A discussão sobre o fair play é algo recorrente no futebol. Por não se tratar de uma regra específica, mas, sim, de um ato de bom senso dos jogadores, não dá para reclamar legalmente do respeito ou não ao “jogo limpo”. Do ponto de vista ético, sim, mas não baseado nas regras. De qualquer forma, o tema volta a ser pauta com o lance que ocorreu no último domingo, na primeira partida final do Venezuelão entre Zamora e Mineros.

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Logo aos cinco minutos de jogo, o Mineros foi tentar sair jogando, acabou pressionado pelo Zamora e então recuou a jogada até o goleiro. Conforme o atacante Juan Falcón se aproximava para dar o combate, o arqueiro do Mineros, Rafael Romo, começou a pedir que o adversário se afastasse, pois havia supostamente sentido uma lesão. Falcón pareceu não ter entendido muito bem, tomou a bola e finalizou em direção ao gol vazio, olhando antes um pouco confuso para o goleiro.

O lance então desencadeou uma briga generalizada entre atletas das duas equipes, enquanto Romo, caído no chão, era atendido pela comissão médica. À primeira vista dá até para condenar a ação de Falcón, mas, pensando melhor, se o goleiro estava mesmo contundido, por que seus companheiros não jogaram a bola para fora antes? Ou por que o próprio arqueiro não tirou a bola de jogo para que fosse atendido? Não dá para saber se Romo estava mesmo contundido. Sua substituição seis minutos depois pode ter sido também parte do blefe, apenas para não ficar feio, não é?

Sinceramente, não chegamos a uma conclusão definitiva sobre qual lado está certo nessa história toda. Independentemente do lance, o Zamora exerceu seu favoritismo inicial e venceu a partida por 4 a 1, praticamente botando as mãos na taça do Campeonato Venezuelano.

Para você, o goleiro estava mesmo machucado e, portanto, Falcón errou ao tomar dele a bola? Ou o arqueiro estava apenas fazendo cena para brecar a pressão do Zamora, que já vencia por 1 a 0? Queremos saber sua opinião!