No meio desta semana, o site oficial do Campeonato Belga revelou uma pesquisa interessante. E o resultado é pouco auspicioso, às vésperas deste sábado, 28 de julho, em que cinco partidas iniciam a temporada 2012/13 da Jupiler Pro League: pela primeira vez na história do futebol belga, há mais estrangeiros do que nativos nos elencos de todos os times. De 433 atletas, 217 vêm de outros países para jogar na Bélgica, índice 4,7 por cento maior do que o visto na temporada passada. Pior: na maioria das vezes, os nativos que conseguem algum destaque, em forma de uma transferência para um centro maior do futebol europeu, não têm emplacado, nos últimos tempos. Basta ver Romelu Lukaku, já perigosamente escanteado no Chelsea. Ou Milan Jovanovic, que fracassou no Liverpool. A única exceção dos últimos anos, talvez, seja Axel Witsel.

Para tornar o cenário mais melancólico, nota-se que Anderlecht e Club Brugge saem na frente, com alguma vantagem, pela preparação dos 16 clubes. Não só ambos são os únicos a terem capacidade de repôr as perdas que tiveram no elenco, como são os únicos que podem dizer, sem medo de errar, que só uma temporada caótica os tirará do hexagonal final pelo título. O Gent, ascendente nos dois últimos anos (vice-campeão em 2009/10, antes que se esqueça), teve algumas perdas que podem fazer o time demorar para recuperar a coesão que demonstrava. O Standard cedeu dois de seus jogadores mais importantes para os arquirrivais – Zoro Gohi Bi Cyriac, para o Anderlecht; Mohamed Tchité, para o Club Brugge -, e pode perder mais terreno do que já perdeu. Em que pese a ótima temporada que fez e as boas contratações, o Cercle Brugge ainda não tem a musculatura que se exige de um candidato ao título. Ainda assim, é superior a outros, como Lokeren, Mechelen e até ao Racing Genk, que cresceu no hexagonal final em 2011/12.

Mas, apesar dos pesares, a Bélgica continua tentando manter a sua liga com alguma dignidade. O momento atual é de entressafra, uma certa parada estratégica para pensar, antes do próximo passo. Basta ver que, embora o regulamento continue sendo polêmico, com os play-offs por título, vaga na Liga Europa e rebaixamento, todos após a fase regular, a discussão deve ser mantida com o novo presidente da liga, Ronny Verhelst – que, por sua vez, já tem um grande pepino para tratar, com a discussão sobre o dinheiro obtido com a venda dos direitos de tevê do campeonato. Além disso, sempre há atletas que acabarão se sobressaindo e tendo chances em mercados maiores. Caso de Matías Suárez, melhor jogador da temporada 2011/12, que conseguiu uma transferência para a Rússia. Vejamos, então, as perspectivas dos clubes para o Campeonato Belga 2012/13.

Legendas
Jogador (Posição, país, clube)
Transferência definitiva
[Transferência definitiva após empréstimo]
Empréstimo

[Retorno de empréstimo]

Anderlecht

Nome do clube: Royal Sporting Club Anderlecht
Estádio: Parc Astrid (28.631 lugares), em Bruxelas
Site oficial: www.rsca.be
Principal jogador: Dieumerci Mbokani (atacante)
Quem chegou: Zoro Gohi Bi Cyriac (A, CMA, Standard), [Pablo Chavarría (A, ARG, Kortrijk)], [Dalibor Veselinovic (A, SER, Kortrijk)], [Thomas Kaminski (G, BEL, OH Leuven)], [Christophe Diandy (M, SEN, OH Leuven)], [Sacha Yakovenko (M, UCR, OH Leuven)], Osama Hawsawi (D, SAU, Al Hilal-SAU) e John van den Brom (T, HOL, Vitesse-HOL)
Quem saiu: Matías Suárez (A, ARG, CSKA Moscou-RUS), Davy Schollen (G, BEL, Sint-Truiden), Michaël Cordier (G, BEL, Westerlo), Patou Kabangu (A, RDC, dispensado), Junior Kabananga (A, RDC, Roeselare) e Ariël Jacobs (T, BEL, Kobenhavn-DIN).
Técnico: John van den Brom
Colocação em 2011/12: Campeão
Objetivo na temporada: Título

