A França é a primeira semifinalista da Copa do Mundo de 2018. Os Bleus derrotaram o Uruguai por 2 a 0, superior nos detalhes. Em um jogo difícil como se esperava, os franceses conseguiram um gol de cabeça de zagueiro, em uma cobrança de falta, e outro em um chute de longe de o goleiro Fernando Muslera, do Uruguai, frangou. Melhor na maior parte do jogo, os europeus foram eficientes contra um Uruguai que continuou esforçado e organizado, mas sem conseguir chegar ao ataque com qualidade. Em um jogo que a França não jogou um grande futebol, foi eficiente e superior ao Uruguai, o necessário para vencer e avançar.

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A ausência de Edinson Cavani do jogo do Uruguai contra a França já tinha tornado a missão do país sul-americano muito mais complicada. Mesmo assim, o que se viu em campo no início do jogo. Foram bons avanços nos primeiros minutos, até que a França passou a controlar mais o jogo e não dar mais tantas oportunidades. Depois dos primeiros 25 minutos com o jogo equilibrado, os franceses tiveram uma defesa mais sólida e um ataque mais perigoso.

Bola aérea

Aos 40 minutos de jogo, Betancur fez falta dura em Tolisso e tomou o cartão amarelo. Era o único jogador pendurado no time uruguaio. Na cobrança, Griezmann levantou na área e Varane se antecipou a Stuani para raspar de cabeça e acertar o canto, marcando 1 a 0 para a França.

Lloris!

Pouco depois do gol da França, o Uruguai levou perigo à meta francesa do mesmo modo que tomou o gol: em um levantamento por uma bola parada. No cruzamento, Cáceres tocou de cabeça e Lloris fez uma grande defesa, impedindo o gol do Uruguai. O goleiro francês conseguiu ser importante para o time, que teve nele mais do que o líder e capitão, mas também um goleiro seguro embaixo do gol.

Frango

De um lado, Lloris defendeu muito bem. Do outro, Muslera acabou falhando. Em um chute de longe de Griezmann, aos 16 minutos do segundo tempo, Muslera tinha a chance de uma defesa fácil. Podia segurar ou mesmo espalmar. Acabou tocando na bola e vendo ela entrar. Um gol que acabou murchando muito da força uruguaia. Um desânimo natural de um time que sabia que precisava subir uma ladeira e parecia ser um caminho muito mais longo.

Desânimo

Stuani conseguiu fazer pouco no jogo. O Maestro Tabárez tentou Maxi Gomez, mas o atacante pouco conseguiu tocar na bola. Na verdade, as mudanças de Tabárez tiveram pouco efeito na partida. Cristian “Cebolla” Rodríguez pouco fez também, assim como Urretaviscaya. Os uruguaios pareciam desanimados e, mais do que isso, sem forças. Não a força física, especificamente, mas a força técnica para chegar ao campo de ataque, trabalhar a bola e criar oportunidades.

Cenas lamentáveis

Em um determinado momento, perto dos 24 minutos, Mbappé deu um toquinho de letra na bola e Cristian Rodríguez colocou a mão no peito do atacante, que desabou no chão, com a mão no rosto. O que poderia parecer uma agressão à primeira vista mostrou ser uma simulação do camisa 10 da França. Isso gerou uma enorme discussão, com Godín indo até Mbappé e tentando levantá-lo à força. Pogba também entrou na confusão e teve que ser afastado por companheiros. E foi um empurra empurra danado, com Pitana agindo depois: deu amarelo a Mbappé por simular uma agressão. O jogo seguiu.

Força europeia

O Uruguai é mais um sul-americano eliminado. Agora, só resta o Brasil contra todos os europeus. Os belgas, adversários da tarde, e do outro lado Croácia, Rússia, Inglaterra e Suécia.

FICHA TÉCNICA

Uruguai 0x2 França

Local: Estádio Nizhny Novgorod, em Nizhny (Rússia)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Gols: Varane aos 40’/1T, Griezmann aos 16’/2T (França)
Cartões amarelos: Betancur, Cristian Rodriguez (Uruguai), Hernandez, Mbappé (França)

Uruguai

Fernando Muslera; Martín Cáceres, José Giménez, Diego Godín e Diego Laxalt; Lucas Torreira, Matías Vecino, Nahitán Nandez (Jonathan Urretaviscaya aos 28’/2T) e Rodrigo Betancur (Cristian Rodríguez aos 14’/2T); Cristhian Stuani (Maxi Gómez aos 14’/2T) e Luis Suárez. Técnico: Óscar Tabárez

França

Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphäel Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernandez; N’Golo Kanté e Paul Pogba; Kylian Mbappé (Ousmane Dembélé aos 43’/2T), Antoine Griezmann (Nabil Fekir aos 47’/2T) e Corentin Tolisso (Steven N’Zonzi aos 35’/2T); Olivier Giroud. Técnico: Didier Deschamps