Daniele de Rossi se transformou em um dos maiores símbolos da eliminação da Itália na repescagem, mesmo sem entrar em campo. E não que isso tenha um peso negativo. A cena do meio-campista revoltado no banco de reservas após ser chamado ao aquecimento, afirmando que Lorenzo Insigne era quem deveria se preparar para entrar em campo, se espalhou pelas redes sociais e ganhou diversos elogios. Pois a postura grandiosa do romanista continuou muito além do alcance das câmeras, já depois do fracasso. Ele teve uma atitude nobre ao pedir desculpas aos jogadores suecos por aquilo que aconteceu durante o longo do confronto.

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As vaias ao hino da Suécia foram bastante audíveis em Milão. Gianluigi Buffon tentou dar o exemplo aos seus compatriotas, batendo palmas durante a canção – como já tinha feito em outra ocasião, antes de um amistoso contra a França em Bari. Ao contrário daquela vez, porém, o barulho continuou e causou a fúria de Mikael Lustig, que soltou palavrões diante das câmeras. Já depois da partida, De Rossi se dirigiu até o ônibus sueco que saía do San Siro e pediu desculpas em nome de todos os italianos.

Além de reconhecer a ofensa ao hino da Suécia, De Rossi também se desculpou pela agressividade de alguns azzurri durante a partida em Solna, na Friends Arena – incluindo ele mesmo, que se estranhou com Marcus Berg, atingindo o pescoço do centroavante. Além disso, o italiano parabenizou os adversários pela classificação à Copa do Mundo. Não foi o desgosto por encerrar a carreira de 13 anos na equipe nacional com tamanho vexame que impediu o meio-campista de ser cortês.

“O ambiente inteiro no ônibus era de: ‘Nossa, isso realmente aconteceu?’. Foi um dos momentos mais legais que eu vivenciei em muito tempo. Que baita cavalheiro ele é!”, declarou o zagueiro Pontus Jansson, em entrevista ao podcast Tutto Balutto. Cena confirmada pelo capitão Andreas Granqvist, ao jornal Sportbladet: “É verdade! Foi um enorme gesto de respeito, de um grande jogador. Nós o agradecemos”.

Além deles, outro a exaltar De Rossi foi o treinador Janne Andersson, que não estava no momento da visita surpreendente. “Essa é a melhor parte do esporte. Você pode brigar com o adversário dentro de campo, pode transformar o jogo em uma pequena guerra. Mas, depois disso, vocês apertam as mãos”, afirmou. Respeito que transcende e que demonstra bem o tamanho da liderança construída pelo italiano ao longo de sua carreira.