Era preciso mudar para que tudo continuasse como estava. O Anderlecht chegou ao final da temporada 2011/12 pensando nessa paráfrase de Tomás de Lampedusa. Porque, se ganhou o título, viu um time que se arrastava no play-off decisivo, tendo de jogar pragmaticamente, ao começar a fraquejar depois de uma ótima fase de classificação. Como, aliás, já fora em 2010/11. O clima parecia de cansaço, de “fadiga de materiais”. Nada mais natural que Ariël Jacobs, no clube havia já cinco anos, pedisse as contas. E a reposição foi ótima. Porque John van den Brom vem de ótimos trabalhos em seu país, com o ADO Den Haag e o Vitesse, e se notabilizou por um estilo mais ousado, embora sem renunciar à defesa. Além disso, em que pese a perda de Suárez (até prevista), Mbokani, Jovanovic, Biglia e Gillet continuam formando uma espinha dorsal que garante a capacidade técnica do time. Há promessas, como Dennis Praet e Kanu, que devem ocupar mais espaço entre os titulares. E, com essas mudanças, o Anderlecht já conseguiu renovar os ares. Já conseguiu até uma prova de força, ao sair na frente, na Supercopa Belga, sofrer o empate do Lokeren, mas conseguir fazer 3 a 2 e garantir o primeiro título da temporada. Um motivo mais do que razoável para se certificar de que pode ficar como está: com a taça nas mãos.

Beerschot

Nome do clube: Koninklijke Beerschot Antwerpen Club
Estádio: Olympisch Stadion (12.206 lugares), em Antuérpia
Site oficial: http://www.beerschot.be/
Principal jogador: Funso Ojo (meio-campistas)
Quem chegou: Koen Vanlangendonck (G, BEL, Bocholt), Stefan Deloose (G, BEL, Lokeren), Stijn Wuytens (D, BEL, PSV-HOL), Boldizsár Bodor (D, HUN, OFI Creta-GRE), Joachim Mununga (M, BEL, Gençlerbirligi-TUR), Goran Galesic (M, BIH, Gorica-ESN), Funso Ojo (M, BEL, PSV-HOL), Stefano Marzo (M, BEL, PSV-HOL),  Elimane Coulibaly (A, MLI, Gent) e Adrie Koster (T, HOL).
Quem saiu: Tomislav Pacovski (G, MCD, Mechelen), Sherjill MacDonald (A, HOL, Chicago Fire-EUA), Kristof Maes (G, BEL, Gent), [Arnor Angeli (M, BEL, Standard)], Peter van der Heyden (D, BEL, dispensado) e Bavon Tshibuabua (A, RDC, Ujpest-HUN)
Técnico: Adrie Koster
Colocação em 2011/12: 11º
Objetivo na temporada: Play-off pela Liga Europa

Adrie Koster foi demitido do Club Brugge, em meados do último campeonato, porque o ataque do time que comandava era tão produtivo quanto a defesa era frágil. Pois o holandês foi contratado pelo clube de Antuérpia exatamente para dar à equipe um estilo mais técnico e ofensivo. Essa diretriz também guiou as contratações dos Ratos. Principalmente pela vinda de Funso Ojo, considerado grande promessa do futebol belga, que já começava a receber algumas chances no time profissional do PSV. Elimane Coulibaly também era constantemente usado na equipe do Gent. Sendo assim, o Beerschot cresceu de nível. E pode muito bem se classificar para os play-offs pela Liga Europa. Até para mais, aliás.

Cercle Brugge

Nome do clube: Cercle Brugge Koninklijke Sportvereniging
Estádio: Jan Breydel (30.000 lugares), em Bruges
Site oficial: http://www.cerclebrugge.be/
Principal jogador: Oleg Iachtchouk e Lukas van Eenoo (meio-campistas)
Quem chegou: Tim Smolders (M, BEL, Gent), Stef Wils (D, BEL, Westerlo), Michael Uchebo (A, NGR, VVV-HOL), Mitchell Braafhart (G, HOL, Zaarnslag-HOL) e Koenraad Hendrickx (D, BEL, Gent)
Quem saiu: Tony Sergeant (M, HOL, encerrou a carreira), Luciano Dompig (M, HOL, não renovou o contrato), Honour Gombami (A, ZIM, Antuérpia), [Amido Baldé (A, GNB, Sporting-POR)] e [Nuno Reis (D, POR, Sporting-POR)]
Técnico: Bob Peeters
Colocação em 2011/12: 7º
Objetivo na temporada: Play-off pelo título

Em que pese ter perdido na última rodada da fase de classificação a vaga no hexagonal final – e, depois, perdido a vaga para o Gent na Liga Europa, após sair como vencedor do play-off II -, o Cercle deixou uma ótima impressão. Oleg Iachtchouk e Lukas van Eenoo comandaram uma equipe que jogou, talvez, o futebol mais agradável de se ver em campos belgas, em 2011/12. E o que é melhor: tal impressão não recuou um milímetro para o novo campeonato. Bem, talvez até tenha recuado, com o retorno de Nuno Reis, zagueiro promissor, ao Sporting. Mas as contratações de Tim Smolders, um dos responsáveis pelo bom momento do Gent nos últimos anos, e Stef Wils, experiente jogador do Westerlo, deram um avanço nada desprezível. Embora menos badalado, Michael Uchebo foi um dos raros a se salvar da péssima temporada do VVV-Venlo. Enfim, se os reforços derem liga com os remanescentes, eis um time que pode surpreender positivamente.

