Não foi uma semana fácil para a França. Se havia um jogador que aumentava a confiança dos Bleus em reconquistar a Copa do Mundo em 2014 era Franck Ribéry. Um dos três melhores jogadores do planeta no último ano, que foi muitíssimo decisivo para o time nas Eliminatórias, foi cortado de última hora. No entanto, os franceses trataram de erguer a cabeça rápido. E aproveitaram o amistoso contra a Jamaica. O duelo valia pouco, mas serviu muito. Goleada por 8 a 0, que serviu para reforçar a vontade do time e o apoio da torcida.

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Desde o jogo de volta na repescagem contra a Ucrânia, a população francesa parece ter abraçado em definitivo este time. Foi o que fez em todos os amistosos anteriores e não foi diferente neste domingo. Centenas de bandeiras eram agitadas nas arquibancadas em Lille, com cada gol comemorado como se valesse mesmo pela Copa do Mundo.

Em campo, Didier Deschamps aproveitou para fazer testes. Armou o time no 4-3-3, com Karim Benzema aberto pela esquerda (a posição que era ocupada por Franck Ribéry) e Olivier Giroud como centroavante. E os dois homens de área demonstraram bom entrosamento no esquema, especialmente até os 20 minutos do segundo tempo, quando os Bleus marcaram seis gols. Benzema fez dois gols e deu duas assistências, enquanto Giroud balançou as redes uma vez. Além disso, também se sobressaíram os volantes, parte fundamental da equipe. Mesmo com Pogba poupado, Matuidi balançou as redes duas vezes e Cabaye também deixou o seu.

Já nos 20 minutos finais, brilhou aquele que mais se candidata a cavar seu espaço no time titular: Antoine Griezmann. O atacante da Real Sociedad soma apenas quatro partidas pela seleção principal, mas foi muito bem em todas. Neste domingo, não foi diferente. Entrou na ponta esquerda, com Benzema assumindo a função do substituído Giroud como centroavante. E o garoto anotou os dois últimos gols, o segundo deles de letra. Se Deschamps preferir um time mais leve, é essa formação do ataque na qual deverá apostar.

E, notável em cada gol, foi o companheirismo dos jogadores franceses. Em uma equipe que costuma se implodir com crises internas a cada competição, os abraços efusivos pelo menos aparentam um bom clima na concentração – e para não estragar isso é que Samir Nasri foi mantido longe do grupo, mesmo com o corte de dois meio-campistas. O bom ambiente é só mais um fator positivo aos Bleus, que possuem também uma equipe completa e uma tabela potencialmente tranquila até as oitavas de final. Se o time fizer valer mesmo essas forças, tem capacidade para chegar longe na Copa, sem nem sentir falta de Ribéry.