2013 era, de fato, o ano para o Emelec acabar com seu jejum de títulos nacionais no Equador. Campeão equatoriano em 2002, a equipe perseguiu seu 11ª título por 11 anos e agora, de forma contundente, conseguiu seu objetivo. Campeão da Primeira Etapa, o time garantiu neste domingo, com o empate diante do Manta, o primeiro lugar da Segunda Etapa, e, portanto, não precisou das finais para se sagrar o campeão equatoriano de 2013.

A 11ª conquista do Emelec aproximou a equipe de Barcelona de Guayaquil e El Nacional, maiores campeões, com 14 e 13 títulos, respectivamente. A conquista antecipada dos Millonarios foi possível graças ao regulamento do campeonato equatoriano. A competição é dividida em duas partes: cada uma delas com todas as 12 equipes se enfrentando em dois turnos, com o campeão de cada parte (Primeira e Segunda Etapa) se enfrentando em uma final de dois jogos. O empate deste domingo deixou o Emelec com 40 pontos, não podendo ser alcançado pelo Independiente José Terán, segundo colocado da Segunda Etapa com 33.

A luta dos Millonarios pelo 11º título equatoriano se intensificou principalmente nas três últimas temporadas, em que a equipe bateu na trave três vezes seguidas: vice-campeão em 2010, 2011 e 2012. O início desta campanha, no entanto, já mostrava que a história tinha tudo para ser diferente. O Emelec estabeleceu o recorde de maior número de vitórias seguidas nas rodadas iniciais do Equatorianão: oito jogos.

Para a próxima temporada, o time chega mais confiante que nunca para a disputa da Copa Libertadores. Presente em nove edições do torneio sul-americano desde 2000, a campanha quase perfeita no Campeonato Equatoriano deste ano deve dar esperança aos torcedores de fazer uma Libertadores melhor que a última, em que foi eliminado nas oitavas de final para o Fluminense.