A Suíça não agüenta mais enfrentar a França. Uma vez na Eurocopa 2004 (vitória da França por 3 a 1) e duas nas eliminatórias para a Copa do Mundo (dois empates: 0 a 0 em casa, 1 a 1 fora). Eis que, para a alegria dos suíços, a seleção helvética caiu justamente no grupo dos franceses no Mundial.

Desta vez, obviamente, eles esperam que o resultado lhes será favorável. “O grande favorito do grupo é a França, claro, mas acredito que tenhamos condições de derrotá-los”, afirmou o atacante Alexander Frei, do Rennes, em entrevista exclusiva à Trivela, publicada na íntegra na revista Copa’06.

Frei (pronuncia-se Frái, ele faz questão) considera o reencontro com os franceses “uma sina” e comenta que a Suíça briga com Coréia do Sul e Togo pela segunda vaga no grupo G. Ele aponta o fato de jogar na França, onde costuma brigar pela artilharia, como uma arma a favor de sua seleção. “Nos ajuda a conhecer melhor alguns pontos-chave dos Bleus”, diz.

Abaixo você confere um trecho da entrevista. A versão completa você encontra na revista Copa’06, já à venda nas melhores bancas do Brasil. Você também pode clicar aqui para encomendar a sua pela Internet.

Você joga na França há alguns anos. O fato de atuar contra alguns de seus prováveis rivais na Copa será bom ou ruim?
Acho que ajuda a conhecer melhor alguns pontos-chave da equipe francesa, pois alguns jogadores da seleção atuam na Ligue 1.

Você considera a chave da Suíça uma das mais fáceis do Mundial?
Pelo contrário! O grande favorito, claro, é a França, mas acredito que a Coréia do Sul esteja no mesmo nível que a gente e certamente vai brigar pelo segundo lugar no grupo. Togo é uma surpresa e não sei muitos detalhes, mas conheço o Emmanuel Adebayor, que mostrou, no Monaco, ser um grande jogador.

Nas eliminatórias, a França era tida como a grande favorita e, no entanto, passou por muitas dificuldades para se garantir na Copa. Afinal, os Bleus são mesmo isso tudo?
No momento do sorteio das chaves do torneio, poucos pensavam que poderíamos nos classificar tendo os Bleus como adversários. Apesar de eles terem passado por problemas para ir à Copa, não acredito que possam ser tirados da lista de equipes mais cotadas para ganhar o Mundial.

Nas eliminatórias, a Suíça empatou duas vezes com os franceses e complicou o jogo. Na Copa, vocês terão condições de, enfim, vencê-los?
Jogamos bem contra eles nas duas vezes em que nos encontramos nas eliminatórias e nos dois jogos ficamos perto da vitória. A cada encontro acredito que tenhamos mais condições de derrotá-los.

Acredita que haverá alguma mudança tanto do lado francês como do suíço para o jogo entre os times na Copa?
Penso que não haverá nada muito diferente do que encontramos nas eliminatórias. Temos chances contra eles, até pelo desempenho que tivemos no empate no Stade de France [o jogo terminou 0 a 0].

A Suíça não se classificou para a Copa de 2002 após participar em 94. Houve alguma lição tirada depois de ficar de fora do Mundial na Ásia?
Acredito que não houve lições de lá para cá, até porque nos classificamos para 2006. Como eu disse, temos uma geração bastante talentosa e promissora.

Foto: Efe