Charleroi

Nome do clube: Royal Charleroi Sporting Club
Estádio: Stade du Pays de Charleroi (22.000 lugares), em Charleroi
Site oficial: http://www.sporting-charleroi.be/
Principal jogador:
Quem chegou: Yannick Ferrera (T, BEL), Omar Jarun (D, PAL, Arka Gdynia-POL) e [Dudu Biton (A, ISR, Wisla Cracóvia-POL)]
Quem saiu: Moussa Gueye (M, SEN, Metz-FRA), [Christophe Verbist (D, BEL, Standard)] e Dudu Biton (A, ISR, Standard)
Técnico: Yannick Ferrera
Colocação em 2011/12: Campeão da segunda divisão
Objetivo na temporada: Escapar do rebaixamento

O senso comum diz que um time deve manter o seu treinador por anos a fio, se quiser ter sucesso. O Charleroi desafiou tal tese firmemente. Em seu título na segunda divisão, os caprichos do dono Abbas Bayat deram três treinadores aos Zebrados. Jos Daerden começou, Tibor Balog continuou, e Dennis van Wijk viu a taça ser erguida. Todos eles, demitidos. E Yannick Ferrera foi selecionado como o técnico que começará a campanha apenas a duas semanas do início do campeonato. Reforços? Somente o defensor palestino Omar Jarun. E nada mais. Além disso, Abbas Bayat continua exercendo o poder no clube ao seu bel-prazer. De longe, o Charleroi é favorito para bater e voltar à segunda divisão. Ou não, como já se viu na temporada passada.

Club Brugge

Nome do clube: Club Brugge Koninklijke Voetbalvereniging
Estádio: Jan Breydel (30.000 lugares), em Bruges
Site oficial: www.clubbrugge.be
Principal jogador: Lior Refaelov (meio-campista)
Quem chegou: Jesper Jorgensen (M, DIN, Gent), Mohamed Tchité (A, BEL, Standard), Bart Buysse (D, BEL, Twente-HOL), Ivan Trickovski (A, MCD, APOEL-CHP), Jim Larsen (D, DIN, Rosenborg-NOR), [Junior Díaz (D, CRC, Wisla Cracóvia-POL)] e Georges Leekens (T, BEL, seleção da Bélgica)
Quem saiu: Colin Coosemans (G, BEL, Waasland-Beveren), Pietro Perdichizzi (D, BEL, Zulte Waregem), Daan van Gijseghem (D, BEL, Mons), Fries Deschilder (M, BEL, Eupen), Jannes Vansteenkiste (D, BEL, Westerlo), Junior Díaz (D, CRC, Mainz-ALE), Nick van Belle (A, BEL, Westerlo), Marcos Camozzato (D, BRA, dispensado) e Christoph Daum (T, ALE, se demitiu)
Técnico: Georges Leekens
Colocação em 2011/12: Vice-campeão
Objetivo na temporada: Título

Ainda que o jejum de títulos não tenha acabado (já são sete anos sem Campeonato Belga), o Club Brugge terminou 2011/12 com o vice-campeonato trazendo uma sensação confortante de estar no bom caminho. Para tanto, teve a colaboração de Christoph Daum, que ajudou na formação de um time seguro defensivamente – segurança aumentada por algumas contratações, como o goleiro Bojan Jorgacevic. No entanto, sentia-se a necessidade de fortalecer o ataque. Necessidade suprida com as vindas de Jesper Jorgensen, que auxiliará Refaelov na armação (o israelense até pensou em deixar o clube, mas foi convencido pela diretoria a ficar em Bruges). No ataque, o macedônio Trickovski e “Mémé” Tchité (este, dos raros jogadores a defenderem os três grandes da Bélgica) fornecem mais opções a uma posição que já tem Vleminckx, Akpala, Bakenga, o colombiano Carlos Bacca. Isso, sem contar o golpe de mestre que foi tirar Georges Leekens da seleção belga. Caberá ao treinador, campeão belga de 1989/90 junto com a equipe, encerrar um tabu que já incomoda. A sensação de poder fazer isso voltou a ser forte. Muito forte.

