Depois de viver uma de suas edições mais emocionantes, o Campeonato Inglês começa a temporada 2012/13 com as expectativas elevadas. Não apenas pela disputa acirrada entre Man City e Man United, que estão um pouco a frente da concorrência e prometem outra briga acirrada pelo título, mas também pelo alto nível do torneio. Nesta primeira parte do Guia, você confere os detalhes da maioria dos candidatos a uma vaga no Top Four, entre eles Arsenal, Chelsea, Liverpool e Newcastle, além das preparações de Aston Villa, Everton, Fulham e Norwich.

Arsenal

Nome: Arsenal Football Club
Fundação: 1886
Site oficial: www.arsenal.com
Estádio: Emirates Stadium (60.361 torcedores)
Cidade: Londres (7.825.200 habitantes)
Técnico: Arsène Wenger
Colocação em 2011/12:
Competição europeia: Liga dos Campeões
Destaque: Santi Cazorla (M, Espanha)
Fique de olho: Carl Jenkinson (D, Inglaterra)
Principais contratações: Santi Cazorla (M, Málaga-ESP), Lukas Podolski (A, Köln-ALE), Olivier Giroud (A, Montpellier-FRA)
Principais perdas: Robin van Persie (A, Manchester United)
Objetivo na temporada: copas europeias

Há vida sem van Persie? Na última temporada, muitos responderiam que não. O holandês não só marcou gols pelo o Arsenal, especialmente no fim de 2011, como carregou o time nas costas muitas vezes. Obviamente, RVP era a alma do time e sua saída tem um custo altíssimo aos Gunners. Mas nem tudo está perdido para Arsène Wenger. Por mais que a perda do artilheiro deixe o clube um degrau abaixo de seus rivais pelo título, há bons indícios de que os londrinos poderão se remodelar para repetir a terceira colocação na tabela.

As movimentações no mercado de transferências dão boas opções ao setor ofensivo. Santi Cazorla e Lukas Podolski dificilmente terão dificuldades de adaptação no futebol inglês e, desde já, são dois nomes a mais para decidir a favor do Arsenal. Enquanto isso, Olivier Giroud é uma aposta que, se ao menos mantiver o nível apresentado no Montpellier, já teve o seu retorno. E ainda há € 30 milhões de euros nos cofres para se pensar em outro atacante, que diminua a carência da torcida em relação a van Persie.

O restante do elenco também vem fortalecido, especialmente pelo retorno de lesão de alguns jogadores, o principal deles Jack Wilshere. O miolo de zaga continua com opções de qualidade, encabeçadas por Vermaelen, Mertesacker e Koscielny, assim como a cabeça de área – principalmente se o clube não ceder ao assédio do Barcelona por Alex Song. A prova destas forças, contudo, não pode demorar a vir. O início da última campanha minou as chances dos Gunners. E, desta vez, o time tem sequência de jogos difíceis, enfrentando Liverpool, Man City e Chelsea logo nas primeiras rodadas. Desafios suficientes para que van Persie fique para trás. Mas que também podem deixar claro mais um ano de seca de troféus no Emirates.

Aston Villa

Nome: Aston Villa Football Club
Fundação: 1874
Site oficial: www.avfc.co.uk
Estádio: Villa Park (42.789 torcedores)
Cidade: Birmingham (1.016.800 habitantes)
Técnico: Paul Lambert
Colocação em 2011/12: 16º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Darren Bent (A, Inglaterra)
Fique de Olho: Gary Gardner (M, Inglaterra)
Principais contratações: Ron Vlaar (D, Feyenoord-HOL), Matthew Lowton (D, Sheffield United), Karim El Ahmadi (M, Feyenoord-HOL), Brett Holman (A, AZ-HOL), Jean Makoun (M, Olympiacos-GRE)
Principais perdas: Emile Heskey (A, sem clube), James Collins (D, West Ham), Carlos Cuéllar (D, Sunderland)
Objetivo na temporada: meio da tabela

A ordem primordial no Aston Villa é arrumar a casa. Depois de fazer a sua pior temporada na Premier League, o clube não demorou a sacudir a poeira e demitiu o técnico Alex McLeish apenas um dia depois do fim do campeonato. Credenciado por seu trabalho no Norwich, Paul Lambert chega para reconstruir a reputação do clube de Birmingham e deve ter tempo para conduzir o projeto. O primeiro passo é constituir um padrão ao time, que possa afastá-lo do risco de rebaixamento que causou calafrios em 2011/12. Só depois disso é que a torcida deverá sonhar repetir a 6ª posição na tabela, repetida por três temporadas entre 2008 e 2010.

