A Copa do Mundo é capaz de mexer com todo um país. Se no Brasil a costuma ser imensa, não é muito diferente em outros lugares. Na Bósnia, a população saiu em peso às ruas para ver a primeira partida da nação na história das Copas. Os vizinhos sul-americanos têm comparecido em peso nos estádios brasileiros. E, em Gana, o Mundial foi o suficiente para afetar a política do governo. O racionamento de energia teve uma pausa justamente para que os ganeses assistam à estreia dos Estrelas Negras no torneio, contra os Estados Unidos.

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O baixo nível de água do Rio Volta tem atrapalhado a produção de energia hidrelétrica, que só deve ser restabelecida em julho. Para a Copa, entretanto, o governo resolveu abrir uma exceção. Pediu para que a principal siderúrgica do país reduzisse seu consumo de energia nos dias dos jogos da primeira fase e, eventualmente, dos mata-matas. Além disso, também comprou 50 megawatts da vizinha Costa do Marfim, para ter uma reserva se precisar manter as televisões por todo o país ligadas.

A medida é um tanto quanto populista, mas isso não diminui o tamanho da representatividade que a Copa do Mundo tem para a população. Ainda mais em um grupo tão difícil para Gana, de seleções mais tarimbadas e países de maior importância internacional, no qual mesmo assim os africanos alimentam as chances de classificação.

“Esse plano foi colocado em prática para os consumidores assistirem aos jogos da Copa sem interrupções”, declarou a agência nacional energia. “Apesar disso, ainda há o risco de queda de energia”. Os ganeses torcem, para que não seja bem na hora do gol dos Estrelas Negras.