Hernan Barcos

[Libertadores] Grupo 6: Teste de sobrevivência em grupo cheio de cobra criada

Atlético Nacional – Grêmio – Newell’s Old Boys – Nacional (URU)

É o grupo mais forte da Libertadores no Século XXI. Três campeões e um time com dois vices no currículo. Dois deles já fizeram final do torneio, e os outros dois fizeram uma outra final. Qualquer time pode se classificar ou ser eliminado por questão de uma jogada, de um pontinho bobo que fique pelo caminho.

O FAVORITO

Como mostramos, esse é um dos grupos mais fortes da história da Copa Libertadores, mas o Atlético Nacional parece um pouco à frente dos outros. Foi campeão do Apertura de 2013, perdeu o meia Macnelly Torres para o Al-Shabab e ainda assim conseguiu manter o título no Clausura. Traz uma boa base do ano passado, com o lateral Stefan Medina, e os meias Alexander Mejía e Sherman Cárdenas. É o time em melhor momento em comparação aos outros.

O JOGÃO

Newell’s Old Boys x Grêmio
19 de março – Estádio Marcelo Bielsa (Rosário-ARG)

Um grupo com quatro clubes fortes e de tradição só terá jogão, mas o mais legal de acompanhar deve ser o duelo entre Grêmio e Newell’s Old Boys. Além de colocar Brasil e Argentina frente a frente em um estádio apertado em Rosário, também pode ser um confronto decisivo por uma das vagas nas oitavas de final. E será a primeira vez na história que um vai jogar contra o outro.

O CRAQUE

Maxi Rodríguez ainda tinha espaço na Europa quando decidiu voltar ao Newell’s Old Boys, e bateu na trave no ano passado, derrotado pelo Atlético Mineiro nas semifinais da Libertadores. O ex-jogador de Atlético de Madrid e Liverpool comanda um time com outros experientes, como David Trezeguet e Gabriel Heinze.

SEÑOR LIBERTADORES

Dá para dizer que o zagueiro Andrés Scotti tem experiência de Libertadores. Aos 38 anos, ele disputou as últimas quatro por Nacional e Colo-Colo. E mesmo que não tivesse, seu estilo bruto de jogo combina muito bem com a competição.

FATOR CAMPO

O Estádio Parque Central de Montevidéu é um dos mais tradicionais campos que abrigam jogos da Libertadores. Se o clube de Álvaro Recoba talvez tenha o time mais fraco do grupo, pode compensar com o grito da torcida.

O CLICHÊ

O Grêmio tem dois clichês bem apropriados para a Libertadores. Um deles é o de ser imortal, que a gente sabe que não é verdadeiro porque o clube gaúcho já foi derrotado algumas vezes, certo? O outro é o que os amantes do futebol sul-americano chamam de “copero”, e esse é bem mais real, afinal, o time tem quatro Copas do Brasil e duas Libertadores.

FIQUE DE OLHO
Éver Banega decidiu sair da Europa para tentar jogar a Copa de 2014 (Foto: AP)

Éver Banega decidiu sair da Europa para tentar jogar a Copa de 2014 (Foto: AP)

Éver Banega resolveu sair do Valencia para aumentar as suas chances de jogar a Copa do Mundo de 2014 pela seleção argentina. O Newell’s Old Boys perdeu o técnico Tata Martino, mas levou um bom jogador para atuar ao lado dos veteranos Maxi Rodríguez, Gabriel Heinze e Trezeguet.

CURIOSIDADE

O segundo título do Grêmio foi conquistado sobre o Atlético Nacional, em 1995. O time de Luiz Felipe Scolari bateu os colombianos, em casa, por 3 a 1, e depois empatou fora dele. Uma decisão que será reeditada na fase de grupos.