Nesta segunda, clubes europeus e a Fifa levam para a justiça belga um longo conflito, cujo tema principal é a exigência por uma compensação financeira para liberação de jogadores para as seleções. Na abertura da audiência, o G-14, grupo que reúne 18 clubes grandes da Europa, pede uma indenização de cerca de chr(128) 860 milhões.

A polêmica ganhou força com o caso do marroquino Adelmajid Oulmers, do Charleroi. Ele sofreu uma séria contusão no tornozelo durante um amistoso entre Marrocos e Burkina Faso em novembro de 2004. O jogador ficou oito meses parado, e o clube arcou com todas as despesas médicas e os salários neste período. Apoiado pelo G-14, o Charleroi pede uma indenização de chr(128) 1,25 milhão. O clube alega que, sem o jogador, teve reduzidas as chances tanto na Jupiler League como na Copa da Bélgica.

“Hoje estamos no tribunal porque a Fifa não quis chegar a um acordo com o clube. Não há sentido em negar uma compensação”, disse Jean-Pierre Deprez, advogado do Charleroi. O Lyon também reclama da entidade a respeito da contusão de Eric Abidal, que quebrou o pé durante o amistoso da França contra a Costa Rica, em 2005.

Jean-Louis Dupont, advogado do G-14, explicou na corte os motivos de exigir uma indenização total de chr(128) 860 milhões. “Este valor inclui o custo de colocar à disposição os jogadores para suas respectivas seleções e pela indisponibilidade de alguns deles por culpa de lesões ocorridas com as equipes nacionais nos últimos dez anos”.

Na semana passada, houve uma reunião entre representantes da Fifa e Abbas Bayat, presidente do Charleroi, porém não houve acordo. Segundo Deprez, a entidade “chegou a fazer ameaças e pressão” sobre o clube, fato negado por Andreas Herren, porta-voz da Fifa.

O tribunal de Charleroi tem um prazo entre 30 a 90 dias para tomar uma decisão, e deve dar seu parecer sobre o caso em junho ou julho.