Durante a pré-temporada, Lambert aplicou nos treinamentos um estilo de jogo de maior liberdade ofensiva e conseguiu bons resultados em sua turnê aos Estados Unidos. A intenção é corrigir os problemas de criatividade e na ligação, que resultaram em uma produtividade baixíssima do ataque com McLeish. Já nas primeiras semanas de campeonato, o treinador deve aprimorar o encaixe de suas peças. Quatro reforços foram contratados até o momento e a expectativa é de que essa movimentação se intensifique até o fim de agosto, especialmente com novos nomes para a defesa.

Dentre os nomes confirmados até o momento, Vlaar, El Ahmadi e Holman foram trazidos do futebol holandês e chegam com status de titulares. Ainda assim, o protagonismo deverá ficar com alguns dos veteranos do grupo, entre eles Bent e Given. Outras peças importante, no entanto, precisam ter sua moral elevada, como Agbonlahor e N’Zogbia, depois de acumularem atuações abaixo das expectativas. E o caminho parece ser mesmo este. É recuperando a autoestima de elenco e torcida que Lambert pode reerguer o Aston Villa e edificar sua dinastia no clube.

Chelsea

Nome: Chelsea Football Club
Fundação: 1905
Site oficial: www.chelseafc.com
Estádio: Stamford Bridge (41.841 torcedores)
Cidade: Londres (7.825.200 habitantes)
Técnico: Roberto Di Matteo
Colocação em 2011/12:
Competição europeia: Liga dos Campeões
Destaque: Fernando Torres (A, Espanha)
Fique de Olho: Lucas Piazón (M, Brasil)
Principais contratações: Oscar (M, Internacional-BRA), Eden Hazard (M, Lille-FRA), Marko Marin (M, Werder Bremen-ALE)
Principais perdas: Didier Drogba (A, Shanghai Shenhua-CHN), José Bosingwa (D, sem clube), Salomon Kalou (A, Lille-FRA), Romelu Lukaku (A, West Bromwich)
Objetivo na temporada: copas europeias

O Chelsea fez sua pior temporada na Premier League desde a chegada de Roman Abramovich, o que pouco importou. O título da Liga dos Campeões foi o suficiente para apagar a irregularidade do time e encher os Blues de esperanças. E o homem que capitaliza estes créditos de uma nova era em Stamford Bridge é Roberto Di Matteo. Depois de transformar o espírito do time para levá-lo ao topo da Europa, o italiano agora tem uma missão tão penosa quanto. Depois de uma pré-temporada de resultados pouco proveitosos, precisará conduzir a renovação do elenco – isso, com a costumeira cobrança que é exercida sobre os comandantes do clube.

Para tanto, Di Matteo teve cheques em branco para fazer contratações milionárias. De saldo, o time aparece com várias opções de qualidade técnica para a ligação entre meio de campo e ataque, com Eden Hazard, Marin e Oscar. Nos outros setores, por enquanto, o treinador terá que trabalhar com o que já tinha. Todavia, a perda mais penosa, a de Didier Drogba, talvez seja a mais simples de se suprir. Fernando Torres vem de um final de temporada grandioso e, sem a sombra do camisa 11, poderá justificar de uma vez por todas os € 58 milhões pagos pelo futebol – e, pela atuação na Community Shield, está disposto a isso.

Na defesa e na proteção do meio de campo, Di Matteo conta com a base que garantiu o triunfo na Champions. Resta saber se o treinador conseguirá o mesmo grau de empenho visto na competição continental por um período mais longo e, quem sabe, desafiar a dupla de Manchester, que ainda aparece um degrau acima. Talentos nos setores não faltam e o Chelsea é bem menos dependente de Terry e Lampard, embora eles sigam essenciais. E, se a situação apertar, ainda há Petr Cech para salvar. O goleiro emerge como o líder do senado na nova fase vivida pelos Blues. Uma era com a mesma pressão de Abramovich, mas com uma estrela nova no peito.