Gent

Nome do clube: Koninklijke Atletiek Associatie Gent
Estádio: Jules Ottenstadion (12.919 pagantes), em Ghent
Site oficial: http://www.kaagent.be/
Principal jogador: Bernd Thijs (meio-campista)
Quem chegou: Kristof Maes (G, BEL, Beerschot), [Shlomi Arbeitman (A, ISR, Westerlo)], Jordan Remacle (M, BEL, OH Leuven), Mohamed Messoudi (M, BEL, Kortrijk), Rodgers Cola (A, ZAM, Ashdod-ISR), Wouter Corstjens (D, BEL, Westerlo), [Marko Suler (D, ESN, Hapoel Tel Aviv-ISR)] e Marcel Gecov (M, TCH, Fulham-ING)
Quem saiu: Tim Smolders (M, BEL, Cercle Brugge), Elimane Coulibaly (A, MLI, Beerschot), Jesper Jorgensen (M, DIN, Club Brugge), Yassine El Ghanassy (M, BEL, West Bromwich-ING), Zlatan Ljubijankic (M, ESN, Omiya Ardija-JAP), Marko Suler (D, ESN, Legia Varsóvia-POL), Christophe Grondin (M, TOG, Al Faisaly-SAU), Koenraad Hendrickx (D, BEL, Cercle Brugge), Sébastien Bruzzese (G, BEL, Zulte Waregem), [Mikkel Diskelrud (M, EUA, Stabaek-NOR)] e Jef Vogels (D, BEL, Rupel Boom)
Técnico: Trond Sollied
Colocação em 2011/12: 4º
Objetivo na temporada: Play-off pelo título

Com a ligeira queda do Standard, em 2011/12, o Gent experimentava uma ascensão sólida. Já fora vice-campeão em 2009/10, e conseguira o título da Copa da Bélgica, na mesma temporada. E chegou até a sonhar ser o principal adversário do Anderlecht na disputa do título belga, em alguns momentos do ano passado. Acabou caindo no hexagonal final, mas ainda dava a impressão de que conseguiria dar o salto de que necessitava para sonhar em alcançar um ótimo resultado. Só que a janela de transferências fragilizou o time. Alguns importantes titulares, como El Ghanassy, Smolders e Ljubijankic, deixaram o clube. E os jogadores que chegaram, como Jordan Remacle e Shlomi Arbeitman, ainda são esperanças, que terão de ajudar Bernd Thijs, o único destaque a ter ficado em Ghent. De outro modo, o Gent só terá como interesse manter o nível visto nas últimas temporadas, já que sonhar com coisas maiores ficaria difícil.

Kortrijk

Nome do clube: Koninklijke Voetbalclub Kortrijk
Estádio: Guldensporen (8.000 pagantes), em Kortrijk
Site oficial: http://www.kvk.be
Principal jogador: Gertjan de Mets (meio-campista)
Quem chegou: Kévin Dupuis (A, FRA, Châteauroux-FRA), Jimmy Kamghain (A, FRA, Paris Saint-Germain-FRA), Thomas Matton (M, FRA, Zulte Waregem), Blandel Koussalouka (M, FRA, Monaco-FRA), Stefan Mitrovic (D, SER, Metalac-SER), Romain Reynaud (D, FRA, Châteauroux-FRA) e [Sawaneh Ibou (A, GAM, Mons)]
Quem saiu: [Dalibor Veselinovic (A, SER, Anderlecht)], [Pablo Chavarría (A, ARG, Anderlecht)], [David Vandenbroeck (M, BEL, Zulte Waregem)], Steven Joseph-Monrose (A, FRA, Racing Genk), Mohamed Messoudi (M, BEL, Gent) e Sawaneh Ibou (A, GAM, OH Leuven)
Técnico: Hein Vanhaezebrouck
Colocação em 2011/12: 6º
Objetivo na temporada: Play-off pelo título

A melhor surpresa da última temporada tentará repetir o feito que foi superar Cercle Brugge e Lokeren para chegar entre os seis que disputaram o título belga. Para tanto, Hein Vanhaezebrouck terá de superar perdas valiosas. Como a de Dalibor Veselinovic, que cresceu visivelmente de produção na segunda metade da última temporada. Ou Steven Joseph-Monrose e Sawaneh Ibou, que também produziam bem no ataque. Ou Mohamed Messoudi, um dos pilares do meio-campo. Para a supressão das lacunas, foram necessárias algumas contratações – das quais, vale a pena citar apenas Kévin Dupuis e Thomas Matton. De resto, novamente, Vanhaezebrouck terá de formar uma nova base. E isso é possível. Pode não ser para repetir a dose de 2010/11. Mas certamente para manter-se na parte de cima da tabela.

