força constante. E a falta de firmeza desta segunda é algo que precisa ser superado logo.