Everton

Nome: Everton Football Club
Fundação: 1878
Site oficial: www.evertonfc.com
Estádio: Goodison Park (40.157 torcedores)
Cidade: Liverpool (434.900 habitantes)
Técnico: David Moyes
Colocação em 2011/12:
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Nikica Jelavic (A, Croácia)
Fique de Olho: Ross Barkley (M, Inglaterra)
Principais contratações: Steven Pienaar (M, Tottenham), Steven Naismith (A, Rangers)
Principais perdas: Jack Rodwell (M, Manchester City), Tim Cahill (A, New York Red Bulls-EUA), Royston Drenthe (M, Real Madrid-ESP), Denis Stracqualursi (A, Tigre-ARG)
Objetivo na temporada: meio da tabela

Apesar do especulado interesse de outros clubes, David Moyes inicia sua 11ª temporada à frente do Everton. E as perspectivas do técnico são boas, depois de um excelente desempenho no primeiro semestre de 2012. O embalo ainda não é o suficiente para que repitam o feito de 2004/05, quando chegaram à Liga dos Campeões, mas os Toffees podem almejar algumas posições acima na classificação e, quem sabe, brigar pela primeira copa do treinador em sua duradoura passagem pelo Goodison Park.

Ao contrário do costumeiro nos últimos anos, o Everton resolveu se empenhar durante o verão e aproveitou a falência do Rangers para trazer Naismith sem custos. Além disso, a diretoria assegurou a permanência de Pienaar, após ser fundamental para a guinada da equipe nos últimos meses. E há a esperança de que Jelavic possa mostrar sua fome de gols desde as primeiras rodadas, depois de 11 tentos em 16 jogos desde que chegou a Merseyside. Isso sem contar Kevin Mirallas, a um passo de fechar contrato e excelente reforço ofensivo.

O principal desafio de Moyes, entretanto, será aguentar a maratona dos próximos meses sem contar com um elenco muito numeroso. Para tanto, será preciso aproveitar algumas das promessas do clube, ainda que a principal delas, Rodwell, tenha sido negociado com o Manchester City. Neste ponto, também será fundamental a manutenção outras peças, especialmente as defensivas. Com Heitinga, Baines, Jagielka e Fellaini na proteção, o Everton pode ter a segurança necessária para retornar ao menos à Liga Europa.

Fulham

Nome: Fulham Football Club
Fundação: 1879
Site oficial: www.fulhamfc.com
Estádio: Craven Cottage (25.700 torcedores)
Cidade: Londres (7.825.200 habitantes)
Técnico: Martin Jol
Colocação em 2011/12:
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Clint Dempsey (M, Estados Unidos)
Fique de olho: Kerim Frei (M, Suíça)
Principais contratações: Hugo Rodallega (A, Wigan), Sascha Riethe (D, Köln-ALE), Mladen Petric (A, Hamburg-ALE)
Principais perdas: Pavel Pogrebnyak (A, Reading), Danny Murphy (M, Blackburn), Andy Johnson (A, Queens Park Rangers), Dickson Etuhu (M, Blackburn)
Objetivo na temporada: meio da tabela

O Fulham parece pronto para outra campanha no pelotão intermediário da Premier League, assegurando a vaga que já é cativa na elite do futebol inglês. O primeiro indício da estabilidade dos Cottagers está no comando de Martin Jol, que garantiu a consistência do time em seu primeiro ano em Londres. E, desta vez, o treinador tem um motivo a menos para se preocupar, já que não precisará desdobrar o elenco com a disputa simultânea da Liga Europa.

Até o fim de agosto, contudo, o clube deverá se concentrar mesmo na manutenção de seus principais astros. Clint Dempsey fez uma temporada de primeiro nível e, não à toa, gera o interesse do Liverpool. Da mesma forma, Moussa Dembelé foi essencial para dar ritmo ao meio de campo e é sondado até mesmo pelo Real Madrid. Com a permanência da dupla, o Fulham assegura a força para fazer outra campanha digna e representa um obstáculo a mais aos candidatos ao título quando forem a Craven Cottage.

Entre o que já foi concretizado, o elenco perdeu alguns jogadores importantes, como Danny Murphy, Andy Johnson e Pavel Pogrebnyak, mas ao menos a reposição foi bem feita, com Hugo Rodallega e Mladen Petric chegando sem custos. Além disso, Jol deverá explorar as categorias de base do clube, com destaque para o meia Kerim Frei. Já na proteção do time, a solidez defensiva está garantida sob a liderança de Mark Schwarzer, Brede Hangeland e Mahamadou Diarra. Predicados que talvez não sejam suficientes para colocar o clube na briga por competições europeias, mas já garantem uma honrosa posição na parte de cima da tabela.

