Ainda é cedo para fazer qualquer avaliação sobre o trabalho de Gennaro Gattuso no Milan. Foram apenas duas partidas, com menos de uma semana para treinar seus jogadores. Mas há um diagnóstico claro: não foi por corpo mole dos jogadores que Vincenzo Montella caiu. O novo comandante acumulou o seu segundo tropeço seguido, de maneira igualmente vexatória. Depois de conceder o primeiro ponto ao Benevento na Serie A, tomando um gol de goleiro, agora o Milan perdeu para o Rijeka na Liga Europa. Pode-se dizer que os milanistas estavam classificados, que escalaram um time misto, que jogar na Croácia não é fácil. Mas não dá para perder por 2 a 0 para um adversário já eliminado, e sem acertar sequer um chute na meta croata.

Gattuso poupou boa parte de seus titulares, embora contasse com jogadores relevantes – André Silva, Lucas Biglia, Alessio Romagnoli, Patrick Cutrone. E não demorou muito para a desilusão rossonera começar. Com apenas sete minutos, o Rijeka abriu o placar, em belíssima cobrança de falta de Jakov Puljic. A partida seguiu morna, com raras finalizações, quase sempre dos croatas. Já no início do segundo tempo, Mario Gavranovic ampliou para os anfitriões. Os milanistas ameaçaram um pouco mais depois disso. De qualquer maneira, não obrigaram o goleiro adversário a defender um chute sequer ao longo dos 90 minutos. A reviravolta, como no encontro do San Siro, não foi possível.

Após a partida, Gattuso não escondeu sua decepção: “Essa derrota dói e nós precisamos refletir. Eu sou o responsável hoje, por ter escalado este time. Não somos tão frágeis e demos a sensação que não podemos reagir ao menor sinal de dificuldade. Precisamos melhorar logo. Erros podem acontecer, mas hoje sequer conseguimos reagir ou permanecer focados durante os 90 minutos”.

Apesar da derrota, o Milan passa na liderança de seu grupo na Liga Europa, acompanhado pelo AEK Atenas. Agora, se concentra na Serie A, recebendo o Bologna no domingo, e sob o risco de perder mais posições na tabela em caso de derrota. Depois, seu compromisso é na Copa Itália, contra o Verona – a quem nunca venceu nos sete confrontos anteriores pela competição. A reação precisa ser imediata, e os desafios talvez não sejam tão simples quanto parecem.