Um gol, um milésimo de segundo, um centímetro para cá ou para lá, pode mudar totalmente a  trajetória de uma equipe. O Morelia sabe muito bem disso. Empatava com o Monterrey, por 1 a 1, até os 45 minutos do segundo tempo. O resultado decretava o seu rebaixamento, graças ao acumulado das últimas três temporadas. Nos acréscimos, porém, Ruidíaz, o mesmo cidadão peruano que eliminou o Brasil da Copa América do Centenário, fez o gol da vitória e da classificação da equipe para os playoffs do Campeonato Mexicano.

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O Morelia terminou o Torneio Clausura da Liga MX em oitavo lugar, com os mesmos pontos de América e Pachuca, e se classificou no saldo de gols. Foi uma boa campanha, mas o clube ainda paga o preço pelo que (não) fez na temporada 2014/15, quando foi lanterna das duas competições, com um total de apenas 23 pontos. Nem o sexto lugar no Clausura da época passada ajudou muito a situação do clube.

Quem acabou rebaixado foi o Chiapas, que venceu o Atlas, fora de casa, por 1 a 0, mas conseguiria a salvação se o empate fosse mantido no outro jogo. Mas o gol de Ruidíaz salvou o Morelia e ainda levou o clube para os playoffs, graças à derrota do América do México para o Pachuca, por 3 a 2. Resultado que, inclusive, encerrou a passagem de Ricardo La Volpe pela equipe da capital, depois um ano de trabalho.

A equipe do ex-treinador da seleção mexicana – e, curiosamente, também do Chiapas – perdeu as últimas três partidas do Clausura e colocou fim a uma sequência de onze classificações seguidas para os playoffs da Liga MX. Sob o comando de La Volpe, o América chegou à final do Apertura de 2016, derrotado pelo Tigres, nos pênaltis, e disputou o Mundial de Clubes do ano passado. Perdeu para o Real Madrid, nas semifinais.