France Netherlands Soccer

A França está recebendo menos atenção do que deveria às vésperas da Copa

Dentre as seleções campeã do mundo, quem chega menos badalada à Copa é a França. Com certa razão. Os Bleus vêm de um péssimo ciclo, eliminados na primeira fase do último Mundial e também na Euro 2012. Suaram sangue para arrancar a classificação contra a Ucrânia. E, vira e mexe, os franceses têm problemas de indisciplina em seus bastidores. Entretanto, merecem todas as atenções com a aproximação da competição. Afinal, a provação contra os ucranianos serviu para o time recuperar seu brio. E a ótima fase individual de alguns jogadores credencia ainda mais o time de Didier Deschamps.

Tudo bem que a Holanda possui suas reticências, especialmente na defesa, e realizou testes em seu time titular. Mesmo assim, com Van Persie, Sneijder e Strootman do outro lado do campo, a França conquistou uma vitória categórica em Saint-Dennis. O placar de 2 a 0 – que ficou até barato por tamanho domínio – contra um adversário que estava invicto havia 17 jogos mostra a ascensão dos franceses. E mesmo com alguns de seus principais jogadores deixados no banco para que alguns novatos ganhassem uma chance, como Eliaquim Mangala e Antoine Griezmann.

Dois dos pontos mais altos da França atual converteram-se nos gols da partida. O primeiro, em um tiro cruzado de Karim Benzema. Em excelente fase no Real Madrid, o atacante renovou seus ares na seleção depois da mudança tática para o 4-3-3, que o deixa bem menos isolado na linha de frente. Enquanto isso, o meio-campo tem ótima presença física e potência, com Yohan Cabaye protegendo as saídas de Paul Pogba e Blaise Matuidi.

O volante do Paris Saint-Germain, aliás, participou dos dois gols. Iniciou a jogada do primeiro e se encarregou de colocar a bola nas redes no segundo. E que belo tento. Matuidi sequer olhou para o gol ao emendar seu meio-voleio, após cruzamento de Mathieu Valbuena. Lembrou alguém? Pois é, ele mesmo admitiu: “Tenho como característica essa subida ao ataque e marquei um belo gol. Acho que aprendi isso no treino, de tanto ver Ibrahimovic”.

E Ribéry ainda pouco permaneceu em campo, entrando apenas para a meia hora final. Se nos períodos de maior penúria o camisa 7 estava acostumado a carregar os Bleus nas costas, deve estar aliviado ao ver o encaixe do time. Porque, com um talento individual tão grande como o do meia, a França ganhe ainda mais força. E, em um grupo no qual não deverá gastar tantas energias, pode muito bem comer pelas beiradas. Ainda mais com a fome que mostrou em seus dois últimos jogos.

Confira o gol de Benzema, que abriu o placar: