Futebol, o esporte mais popular do mundo, está cada vez mais inserido nos Estados Unidos. Depois de vermos a festa da torcida do Portland Timbers no seu primeiro jogo em casa nesta temporada da MLS, foi a vez do Real Salt Lake, vice-campeão na temporada passada, mostrar uma enorme festa na abertura dos seus jogos em casa. Um mosaico lindo, com as cores do clube, faixas e bandeirões. Típico clima de festa que nós, que apreciamos futebol, tanto gostamos de ver, mas que cada vez menos acontece no Brasil.

O jogo acabou 1 a 1 com o Los Angeles Galaxy. Antes, o time venceu na abertura o próprios Los Angeles Galaxy por 1 a 0 fora de casa e empatou por 3 a 3 com o San Jose Earthquakes. O que importa mesmo é que a torcida fez a festa nas arquibancadas. Foram 20.466 pessoas no estádio Rio Tinto, que tem capacidade de 20.213 (nos Estados Unidos, lugares como camarotes não são contabilizados na capacidade do estádio, por isso é possível ter mais de 100% de ocupação). Ou seja: casa cheia. Nos Estados Unidos, um país que não tem o futebol como seu esporte mais popular.

No Brasil, país que tem o futebol como maior esporte, tivemos um Botafogo 1×1 Nova Iguaçu com 308 pagantes em Moça Bonita. No Maracanã, o Flamengo venceu a Cabofriense por 5×3 com 6.598 pessoas de público. No Moacyrzão, o Fluminense venceu por 3 a 1 o Volta Redonda com 989 pagantes. Em São Januário, 2.991 pagaram para assistir Vasco 4×0 Duque de Caxias. Somados, 10.886 pagantes. Em São Paulo, o Corinthians, eliminado como o Botafogo, levou 11.060 pagantes para ver a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético Sorocaba. Santos e Palmeiras, na Vila Belmiro, tinha algum componente de competitividade, ainda que ralo: a briga pelo primeiro lugar geral. O público? Exatos 12.179 pagantes. Todos público inferiores (alguns BEM inferiores) ao do Real Salt Lake. Sim, são estaduais, cada vez menos importantes e sim, eram jogos pouco importantes em geral. Tudo isso é verdade. Ainda assim, não podemos achar que é normal ter públicos tão baixos.

Nos Estados Unidos, estão trabalhando em prol do espetáculo, para atrair gente aos estádios e organizando para criar festas como a que você verá no vídeo abaixo. Com um pouco de esforço e organização, seria possível ver essa festa toda nos estádios brasileiros também, em qualquer jogo – não importa se de fase de classificação, se o time está classificado, se é com reservas. Talvez, no fim, tenhamos um pouco a aprender com os americanos quanto a futebol. Ou, ao menos, quanto a organizar eventos esportivos. Confira aí a bonita festa da torcida do Real Salt Lake no primeiro jogo do time em casa: