[Galeria] O adeus do lendário Mario Frick: conheça outros 25 heróis de seleções nanicas

15 de outubro de 2015 às 7:04

A segunda-feira marcou o fim de uma era no futebol europeu. Mario Frick está longe de ter o reconhecimento da maioria dos torcedores, mas pode ser considerado o maior craque da história de uma seleção do continente. O veterano de 41 anos se dedicou desde 1993 à equipe nacional de Liechtenstein, se tornando o seu jogador mais presente e também o maior artilheiro. O atacante que acabou recuado a zagueiro com o passar dos anos se despediu dos compromissos internacionais com o fim das Eliminatórias da Euro 2016, na derrota para a Áustria em Viena. Momento de extrema emoção para o camisa 10, abraçado pelos companheiros e ovacionado pela torcida.

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Frick pode ser um mero coadjuvante nos campeonatos europeus. No entanto, ajudou a elevar seu país a um novo patamar durante a última década. Até 2004, o principado só havia vencido duas partidas em 22 anos de história. Desde então, foram nove triunfos, incluindo entre as vítimas a Islândia de Gudjohnsen e a Letônia de Verpakovskis. E o camisa 10 teve papel fundamental neste desenvolvimento. Marcou 16 gols, alguns deles contra verdadeiras potências continentais – entre elas, Alemanha, Suécia, Romênia, Áustria e Escócia. Além disso, as 125 partidas que fez o colocam em um grupo seleto de 80 atletas na história que jogaram tantas vezes por seleções. Está empatado com Roberto Carlos, só um jogo atrás de Maldini.

Além da enorme carreira por Liechtenstein, Frick também merece o reconhecimento por aquilo que fez nos clubes. Durante os anos 1990, estourou no futebol suíço, marcando os seus gols por St. Gallen e Basel. Já na década seguinte, causou impacto na Itália. Entre a Serie A e a B, o atacante balançou as redes 64 vezes, atuando por Verona, Ternana e Siena. Já no fim da carreira, ainda voltou à Suíça, passando também pelo Grasshopper. Por fim, em 2011 o veterano retornou ao Balzers, clube de Liechtenstein que o revelou e atualmente disputa a quarta divisão suíça. Vai se aposentar já deixando o herdeiro: Yanik Frick, seu filho de 17 anos, que joga como atacante na base da seleção e do St. Gallen.

Nascido na Suíça, Frick cresceu em Liechtenstein e ajudou a honrar o país como poucos.  O atacante mostra outro lado do futebol, no qual craques de grandes seleções dividem o campo com os amadores de nações pequenas. Ele, no meio do caminho destes dois mundos tão distintos, conseguiu encher de orgulho os seus compatriotas e ser reconhecido muito além do que seu talento poderia prever. Uma lenda destas surpreendentes, que o futebol adora criar. O artilheiro rodado que se tornou o maior de seu país.

Abaixo, recontamos a história de outros 25 jogadores que, assim como Mario Frick, ganharam o reconhecimento internacional graças aos serviços prestados a pequenos países. Entraram na lista apenas nações com menos de um milhão de habitantes – como Liechtenstein, que não passa de 37,4 mil. Conheça os heróis, do passado e do presente: