O Zamora x Atlético Mineiro desta terça foi um teste para os torcedores atleticanos. Foi uma boa oportunidade para saber qual o perfil dele como seguidor de sua equipe: é do tipo otimista incondicional ou é do corneteiro?

Bem, vamos ao que aconteceu em campo. O jogo foi ruim, muito ruim. O Zamora teve empolgação em alguns momentos, mas não tinha coragem e qualidade técnica suficiente para arriscar uma pressão no time brasileiro. O Atlético ficou cozinhando a partida, ainda mostrando as dificuldades que tem sido a regra nesse começo de temporada. O futebol da equipe de Paulo Autuori não fluía. Até que, no finalzinho da partida, Ronaldinho cobrou escanteio que Jô desviou para o gol.

O atleticano otimista está pensando em como foi importante vencer como visitante, coisa que o time só fez duas vezes desde junho de 2013 (Corinthians e Grêmio pelo Brasileiro. Ainda venceu o Guangzhou Evergrande, mas o jogo foi em campo neutro), e levar os três pontos para começar bem uma campanha que, na fase de grupos, deve ser tranquila. Talvez nem tenha percebido ou se importado com a atuação fraca da equipe, que já teve tempo para começar a mostrar serviço.

O atleticano corneteiro deve estar praguejando contra o time pela falta da velocidade e do talento que era tão nítido no time campeão da Libertadores de 2013, e acha que vencer um time venezuelano é obrigação. Nem percebeu que o Galo está com problemas crônicos fora de casa, e que os três pontos podem ser mais importantes agora que o futebol.

Se você se encaixou em alguma das descrições acima, há uma boa chance de ser um otimista ou um corneteiro incorrigível. Nada de errado, é só bom aumentar o autoconhecimento. Agora, se você acha importante os três pontos, mas reconhece que o time ainda está travado, talvez fique em algum lugar no meio do caminho.