Lierse

Nome do clube: Koninklijke Lierse Sportkring
Estádio: Herman Vanderpoorten (15.500 pagantes), em Lier
Site oficial: http://www.lierse.com/
Principal jogador: Ibrahim Ayew (meio-campista)
Quem chegou: Arjan Swinkels (D, HOL, Willem II-HOL), Lennert Vanherberghen (D, BEL, Tienen), Miguel Dachelet (D, BEL, Zulte Waregem), Jonas Heymans (D, BEL, Wetteren), Benjamin Lambot (M, BEL, Antuérpia), Rachid Bourabia (M, MAR, Mons), Kostadin Hazurov (A, BUL, Bnei Sakhnin-ISR), Uros Palibrk (A, ESN, Milan-ITA) e Ahmed Samir Farag (A, EGI, Wadi Degla-EGI)
Quem saiu: Eiji Kawashima (G, JAP, Standard), Siboniso Gaxa (D, AFS, Kaizer Chiefs-AFS), Kenny Thompson (D, BEL, OH Leuven), Gonzague Vandooren (D, BEL, fim de contrato), Wesley Sonck (A, BEL, fim de contrato), Flavio Amado (A, ANG, fim de contrato) e Boban Grncarov (D, MCD, Botev Plovdiv-BUL)
Técnico: Chris Janssens
Colocação em 2011/12: 12º
Objetivo na temporada: Escapar do rebaixamento

Devagar e sempre. Vinha sendo essa a tônica do crescimento dos Pallieters. Após voltarem à primeira divisão e só se salvarem da queda na repescagem com os que tentavam o acesso, o time de Lier já conseguiu um lugar no play-off pela Liga Europa, em 2011/12. Contudo, as coisas serão bem mais difíceis, agora. Todos os jogadores que vinham sendo destaque nos aurinegros deixaram o time: Kawashima, Gaxa, Flavio, Sonck… restou fortalecer a defesa com Miguel Dachelet, do Zulte Waregem. Tentar apostas no meio-campo, como Rachid Bourabia. E trazer desconhecidos para o ataque, como Samir Farag e Uros Palibrk. Ainda assim, ver o time dar resultados imediatos será tarefa dificílima. Imaginar um retorno ao sofrimento de 2010/11 é o mais provável.

Lokeren

Nome do clube: Koninklijke Sporting Club Lokeren Oost-Vlaanderen
Estádio: Daknam (12.000 pagantes), em Lokeren
Site oficial: http://www.sporting.be/
Principal jogador: Benjamin de Ceulaer (atacante)
Quem chegou: Nicolas Lemaire (G, BEL, Mons), Sherwin Bailey (M, AFS, ASD Cape Town-AFS), Enes Saglik (M, BEL, Eupen) e Milos Maric (M, BIH, Lierse)
Quem saiu: Donovan Deekman (A, HOL, Sparta Rotterdam-HOL), Geir Ludvig Fevang (M, NOR, Haugesund-NOR) e [Bigen Yala Lusala (A, BEL, Anderlecht)]
Técnico: Peter Maes
Colocação em 2011/12: 8º
Objetivo na temporada: Play-off pelo título

A última temporada teve lá seu valor para o Lokeren. Afinal de contas, a equipe ganhou a primeira Copa da Bélgica de sua história. Ainda assim, ficou a impressão de que ela poderia ter sido ainda melhor. O time tem bom nível, para os padrões belgas, com alguns jogadores elogiáveis, como o goleiro Boubacar “Copa” Barry, titular da seleção da Costa do Marfim, e Benjamin de Ceulaer, cujas atuações renderam a ele uma convocação para a seleção belga. Entretanto, ainda eram necessárias algumas contratações. E elas foram feitas, com Enes Saglik e Milos Maric sendo boas aquisições no meio-campo. E ainda há a base já formada do time, com outro destaque, Hamdi Harbaoui, acompanhando De Ceulaer no ataque. Se o objetivo do Lokeren é crescer mais em relação à última temporada, as medidas tomadas foram bastante adequadas.

Mechelen

Nome do clube: Yellow Red Koninklijke Voetbalclub Mechelen
Estádio: Veolia (14.415 pagantes), em Mechelen
Site oficial: http://www.kvmechelen.be/
Principal jogador: Mads Junker (atacante)
Quem chegou: Mads Junker (A, DIN, Roda JC-HOL), Tomislav Pacovski (G, MCD, Beerschot), Thomas Enevoldsen (M, DIN, Groningen-HOL), Nicklas Pedersen (A, DIN, Groningen-HOL), Steven de Petter (M, BEL, Westerlo), Joachim van Damme (M, BEL, Waasland-Beveren) e Harm van Veldhoven (T, HOL, Roda JC-HOL)
Quem saiu: Julien Gorius (M, BEL, Racing Genk), Jonathan Wilmet (M, BEL, Westerlo), Kevin Geudens (M, BEL, Westerlo), [Denis Alibec (A, ROM, Internazionale-ITA)], Jonas Laureys (A, BEL, Westerlo) e Marc Brys (T, BEL, Al Faisaly-SAU).Técnico: Harm van Veldhoven
Colocação em 2011/12: 9º
Objetivo na temporada: Play-off pelo título

O Mechelen vinha batendo na trave, na tentativa de ficar no hexagonal pelo título. Em 2009/10 e 2010/11, ficou na sétima posição. Esperava-se que a temporada passada fosse a da concretização do sonho. Não foi: o time até caiu de nível, indo para a nona posição. Então, o Malinwa foi para a Holanda tentar alguma coisa. Saiu de lá com um técnico razoável, Harm van Veldhoven, que conseguiu fazer boas temporadas com o Roda JC. E com bons reforços no ataque: Mads Junker e Nicklas Pedersen prometem bom desempenho no ataque. E, se Julien Gorius, há tempos o destaque do KaVé, deixou o time, Steven de Petter traz capacidade de continuar armando as jogadas. Quem sabe, com esses fortalecimentos pontuais, a equipe campeã da Recopa europeia em 1987/88 (último título continental belga) consiga transformar o “quase” em “enfim”.

Mons

Nome do clube: Royal Albert-Elizabeth Club de Mons
Estádio: Charles Tondreau (13.000 pagantes), em Mons
Site oficial: www.raec-mons.be
Principal jogador: Jérémy Perbet (atacante)
Quem chegou: Arnor Angeli (M, BEL, Standard), Daan van Gijseghem (D, BEL, Club Brugge), Bahattin Köse (A, ALE, Arminia Bielefeld-ALE)
Quem saiu: Siebe Blondelle (D, BEL, Waasland-Beveren), [Sawaneh Ibou (A, GAM, Kortrijk)], Chris Makiese (A, FRA, Visé), Nicolas Lemaire (G, BEL, Lokeren), Rachid Bourabia (M, MAR, Lierse)
Técnico: Enzo Scifo
Colocação em 2011/12: 10º
Objetivo na temporada: Play-off pela Liga Europa

Pode parecer que o Mons ainda é um time pequeno. E é mesmo. Não deverá ir além de um lugar no play-off por vaga na Liga Europa. Ainda assim, na temporada em que retornou à primeira divisão, o time revelou alguns bons jogadores. E a maioria deles ficará à disposição de Enzo Scifo. O principal deles, claro, é Jérémy Perbet, artilheiro da Jupiler League 2011/12 – que até desejava uma transferência, mas fica no RAEC, por enquanto. Além disso, Arnor Angeli e Daan van Gijseghem são contratações razoáveis para ajudar o time a concretizar seu objetivo: ficar na primeira divisão. Coisa que foi alcançada sem problemas na época passada. E pode ser alcançada agora.

OH Leuven

Nome do clube: Oud-Heverlee Leuven
Estádio: Den Dreef (5.106 pagantes), em Leuven
Site oficial: http://www.ohl.be/
Principal jogador: Yves Lenaerts (goleiro)
Quem chegou: Logan Bailly (G, BEL, Borussia Mönchengladbach), Kenny Thompson (D, BEL, Lierse), Christophe Verbist (D, BEL, Standard), Gunther Vanaudenaerde (D, BEL, Westerlo), Ludovic Buyssens (D, BEL, Sint-Truiden), Jonas de Roeck (D, BEL, Augsburg-ALE), Wout Bastiaens (D, BEL, Westerlo), Evariste Ngolok (M, BEL, Westerlo) e Sawaneh Ibou (A, GAM, Kortrijk)
Quem saiu: Jordan Remacle (M, BEL, Gent), [Thomas Kaminski (G, BEL, Anderlecht)], [Christophe Diandy (M, SEN, Anderlecht)], [Sacha Yakovenko (M, UCR, Anderlecht)], Maxime Annys (M, BEL, Sint-Truiden), Pieter Nys (D, BEL, Sparta Rotterdam-HOL) e Lionel Gendarme (D, BEL, Oostende)
Técnico: Ronny van Geneugden
Colocação em 2011/12: 14º
Objetivo na temporada: Escapar do rebaixamento

Os Leuvenaren foram uma surpresa, sem sê-lo, no ano em que reestrearam na divisão de elite. Embora tenham lutado para não ficarem no play-off III, contra o rebaixamento, conseguiram até ficar invictos contra o campeão (venceram o Anderlecht, por 2 a 1, e empataram por 0 a 0). Além disso, algumas contratações para a temporada atual são promissoras. Como Logan Bailly, goleiro que fará disputa interessante pela titularidade com Yves Lenaerts. Ou Kenny Thompson e Gunther Vanaudenaerde, que podem dar algum auxílio à defesa. Ainda assim, parece difícil substituir Jordan Remacle, o grande responsável pela permanência do time na Jupiler Pro League. E, sem um ataque forte, o time certamente sofrerá de novo na tentativa de evitar o retorno à segunda divisão.

Racing Genk

Nome do clube: Koninklijke Racing Club Genk
Estádio: Crystal Arena (24.000 pagantes), em Genk
Site oficial: http://www.krcgenk.be/
Principal jogador: Jelle Vossen (atacante)
Quem chegou: [Grzegorz Sandomierski (G, POL, Jagiellonia Bialystok-POL)], Kalidou Koulibaly (D, FRA, Metz-FRA), Dani Fernández (D, ESP, Feyenoord-HOL), Julien Gorius (M, BEL, Mechelen), Lucas Walbrecq (M, BEL, Standard Liège), Bennard Kumordzi (M, GAN, Dijon-FRA), Steven Joseph-Monrose (A, FRA, Kortrijk) e Bright Edomwonyi (A, NGR, Westerlo)
Quem saiu: [Kevin de Bruyne (M, BEL, Chelsea-ING)], Dániel Tözsér (M, HUN, Genoa-ITA), [Logan Bailly (G, BEL, Borussia Mönchengladbach-ALE)], Dugary Ndabashinze (M, BUR, Waasland-Beveren), Anthony Vanden Borre (D, BEL, fim de contrato), Gilles Lentz (G, BEL, Roeselare) e Timothy Durwael (D, BEL, FC Eindhoven-HOL)
Técnico: Mario Been
Colocação em 2011/12: 3º
Objetivo na temporada: Play-off pelo título

A temporada passada fora bem irregular. De um time bastante combalido ao final da fase de classificação, o Genk fez um ótimo hexagonal, chegando ao terceiro lugar e conseguindo uma vaga na Liga Europa. Isso salvou o emprego de Mario Been, pode-se dizer. E, agora, por mais que as perdas tenham sido pesadas (devolvido ao Chelsea, que o contratara em janeiro, Kevin de Bruyne é apontado como um dos grandes talentos do futebol belga, e Dániel Tözsér era um dos pilares do time), as reposições trazem alguma esperança. Julien Gorius é bom armador, e fez boas temporadas pelo Mechelen. Steven Joseph-Monrose pode auxiliar Jelle Vossen no ataque. No gol, após a volta fracassada de Logan Bailly, Laszló Köteles volta a ser titular, mas terá a sombra do jovem Sandomierski, que receberá aposta após estar na Euro, como terceiro goleiro da seleção polonesa. O Racing Genk manteve o nível, e pode perfeitamente fazer uma campanha com o mesmo bom final da liga passada. E uma fase de classificação mais regular.

Standard

Nome do clube: Royal Standard de Liège
Estádio: Maurice Dufrasne (30.143 lugares), em Liège
Site oficial: www.standard.be
Principal jogador: Jelle van Damme (meio-campista)
Quem chegou: Eiji Kawashima (G, JAP, Lierse), Yohan Tavares (D, POR, Beira Mar-POR), [Christophe Verbist (D, BEL, Charleroi)], Astrit Ajdarevic (M, SUE, Norrköping-SUE), Frédéric Bulot (M, FRA, Caen-FRA), [Arnor Angeli (M, BEL, Beerschot)], Danny Verbeek (M, HOL, Den Bosch-HOL), Dudu Biton (A, ISR, Charleroi), Marvin Ogunjimi (A, BEL, Mallorca-ESP) e Ron Jans (T, HOL, Heerenveen-HOL)
Quem saiu: Felipe (D, BRA, Hannover 96-ALE), Christophe Verbist (D, BEL, Mons), Arnor Angeli (M, BEL, Mons), Lucas Walbrecq (M, BEL, Racing Genk), Birkir Bjarnason (M, ISL, Pescara-ITA), [Serge Gakpé (M, TOG, Nantes-FRA)], [Gheorghe "Gicu" Grozav (A, ROM, Universitatea Cluj-ROM)], Zoro Gohi Bi Cyriac (A, CMA, Anderlecht) e Mohamed Tchité (A, BEL, Club Brugge) 
Técnico: Ron Jans
Colocação em 2011/12: 5º
Objetivo na temporada: Play-off pelo título

