Drogba é a estrela do Galatasaray; Hazard é o melhor jogador do Chelsea (Fotos: AP)

Galatasaray x Chelsea: reencontro de lendas dos Blues

Jogo de ida: 26/02, 16h45 (Brasília)
Türk Telecom Arena, em Istambul (TUR)

Jogo de volta: 18/03, 16h45 (Brasília)
Stamford Bridge, em Londres (ING)

Confrontos anteriores
Dois jogos, duas vitórias do Chelsea

O mapa da mina para o Galatasaray

O Galatasaray foi o maior azarão da fase de grupos desta LC. Após tomarem de 6 a 1 do Real Madrid em casa logo na estreia, os turcos encontraram seu rumo na sequência do Grupo B. Ainda assim, só venceram duas partidas, o mínimo para superar a campanha decepcionante da Juventus. Mas, embora seja dos piores times nas oitavas da Champions, também é dos mais traiçoeiros. A típica equipe que joga por uma única chance para matar a partida. E é nesse traço que os Aslanlar se agarram. Se conseguirem conter a pressão na defesa, um lance isolado pode ser o suficiente para que o poder de decisão do time seja evidenciado.

O expediente, aliás, é bastante conhecido pelo Chelsea. O grande trunfo copeiro do Galatasaray é Didier Drogba. Um atacante que não costuma perdoar nas poucas oportunidades que ganha, com ótimo poderio no jogo aéreo e que ajuda a abrir espaços para companheiro. Habituado com os atalhos de Stamford Bridge, o marfinense deverá explorar as fraquezas dos antigos colegas. E também passará as dicas para que Burak Yilmaz, Wesley Sneijder e quem mais acompanhá-lo na linha de frente possa se sobressair. O holandês é outra peça fundamental no xadrez que se desenha, para cadenciar o jogo e encontrar os espaços na bem encaixada defesa dos Blues.

Já Roberto Mancini poderá relembrar seus confrontos nos tempos de Manchester City para buscar o triunfo. Se estiver com a memória fresca, o italiano lembrará como o Chelsea é mais vulnerável nos ataques em velocidade, dada a lentidão dos defensores. E, por isso mesmo, talvez libere mais os alas no esquema 3-5-2 que tem adotado nos últimos jogos. Também poderá dar maiores responsabilidades a Selçuk Inan, para que o bom volante possa fazer o time mais fluido com seus lançamentos.

O mapa da mina para o Chelsea

Não foi das melhores campanhas do Chelsea na fase de grupos, mas deu para o gasto. Os Blues venceram quatro partidas, o que já garantiu a liderança. E a maior dor de cabeça do time nas suas duas derrotadas agora é aliada: Mohamed Salah, um dos principais reforços da janela de transferências de inverno, contratado junto ao Basel. O egípcio não poderá ser utilizado nos mata-matas da Champions, mas sua característica que mais chamou atenção dos Blues pode servir de arma contra o Galatasaray: a velocidade nas pontas – com ele, Eden Hazard, Willian e André Schürrle – será essencial para os encontros.

Primeiro, porque é naturalmente por ali mesmo que nascem as melhores jogadas do Chelsea. Como corriqueiro nas equipes de José Mourinho, os londrinos contam com ações ofensivas bastante diretas, especialmente nos contragolpes. Além disso, a tendência é que o Galatasaray sofra mais com os ataques pelos flancos, considerando tanto seu esquema tático quanto os problemas de cobertura de seus zagueiros. Se Cristiano Ronaldo deitou e rolou por ali há alguns meses, não foi à toa.

O jogo mais leve do Chelsea também tende a forçar um maior número de faltas nos arredores da área. E a eficiência dos ingleses no jogo aéreo poderá ser notada mais uma vez, levando em conta que Fernando Muslera não é dos melhores na interceptação de cruzamentos. Outra fraqueza do goleiro a se explorar é o excesso de rebotes. Por isso mesmo, os Blues não devem ser tímidos na hora de arriscar de fora da área, principalmente com Frank Lampard e Oscar, especialistas nisso.