Santos e Palmeiras fizeram um duelo com dois tempos muito distintos na partida de ida da semifinal do Campeonato Paulista. O time alviverde venceu por 1 a 0, gol marcado ainda no primeiro tempo, em que dominou quase por completo. Só que o segundo tempo foi bem diferente. O Santos conseguiu pressionar, mesmo sem uma grande atuação, e o goleiro Jaílson foi o personagem. Fez ao menos quatro grandes defesas que impediram que o time alvinegro conseguisse sair ao menos com um empate do jogo de ida.

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Apesar do mando de campo neste jogo de ida ser do Santos, o Palmeiras dominou o jogo na primeira etapa. Keno, um dos melhores jogadores do Palmeiras na partida, avançou bem pela esquerda, em alta velocidade, e tocou para o meio, a bola chegou em Dudu, na direita, e o camisa 7 cruzou rasteiro para Willian, que completou para o gol, embaixo das traves.

O jogo teve momentos quentes ainda no primeiro tempo. Duas vezes o árbitro Flávio Rodrigues de Souza decidiu não dar cartões em lances muito duros. Primeiro, Gabriel Barbosa, que entrou duro e merecia levar o amarelo, mas o árbitro só deu uma advertência ao jogador do Santos. Depois, Felipe Melo também entrou duro, mas foi outro a receber advertência do árbitro, sem cartão. Antônio Carlos, logo depois, entrou duro, mas não teve a mesma complacência: deu amarelo ao zagueiro do Palmeiras. Em seguida, Alisson, do Santos, também deu entrada dura. E também não recebeu perdão e tomou amarelo.

No final da primeira etapa, o Santos conseguiu dois lances perigosos, sempre com cruzamentos para a área. Em um deles, Jaílson precisou fazer grande defesa, em cabeçada de Renato em escanteio. Gabriel Barbosa também teve uma chance, tomando a bola no campo de ataque, já próximo ao lado direito da área, e tentou o chute, mas Jaílson defendeu. Apesar do domínio do Palmeiras, que poderia ter feito até mais gols, o Santos deixou a etapa inicial cheio de esperanças.

O segundo tempo foi outro jogo. O Santos começou em cima, tentando avançar o time, mas contava com uma noite ruim do seu principal jogador de ataque, Gabriel Barbosa. O jogador não conseguia dar continuidade nos lances. Além dele, Diogo também errou demais: segurou demais a bola em diversos momentos, além de ter errado muitos passes. Acabou desperdiçando muitos ataques.

Ofensivamente, o Santos tentou de várias formas. Cruzamentos da intermediária, jogadas em velocidade pelo meio, chutes de fora da área. Quando Rodrygo entrou no jogo, causou mais perigo ainda. Em um chute de fora da área, ele quase empatou o jogo. O Santos cruzava para a área, fosse em bola aérea, fosse em bola rasteira, e por vezes pegou rebotes na entrada da área, continuando o perigo.

O Palmeiras ficou recuado e pareceu sentir o cansaço. Os jogadores palmeirenses pareceram se contentar em defender mais porque não conseguiam impor a mesma marcação alta, a mesma pressão e, mesmo com a bola, não jogava em velocidade. Tentava ter mais cadência e acabava perdendo a bola. O Santos, de fato, tentou muito o gol.

Poderia ter saído com o empate. O time, ao menos, teve mais atitude e aproveitou o cansaço palmeirenses para sufocar, mesmo sem muita qualidade nos ataques. Gabriel Barbosa chutou de fora e Jaílson defendeu. Depois, cruzou para Vitor Bueno, sozinho, cabecear para nova defesa do goleiro.

Na próxima terça, o Pacaembu deixará de ser alvinegro para ser alviverde. O Palmeiras precisa apenas empatar o jogo para ir à final. O Santos precisará de uma vitória por um gol para levar a disputa para os pênaltis. Para sair classificado no tempo normal, o Santos precisará de uma vitória por dois gols de diferença.