Liverpool

Nome: Liverpool Football Club
Fundação: 1892
Site oficial: www.liverpoolfc.tv
Estádio: Anfield (45.276 torcedores)
Cidade: Liverpool (434.900 habitantes)
Técnico: Brendan Rodgers
Colocação em 2011/12:
Competição europeia: Liga Europa
Destaque: Steven Gerrard (M, Inglaterra)
Fique de Olho: Raheem Sterling (A, Inglaterra)
Principais contratações: Fabio Borini (A, Roma-ITA), Joe Allen (M, Swansea), Oussama Assaidi (A, Heerenveen-HOL), Joe Cole (M, Lille-FRA)
Principais perdas: Dirk Kuyt (A, Fenerbahçe-TUR), Craig Bellamy (A, Cardiff City), Maxi Rodríguez (M, Newell’s Old Boys-ARG), Alberto Aquilani (M, Fiorentina-ITA)
Objetivo na temporada: copas europeias

Nada será mais importante para o Liverpool do que sua própria reconstrução nesta temporada. Logicamente, a conquista de uma vaga na Liga dos Campeões segue essencial dentro do planejamento financeiro do clube. Mas, antes de tudo, os Reds precisarão passar por cima do desempenho no último Campeonato Inglês, o pior em 58 anos. E o homem de confiança escolhido para esse processo é Brendan Rodgers. O técnico vem credenciado pelo ótimo trabalho à frente do Swansea e, sobretudo, por sua filosofia de jogo.

Rodgers, no entanto, precisará de um pouco de paciência para implementar o estilo ofensivo e de posse de bola visto nos tempos de Swans. São três reforços até o momento, sendo dois de sua confiança: Joe Allen e Fabio Borini, conhecedores dos métodos do comandante. Sem acréscimos, a defesa precisará estar bem treinada para não se expor demais. E o treinador ainda precisará exigir mais dos jogadores que já estavam no elenco, principalmente com aqueles que ficaram abaixo na última temporada, como Stewart Downing e Jordan Henderson. Entre estes, Luis Suárez poderia aproveitar o momento de mudanças para deixar para trás as polêmicas e ser mais decisivo.

Neste início de projeto, o sucesso de Rodgers dependerá bastante do meio de campo. E, caso Lucas Leiva e Steven Gerrard se livrem das lesões que os perseguiram nos últimos meses, a qualidade no setor está garantida. Outro ponto essencial a se melhorar são as atuações do clube em Anfield, onde o aproveitamento esteve abaixo dos 50% no último ano. Logo de cara, os três primeiros adversários como mandante são Manchester City, Arsenal e Manchester United. Adversários de peso para atestarem um reinício, mas também para exigirem calma durante os primeiros passos de uma nova era.

Manchester City

Nome: Manchester City Football Club
Fundação: 1880
Site oficial: www.mcfc.co.uk
Estádio: City of Manchester (47.805 torcedores)
Cidade: Manchester (498.800 habitantes)
Técnico: Roberto Mancini
Colocação em 2011/12:
Competição europeia: Ligas dos Campeões
Destaque: Yaya Touré (M, Costa do Marfim)
Fique de olho: Dedrick Boyata (D,  Bélgica)
Principais contratações: Jack Rodwell (M, Everton)
Principais perdas: David Pizarro (M, Roma-ITA), Owen Hargreaves (M, sem clube), Wayne Bridge (D, Brighton & Hove Albion)
Objetivo na temporada: título

O time a ser batido. O Manchester City dissipou as dúvidas que ainda existiam sobre os milhões do sheik Mansour se transformar em taças e começa o campeonato como parâmetro aos rivais.  Obviamente, a campanha do título na Premier League 2011/12 teve seus altos e baixos, mas os Citizens parecem manter o embalo com o qual terminaram a competição. E a prova desta força foi dada na Community Shield, quando a equipe demonstrou parte de suas principais armas para dominar o Chelsea e levantar o primeiro troféu da temporada.

O elenco aparenta, sobretudo, estar mais coeso após o épico contra o QPR, sem tanto espaço para a guerra de egos que atrapalhou durante parte do último ano. E, motivado, não há outro elenco tão forte na Inglaterra, por mais que Roberto Mancini reclame da falta de contratações. Joe Hart, Vincent Kompany, Yaya Touré e David Silva permanecem como a espinha dorsal do time. Enquanto isso, o ataque vem reforçado pela entrega de Tevez, que promete uma dupla devastadora ao lado de Agüero. A única carência fica para o miolo de zaga, onde não há opções confiáveis no banco.

