No final de junho, o jornal francês L’Equipe publicou uma informação de bastidores, que dimensionava o tamanho da generosidade de Kylian Mbappé. Em abril, o atacante se reuniu com os membros da Premiers de Cordée, uma organização francesa que oferece atividades esportivas para crianças hospitalizadas e ações de conscientização sobre deficiência. No encontro, falou sobre sua intenção de distribuir a premiação integral que receberá pela participação na Copa do Mundo. Empatia que, terminada a competição, renderá uma soma considerável à entidade, ainda mais com o título. Com a ajuda vital dos gols do prodígio, a instituição receberá cerca de €440 mil.

Vale ressaltar que, em nenhum momento, Mbappé promoveu o episódio ou mesmo se manifestou sobre o assunto. A informação também não foi divulgada diretamente pela Premier de Cordée. De qualquer maneira, a entidade dá pistas que a afirmação do L’Equipe é realmente verdadeira. Neste domingo, após a conquista da Copa do Mundo, as redes sociais da organização postaram uma foto do camisa 10, sob a legenda “nosso amor”. E voltaram a exaltá-lo nesta segunda-feira, com outra imagem do jovem com a taça.

“Kylian é uma ótima pessoa. Quando sua agenda permite, ele nos visita com grande prazer. Ele tem um ótimo relacionamento com as crianças, sempre encontra as palavras certas para encorajá-los. Por vezes, eu sinto que ele se diverte mais brincando do que as próprias crianças”, declarou Sebastien Ruffin, diretor geral da Premiers de Cordée, ao Le Parisien. O atacante apoia a instituição desde junho de 2017.

Antes da Copa, Mbappé ajudou a financiar uma viagem pedagógica à Rússia de 25 estudantes franceses. Além disso, já tinha entrado em acordo com a federação francesa para que, a cada aparição pela seleção, o pagamento que deveria receber fosse revertido a diferentes instituições de caridade. Segundo o L’Equipe, ele considera que não é necessário ser pago para atuar pela seleção e que este dinheiro deve ser empregado a causas humanitárias. Filho de um treinador de futebol e de uma ex-jogadora de handebol, o parisiense cresceu frequentando a escolinha onde o pai trabalhava e que também fazia um trabalho de integração social voltado aos subúrbios da capital, especialmente relacionado a imigrantes e seus descendentes.

Ainda na matéria de junho, o L’Equipe afirmou que a postura de Mbappé poderia ser compartilhada por outros jogadores da seleção. Além disso, em acordo coletivo, os futebolistas e a comissão técnica prometeram doar parte dos prêmios aos outros membros da federação. A Sports Illustrated aponta que o título renderá um bônus de €300 mil a cada jogador. Além disso, eles receberam €20 mil por partida ao longo da competição.