Os americanos podem não ter o futebol como esporte favorito ou não saber tanto assim do riscado. Porém, é inegável que eles amam a Copa do Mundo. O país estrangeiro que mais comprou ingressos para o Mundial do Brasil são os Estados Unidos. E, também graças à força de seu mercado, os sobrinhos do Tio Sam possuem os direitos televisivos mais caros da competição. O que falta? É óbvio, uma grande campanha. O que o presidente Barack Obama já começou a providenciar.

A brincadeira aconteceu em um encontro entre Obama e Mariano Rajoy, Primeiro Ministro da Espanha. Os chefes de Estado se reuniram para discutir economia, política e outros tantos assuntos primordiais de seus governos, mas também falaram sobre futebol. O presidente americano só pareceu não se lembrar que foi seu próprio país quem eliminou os espanhóis da Copa das Confederações há cinco anos.

Obama puxou a conversa: “Estou contente pela amizade entre os dois países. Posso ressaltar que a Copa está chegando e que a Espanha é a dona do título, mas os EUA estão melhorando rapidamente. Então, o primeiro ministro poderia nos dar umas dicas sobre como podemos levar a taça em algum momento”. E Rajoy não deixou por menos: “Darei os conselhos, mas para vocês ficarem com o segundo lugar na Copa. Estou certo que vocês entenderão os motivos”.

É claro que toda essa conversa não passa de política de boa vizinhança. Afinal, se Obama quisesse mesmo dicas sobre como conquistar o Mundial, poderia muito bem ter pedido ajuda a Agência de Segurança Nacional (NSA) muito antes. Seu serviço de espionagem certamente não iria decepcioná-lo – a não ser que Edward Snowden também estivesse atento a isso.