Pablo Osvaldo é um jogador curioso. Aos 31 anos, já está aposentado do futebol. Jogando desde cedo no futebol italiano, se naturalizou pelo país em 2007 e jogou pela seleção sub-21 e principal. Entre seus principais clubes, atuou por Roma, Southampton, Juventus e encerrou a carreira pelo Boca Juniors. Ele revelou porque decidiu pendurar as chuteiras tão cedo.

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“Eu decidi me aposentar no Boca Juniors, havia muita fofoca”, disse o jogador em entrevista à Gazetta dello Sport. “Eu não podia sair, eu tinha medo das pessoas. Eu não podia mais fazer isso. Eu tinha propostas da China e de clubes da Champions League, mas eu estava desconectado”, continuou.

“Eu estava começando a odiar o que eu sempre amei. O futebol merece respeito e eu prefiro churrasco e cerveja a dinheiro”, declarou o jogador. O atacante foi além. “Você quer dar uma risada? Em dezembro de 2016 [Jorge] Sampaoli entrou em contato comigo, ele estava no Sevilla na época”, continuou.

“Ele me disse: ‘Dani, eu não estou te pedindo nada, você pode fazer o que quiser no campo e fora dele, mas preciso de um atacante’. Eu disse a ele: ‘Mas professor, há o Cosquín Rock Festival!’. Ele disse: ‘Eu esqueci! Vá, é claro, você não pode perder’. Duas pessoas loucas!”, contou o jogador.

Quando perguntado se sentia falta da Itália, ele brincou. “Eu irei voltar depois do inverno, eu não lembro da neve de Bergamo com muito carinho”, contou. O jogador disse que apesar da aposentadoria cedo, ele não sente falta de futebol.

“Eu joguei com camisas importantes e com grandes campeões. Na hora, você não se dá conta, você acha que é normal. Hoje eu entendo essa sorte, mas eu não sinto falta. Acredite em mim”, disse Osvaldo.

O polêmico atacante ainda contou sobre sua última briga na Itália: a controversa saída da Inter, depois de brigar com o técnico Roberto Mancini. “Eu dei um soco nele depois do famoso jogo entre Juventus e Inter. ‘Você quer brigar?’. Ele disse: ‘Não me diga isso em frente de todo mundo’”, contou o jogador.

“Se ele não tivesse me tirado do time, ele teria perdido a sua autoridade. Então eu fui ao escritório dele chorando, eu estava com vergonha. Ele é um grande técnico, com um grande caráter”, afirmou ainda Osvaldo.

Bom, com uma carreira passando por tantos clubes grandes, nós conseguimos compreender completamente a ideia de Osvaldo de querer churrasco e cerveja. Nós queremos isso sem ter o dinheiro que ele tem, imagina tendo!