A maior dificuldade de Mancini, a princípio, será manter o alto nível tanto na Premier League quanto na Liga dos Campeões, para a qual o clube vem pressionado, especialmente pelo fracasso registrado na última edição. Para tanto, o treinador tem demonstrado seu empenho, especialmente ao buscar variações no estilo de jogo da equipe – como foi visto no 3-4-1-2 adotado contra o Chelsea. Mais importante que a formação, porém, é a manutenção da solidez defensiva e da velocidade do ataque. Foi combinando os dois fatores que os Citizens quebraram o encanto na última temporada. E é exatamente a partir deles que o bicampeonato pode se concretizar.

Manchester United

Nome: Manchester United Football Club
Fundação: 1878
Site oficial: www.manutd.com
Estádio: Old Trafford (75.957 torcedores)
Cidade: Manchester (498.800 habitantes)
Técnico: Alex Ferguson
Colocação em 2011/12:
Competição europeia: Ligas dos Campeões
Destaque: Wayne Rooney (A, Inglaterra)
Fique de olho: Nick Powell (M, Inglaterra)
Principais contratações: Robin van Persie (A, Arsenal), Shinji Kagawa (M, Borussia Dortmund-ALE), Nick Powell (M, Crewe Alexandra)
Principais perdas: Ji-Sung Park (M, QPR), Fábio da Silva (D, QPR), Paul Pogba (M, Juventus-ITA), Michael Owen (A, sem clube), Tomasz Kuszczak (G, Brighton & Hove Albion)
Objetivo na temporada: título

Sir Alex Ferguson fez questão de provar que a hegemonia do Manchester City na Premier League foi apenas passageira. Depois de perder o título para o maior rival, o Manchester United está pronto para recuperar o trono no futebol inglês. E os trunfos vieram graças à movimentação perspicaz dos Red Devils no mercado de transferências. Além de chegarem referendados como craques, Shinji Kagawa e Robin van Persie têm outra semelhança: ambos vieram a Old Trafford depois de se negarem a renovar o contrato com seus antigos clubes. O United economizou alguns tostões com ambos e, sobretudo, provou que sua camisa ainda pesa demais na hora de trazer jogadores de primeiro nível.

Van Persie promete formar uma dupla irresistível ao lado de Wayne Rooney. O camisa 10 se mantém como a estrela da companhia e nome mais credenciado a decidir as partidas, mas também se beneficia ao dividir um pouco mais as responsabilidades. O restante das virtudes da equipe também seguem intactas, como a qualidade do jogo pelos lados, com Nani, Ashley Young e Antonio Valencia. Com o retorno de Nemanja Vidic, a segurança da defesa aumenta, ainda que a equipe siga um pouco mais vulnerável nas laterais. Já no gol, depois de uma temporada sob dúvidas, De Gea aparece bem mais confiante. E, ao que tudo indica, este será o último ano sob a liderança de Ryan Giggs e Paul Scholes dentro de campo.

No momento, a principal questão é como Ferguson encaixará as novas peças se quiser manter o 4-4-2 usual na última temporada. Um problema minúsculo diante de seus ganhos. Além de uma variabilidade tática maior, o treinador passa a contar com opções de qualidade para conciliar o alto nível tanto na Premier League quanto na Liga dos Campeões – o que não aconteceu na última edição do torneio continental. Desta vez, os Red Devils estão prontos para desafiar o Man City, prometendo uma disputa ainda mais acirrada na busca do histórico 20º título inglês.

Newcastle

Nome: Newcastle United Football Club
Fundação: 1892
Site oficial: www.nufc.co.uk
Estádio: St. James Park (52.409 torcedores)
Cidade: Newcastle upon Tyne (273.600 habitantes)
Técnico: Alan Pardew
Colocação em 2011/12:
Competição europeia: Liga Europa
Destaque: Papiss Cissé (A, Senegal)
Fique de olho: Sam Ameobi (A, Inglaterra)
Principais contratações: Vurnon Anita (M, Ajax-HOL), Romain Amalfitano (M, Stade de Reims-FRA), Curtis Good (D, Melboune Heart-AUS), Gaël Bigirimana (M, Coventry City)
Principais perdas: Danny Guthrie (M, Reading), Leon Best (A, Blackburn), Fraser Forster (G, Celtic-ESC), Peter Lövenkrands (A, Birmingham), Alan Smith (M, Milton Keynes Dons)
Objetivo na temporada: copas europeias

O Newcastle inicia a temporada com expectativas bastante diferentes das vividas há um ano. De um time que deveria brigar apenas por posições intermediárias na tabela, os Magpies foram muito além e brigaram até as rodadas finais por um lugar na Liga dos Campeões. A classificação para o torneio continental não veio, mas a base segue intacta e tem condições de figurar novamente entre os primeiros da tabela.

