O Uruguai está longe de ser uma das favoritas à conquista da Copa do Mundo na Rússia, mas isso não significa que é um time que deve ser ignorado. Times como a Bélgica podem ter bons jogadores, mas o Uruguai também tem os seus e ainda a tradição que já mostrou em Copas anteriores. Não é por acaso, portanto, que Diego Godín, capitão da celeste, sonha em levantar o troféu no dia 15 de julho.

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Desde o famoso – e dolorido, para os brasileiros – título na Copa de 1950, o Uruguai nunca mais foi à final. Foi semifinalista em três Copas: 1954, quando perderam da famosa Hungria de Ferenc Puskás; 1970, quando caíram diante do Brasil de Pelé; e 2010, quando foram derrotados pela Holanda de Wesley Sneijder e Arjen Robben.

“Não há um dia que eu não pense na Copa do Mundo”, afirmou Godín à Radio Rincón. “Eu sonho em levantar o troféu, é claro, eu sonho”, continuou o zagueiro. “Nós nos classificamos para a Copa do Mundo bem. O importante é que ninguém se machuque e todo, que todo mundo esteja bem fisicamente”.

Com o veterano treinador Oscar Tabárez, o Uruguai foi semifinalista da Copa 2010, campeão da Copa América 2011 e que caiu no grupo da morte em 2014, mas venceu Inglaterra e Itália para avançar às oitavas de final – foi, então, derrotado pela Colômbia, já sem Luis Suárez, suspenso pela mordida em Giorgio Chiellini. E para 2018, O Uruguai conta novamente com Luis Suárez (50 gols pela seleção em 97 jogos) e Edinson Cavani (42 gols em 100 jogos).

“O maior sucesso deste time é, nos oito anos desde a África do Sul, nós mantivemos a consistência, nas Eliminatórias, na Copa América”, afirmou Godín. “Há uma base de jogadores, que são bons o bastante para competir e, além isso, algumas mudanças foram feitas com a introdução de novos jogadores, jovens, mas também alguns com experiência por jogarem na Europa e nas seleções de base”.

“A seleção nunca perdeu sua estabilidade. Foi reinventada. Eu sempre digo a mesma coisa: é bom que os novos jogadores sejam incorporados no time. Os jogadores que vieram têm diferentes características. O Uruguai agora tem mais posse de bola, joga em um volume maior. É bom, estas são mudanças que melhoraram o time”, disse ainda Godín.

“Nós estamos no caminho certo porque nós tivemos bons desempenhos. O que nós sempre dizemos uns aos outros é que nós não podemos nos tornar perdidos, ninguém pode, sobre as forças que temos. Isso é solidez defensiva, a grande ética de trabalho do time, e rapidamente levar a bola aos atacantes, que são os que nos fazem ganhar jogos agora, como fizeram no passado. Nós não podemos perder isso de vista”, declarou ainda o zagueiro, atualmente no Atlético de Madrid.

Aos 32 anos, Godín espera estar no seu melhor para encarar os jogos contra o Egito, Arábia Saudita e a Rússia no Grupo A, em busca de uma nova boa campanha. “Pessoalmente, esta pode ser a minha grande Copa do Mundo, por causa da minha experiência, minha idade, meu momento esportivo e minha maturidade”, afirmou. “É por isso que eu quero aproveitar isso da melhor forma e ganhar”.

O Uruguai deve ser uma atração interessante na Copa do Mundo e larga como o favorito para o Grupo A, já que a cabeça de chave e anfitriã, Rússia, não é um time tão confiável.