Sensação do Fluminense quando despontou, Gerson chegou à Roma como um interessante investimento. Ao longo das duas temporadas em que defendeu os giallorossi, porém, encontrou dificuldades para se estabelecer. O primeiro ano manteve o jovem mais no elenco de apoio, enquanto ganhou sequência em 2017/18 em diferentes posições e quase sempre saindo do banco. Ainda assim, sem o impacto que se esperava. Diante do cenário, em uma Roma que se mexe bastante no mercado de transferências, uma alternativa para o jogador seria renovar os seus ares. E isso acontecerá, emprestado à Fiorentina para 2018/19.

Aos 21 anos, Gerson tem muito a crescer. Em algumas partidas pela Roma, deixou clara a necessidade de amadurecimento de seu jogo, embora também tenha feito atuações notáveis – sobretudo quando acabou com a própria Fiorentina no primeiro turno da última Serie A, jogando como ponta direita e balançando as redes duas vezes no triunfo por 4 a 2. De qualquer forma, precisa encontrar a sintonia perfeita entre suas diferentes virtudes, que o permitem entrar como meio-campista central, e a agressividade que o deslocou ao ataque diversas vezes ao longo dos últimos tempos.

Se na Roma parecia difícil batalhar por espaços, até pela necessidade de contratar jogadores que supram a perda de lideranças, o ambiente na Fiorentina será mais favorável. Entra em um time tentando se restabelecer, depois da guinada vivida durante o segundo turno da Serie A, apesar do luto pela perda de Davide Astori. Sondado pelo Atlético Mineiro, o meio-campista preferiu seguir na Itália para se firmar no continente. Além disso, a Viola possui um elenco relativamente jovem e o técnico Stefano Pioli tem conseguido aproveitar esta energia ao redor da equipe. E o grande número de sul-americanos também pode ajudar na aclimatação ao novo grupo, em especial o zagueiro Vitor Hugo.

As qualidades de Gerson são evidentes. É um jogador agressivo, com visão de jogo, presença física e bons fundamentos. Mas precisa se tornar mais consistente, sobretudo sem a bola. Depois de dois anos na Itália, o tempo urge para que consiga fincar o pé no país. A passagem pela Fiorentina será importante para ver em qual prateleira o brasileiro estará na liga local – se poderá retornar à Roma ou mesmo seguir em Florença, ou então se precisará buscar novos rumos em clubes menores. A hora de mostrar a que veio é esta.

Considerando a idade de Gerson, muito ainda pode acontecer. No entanto, este se indica como o momento perfeito para algo a mais. Já está adaptado, depois de dois anos no país, entra em um clube estável e com uma disputa mais aberta por posição. Ao que tudo indica, a mudança só tende a fazer bem ao jovem. Resta a ele aproveitar.