Boa parte do sucesso em St. James Park é explicada pelo comando de Alan Pardew, eleito o melhor técnico da última Premier League. O comandante foi capaz não apenas de trazer jogadores de qualidade gastando pouco, como também soube encaixar as peças que tinha em mãos com primazia, em um bastante funcional 4-3-3. O novo desafio do treinador é saber explorar ainda mais o elenco, em um ano que promete ser ainda mais puxado, com a participação na Liga Europa. Para tanto, as contratações de Vurnon Anita e Romain Amalfitano, além do retorno de alguns jogadores lesionados, como Ryan Taylor, deverá ser fundamental.

Contudo, não será sobre os novatos que os holofotes estarão voltados. Depois de um desempenho devastador no segundo semestre, Papiss Cissé começa o ano com a responsabilidade de repetir a média de gols, novamente acompanhado por Hatem Ben Arfa e Demba Ba. Mais atrás, a estabilidade fica garantida por Cheik Tioté e Yohan Cabaye no meio de campo, além de Fabricio Coloccini e Tim Krul na defesa – e ainda há a possibilidade das chegadas de Mathieu Debuchy e Douglas. Os resultados na pré-temporada não foram tão animadores, com apenas duas vitórias em sete jogos. Se encontrar novamente o equilíbrio em campo, porém, o Newcastle merece o respeito devido aos favoritos ao topo.

Norwich

Nome: Norwich City Football Club
Fundação: 1902
Site oficial: www.canaries.co.uk
Estádio: Carrow Road (27.033 torcedores)
Cidade: Norwich (132.000 habitantes)
Técnico: Chris Houghton
Colocação em 2011/12: 12º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Grant Holt (A, Inglaterra)
Fique de olho: Ryan Bennett (D, Inglaterra)
Principais contratações: Michael Turner (D, Sunderland), Robert Snodgrass (A, Leeds), Steven Whittaker (D, Rangers-ESC) , Javier Garrido (D, Lazio-ITA)
Principais perdas: Andrew Crofts (M, Brighton & Hove Albion), Zak Whitbread (D, Leicester City), Aaron Wilbraham (A, Crystal Palace), Adam Drudy (D, Leeds)
Objetivo na temporada: fugir do rebaixamento

O Norwich ressuscitou nas mãos de Paul Lambert, conquistando dois acessos em duas temporadas consecutivas e fazendo uma campanha segura na Premier League 2011/12. Agora, os Canaries precisam provar que se manterão vivos sem a presença do treinador. A diretoria não demorou muito para acertar com Chris Houghton, vencedor da Championship com o Newcastle em 2010. Entre suas credenciais está facilidade em lidar com equipes sem muito orçamento disponível e o trabalho motivacional.

Para ajudar o novo comandante, as principais peças do elenco foram mantidas. A diretoria se esforçou bastante para segurar Grant Holt, apesar no interesse de outros clubes. O centroavante continuará sendo a referência no ataque, dando forças ao time especialmente no jogo aéreo. Para potencializar o setor, Robert Snodgrass foi contratado após boas temporadas no Leeds. Além disso, o meio de campo segue equilibrado, com destaques para Anthony Pilkington, Jonathan Howson e Wes Hoolahan.

Entretanto, ao contrário da maior maleabilidade de Lambert, Houghton deverá se preocupar mais com a proteção da defesa, a quarta pior na última Premier League, optando por seu esquema de jogo favorito, o 4-5-1. Michael Turner foi trazido para o miolo de zaga, enquanto Javier Garrido e Steven Whittaker reforçam as laterais. O grande ídolo da torcida, porém, é o goleiro John Ruddy, que ganhou uma vaga na seleção inglesa por suas atuações no clube. Durante a pré-temporada, o empenho defensivo aparentou resultados consideráveis, com seis gols sofridos em seis partidas. A expectativa é que esses números se mantenham para que, se não repetirem o 12º lugar, ao menos livrem os Canaries do rebaixamento.


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