Güiza defende o Cerro Porteño

[Libertadores] Grupo 3: Cerro e Deportivo Cali são a tradição em grupo equilibrado

Cerro Porteño – Deportivo Cali – Lanús – O’Higgins

Falar de Libertadores sempre incita falarmos de tradição. É instintivo, até. O Cerro Porteño é um dos times que tem tradição no torneio, ao menos em participar, já que ganhar mesmo o time nunca conseguiu. O Lanús é o campeão da Sul-Americana e é perigoso. O Deportivo Cali é um time que também tem tradição na competição, mas que também nunca conseguiu o título. O O’Higgins é um time com pouca tradição no torneio, apesar da boa campanha no Chileno.

O FAVORITO

Campeão do Torneio Clausura paraguaio e melhor time na classificação geral do ano, o Cerro Porteño chega como o time com mais chances de COPAR o grupo. O elenco é o mesmo que fechou o torneio Clausura, com o espanhol (sim, ESPANHOL) Daniel Güiza, campeão da Eurocopa de 2008. O time é comandado por Francisco Arce, AQUELE, ex-Grêmio e Palmeiras e que se consagrou jogando pelo próprio Cerro Porteño. O Ciclón ainda tem no elenco o lateral Carlos Bonet, ex-Libertad e da seleção paraguaia, o volante uruguaio Matias Corujo, vice-campeão da Libertadores em 2011 pelo Peñarol e o meia Julio dos Santos, que já jogou por Grêmio e Atlético Paranaense.

O JOGÃO

Cerro Porteño x Lanús
20 de fevereiro – 18h30 – Estádio La Fortaleza (Lanús-ARG)

Cerro e Lanús têm potencial para serem os dois primeiros da chave e este pode ser um confronto decisivo. A quinta rodada, a penúltima, pode garantir classificação ou mesmo eliminação de um dos times. O jogo na Argentina deve ser crucial para os dois – seja para brigar pelo primeiro lugar, seja para continuar vivo.

O CRAQUE

Paolo Goltz é um dos melhores zagueiros argentinos da atualidade. Além de ser um destaque defensivo, ainda tem contribuído bem com o time cobrando faltas, no ataque. Foi dele o gol do Lanús no jogo de ida da final da Copa Sul-Americana, contra a Ponte Preta, no Pacaembu.

SEÑOR LIBERTADORES

Santiago “El Tanque” Silva é um mito dos gramados sul-americanos. Não pela técnica apurada, mas pela presença constante nas edições da Libertadores e por ser um artilheiro acostumado a decisões. Jogou por diversos times, incluindo Vélez Sarsfield, Banfield e Boca Juniors. Foi vice-campeão pelo último, em 2012.

FATOR CAMPO

Jogar no Estádio La Fortaleza (oficialmente Estadio Ciudad de Lanús – Néstor Diás Pérez) será uma tarefa árdua para os adversários. O time do Lanús tem suas qualidades e é um dos favoritos do grupo, mas o fato de ter capacidade para 47 mil pessoas deve tornar o campo do Granate um ambiente bastante difícil para seus adversários.

O CLICHÊ

Ah, o estádio Defensores del Chaco! É sempre um clássico na Libertadores. Será usado pelo Cerro Porteño neste grupo e é um dos lugares onde mais vemos aquelas coisas como policiais com escudo, coisas atiradas no gramado e arbitragem caseira. Além da capacidade superestimada (deu polêmica ano passado na final do Atlético Mineiro com o Olimpia, por exemplo). Bom, nem sempre isso tudo é verdade, mas algumas coisas devem estar presentes neste ano também.

FIQUE DE OLHO

Carlos Lizarazo é um garoto bom de bola do Deportivo Cali, daqueles meias colombianos ariscos, que sabe chegar ao ataque para fazer gols ou criar situações de perigo para a defesa adversária. Aos 22 anos, é uma aposta do time colombiano que vale acompanhar para ver se vinga.

CURIOSIDADE

Nas duas vezes que o Deportivo Cali enfrentou o Cerro Porteño chegou à final da Libertadores. Em 1978, os times se enfrentaram na fase semifinal, que era em grupos de três times. O Deportivo Cali acabou vencendo o grupo que tinha o Carro Porteño e o Alianza Lima, com direito a um empate e uma vitória dos colombianos sobre os paraguaios. Em 1999, novamente os dois se enfrentaram na semifinal, desta vez em mata-mata, e os colombianos levaram a melhor mais uma vez, com empate e vitória. Nos dois casos, o Deportivo Cali goleou em um dos jogos. E nos dois casos, o time acabou derrotado na final. Em 1978, para o Boca Juniors, e em 1999 pelo Palmeiras.