Chegou a hora da segunda parte da retrospectiva da temporada 2013 do futebol sul-americano. Já falamos sobre Colômbia, Equador, Peru e Paraguai. Agora, está na hora de Chile, Uruguai, Venezuela e Bolívia. Vamos lá!

Campeonato Chileno

Campeão: O’Higgins
Copa: Em disputa
Classificados à Libertadores: O’Higgins, Universidad Católica e Universidad de Chile
Sul-Americana: Deportes Iquique e mais três times que serão definidos
Surpresa: O’Higgins que alcançou a Católica na última rodada e que no desempate saiu com o título
Decepção: Colo-Colo que não faz um campeonato condizente com a grandeza do clube desde 2010.

Era o semestre da Universidad Católica. Com a mesma base de 2012, um entrosamento maior e a marca do técnico Martin Lasarthe, os Cruzados começaram o Apertura com vitória e em nenhum momento saiu da segunda colocação do torneio. Com boas atuações de Michael Ríos, Tomás Costa, Toselli, Hans Martínez e do atacante Sosa a Católica só parou mesmo quando enfrentou o O’Higgins. A equipe de Rancágua é brilhantemente dirigida por Eduardo Berizzo desde 2011. Já em seu primeiro trabalho, o ex-auxiliar de Marcelo Bielsa e um devoto convicto do estilo de pressão na bola e transição ofensiva rápida, demonstra um futuro promissor. Mesmo com a diferença de orçamento em relação aos três grandes do país o O’Hi sempre ficou entre os cinco primeiros e, capitaneado por Braulio Leal, Gonzalo Barriga, Pablo Hernandez e Calandria, conseguiu a sorte grande na última rodada. Com a vitória da Católica contra a Unión La Calera o O’Higgins precisava vencer o Rangers para forçar um jogo-desempate. O clube de Berizzo saiu perdendo, conseguiu a virada, mas depois sofreu o 3 a 2. Aos 33 minutos do segundo tempo o atacante Huerta saiu do banco para decretar o empate e aos 45 Calandria, de pênalti, decretou a vitória por 4 a 3 fora de casa. No jogo desempate deu O’Higgins: 1 a 0 e título inédito.

Campeonato Uruguaio

Campeão: Danubio (não é considerado título nacional)
Copa: Não tem
Classificados à Libertadores: Peñarol, Defensor Sporting e Nacional, todos classificados na temporada 12-13
Sul-Americana: A definir
Surpresa: River Plate que se manteve firme durante toda a disputa do Apertura e que só perdeu o título na última rodada
Decepção: Peñarol que contratou mal, não se encontrou e terminou o torneio em oitavo.

Antes de o campeonato começar a expectativa era de que o Nacional, que foi às compras e trouxe nomes como o zagueiro Benegas, o meia Alvaro Fernández e os atacantes Cacique Medina e Morro García dominasse a disputa. No entanto o trabalho de Rodolfo Arruabarrena deixou a desejar e o time oscilou demais, o que acarretou na perda do título na última rodada. Só não foi pior do que o Peñarol de Diego Alonso, que trazia a desconfiança de apenas um trabalho bom com o Guaraní e que ficou dentro do esperado com uma campanha vergonhosa no uruguaio. Só o jovem atacante Jonathan Rodríguez se safou do vexame, que contou com momentos conturbados dos goleiros Lerda e Castillo. Nesse cenário houve espaço para a ascensão de dois clubes: Danubio e River Plate. O River sem estrelas, mas com um bom conjunto liderou a maior parte do campeonato, mas acabou perdendo para o Danubio, time com a melhor categoria de base do país. E foi com os jovens jogadores que o clube chegou ao simbólico título do primeiro turno com grandes atuações do zagueiro Emiliano Velázquez, 19, do goleiro Ichazo, 21, dos volantes Mayada, 22 e Cayetano, 23, e do atacante Liber Quiñonez, 28 anos.

Campeonato Venezuelano

Campeão: Mineros de Guayana
Copa: Caracas
Classificados à Libertadores: Deportivo Anzoátegui, Zamora e Caracas,todos classificados na temporada 12-13
Sul-Americana: Caracas e mais três a definir
Surpresa: Mineros de Guayana que conquistou o seu segundo título nacional em 32 anos de fundação
Decepção: Deportivo Táchira, que uma vez mais não conseguiu reclamar a posição de segundo clube do país.

Zamir Valoyes foi um dos grandes destaques do Venezuelano (Foto: AP)

Zamir Valoyes foi um dos grandes destaques do Venezuelano (Foto: AP)

A Venezuela teve o quinto campeão diferente em dois anos. Desta vez foi o Mineros de Guayana, que oscilou demais no início da competição, mas que emendou a sequência de vitórias na hora certa. Na rodada 14 o clube assumiu a segunda posição e na 16 tomou a dianteira, para encerrar o campeonato na ponta. A campanha foi calcada no bom desempenho da defesa e gols do colombiano Zamir Valoyes. O Caracas foi o segundo colocado, resultado bastante honesto para um clube que está se reformulando sob o comando de Eduardo Saragó. Falando no técnico, o Deportivo Lara, outrora absoluto, foi o décimo quinto entre 18 times.

Campeonato Boliviano

Campeão: The Strongest
Copa: Não há
Classificados à Libertadores: Bolívar, The Strongest e Oriente Petrolero
Sul-Americana: San José, Jorge Wilstermann, Nacional Potosí e Universitario de Sucre
Surpresa: Jorge Wilstermann que chegou em quarto lugar e que aos poucos vai voltando ao seu lugar de protagonismo.
Decepção: Bolívar que liderou a maior parte do campeonato e que perdeu na última rodada

O Clausura boliviano foi de “cosa de dos” desde o início com os rivais The Strongest e Bolívar monopolizando a parte de cima da tabela. O equilíbrio do Bolívar de Miguel Angel Portugal, agora técnico do Atlético Paranaense, predominou com boas atuações de El Uruguaio William Ferreira e do conjunto. Enquanto isso o The Strongest de Eduardo Villegas oscilava e na reta final parecia que o título ficaria com La Academia. Mas a última rodada mudou tudo. O Bolívar precisava de um empate contra o Nacional, mas perdeu. Por outro lado o The Strongest venceu o Real Potosí por 3 a 0 e se sagrou campeão.