A época de ouro do bicampeonato é coisa do passado para o Standard. Se havia alguma dúvida nisso (e houve, com o vice de 2010/11), ela foi dissipada com o desempenho opaco da última liga, quando o time fez o suficiente apenas para ficar entre os competidores do play-off pelo título. Nada mais natural que houvesse alguma mudança entre os Rouches. Ela veio com a saída do técnico José Riga. Mas não só: primeiramente, houve a chegada do holandês Ron Jans. E a influência do diretor esportivo Jean-François de Sart dita o comportamento do clube na janela de transferências. Por essas e outras é que Mohamed Tchité, que era o grande destaque dos Rouches, foi liberado para o Club Brugge. E Zoro Gohi Bi Cyriac, para o Anderlecht. E Felipe, um dos principais jogadores de defesa, para o Hannover. Tudo, sem muitos problemas. Porque algumas reposições foram válidas. Como Eiji Kawashima, de bom desempenho no Lierse, que deve substituir Sinan Bolat (contundido e querendo se transferir) no gol. Ou Marvin Ogunjimi, que volta à Bélgica após passar pelo Mallorca. Em suma: esta será uma temporada para tentar manter o time nas primeiras posições da tabela. Título é coisa para começar a ser pensada na próxima temporada.

Waasland-Beveren

Nome do clube: Waasland-Beveren
Estádio:
Site oficial: http://www.waasland-beveren.be/
Principal jogador: Jurgen Cavens (meio-campista)
Quem chegou: Colin Coosemans (G, BEL, Club Brugge), Roel van Hemert (D, HOL, Hjorring-DIN), Siebe Blondelle (D, BEL, Mons), Cédric D'Ulivo (D, FRA, Olympique Marselha-FRA), Gertjan Martens (D, BEL, Oostende), Rachid Farssi (M, BEL, Westerlo), Benoît Ladrière (M, BEL, Tubize), Franco Zennaro (M, BEL, Standard), Karim Belhocine (M, BEL, Standard), Rachid Farssi (M, BEL, Westerlo), Daniel Cruz (M, COL, FC Dallas-EUA), Dugary Ndabashinze (M, BUR, Racing Genk), Bas Sibum (M, HOL, Alemannia Aachen-ALE) e Alain Mendy (A, SEN, Brussels)
Quem saiu: Jan Masureel (D, BEL, Deinze), Joachim van Damme (M, BEL, Mechelen), Tomasz Radzinski (M, CAN, fim de contrato) e [Hervé Onana (A, CMR, Sint-Truiden)]
Técnico: Dirk Geeraerd
Colocação em 2011/12: Vencedor do quadrangular com Eupen e Oostende, 3º e 4º colocados da segunda divisão, e Westerlo, 15º colocado do Campeonato Belga
Objetivo na temporada: Escapar do rebaixamento

Quem acompanha futebol mais a fundo lembra-se do Beveren, equipe que chegou a ter somente marfinenses em sua escalação, graças a um acordo com uma academia de futebol naquele país. Quem é fanático por futebol belga sabe que do Beveren saiu Jean-Marie Pfaff, talvez o grande goleiro da história belga. Pois é este Beveren que voltou à primeira divisão. Agora, fundido com o Red Star Waasland, desde 2010, para se livrar de vários problemas financeiros. E o clube até conseguiu reforços promissores, como Colin Coosemans, que tem a oportunidade de conseguir ritmo de jogo e voltar ao Club Brugge para comprovar as expectativas sobre ele. Entretanto, não deve ser suficiente para fazer o time se livrar facilmente da volta à EXQI League.

Zulte Waregem

Nome do clube: Sportvereniging Zulte-Waregem
Estádio: Regenboogstadion (8.500 lugares), em Waregem
Site oficial: http://www.svzw.be/
Principal jogador: Mbaye Leye (atacante)
Quem chegou: Sébastien Bruzzese (G, BEL, Gent), Pietro Perdichizzi (D, BEL, Club Brugge), Junior Malanda (D, BEL, Lille-FRA), [David Vandenbroeck (M, BEL, Kortrijk)], Frédéric Gounongbe (A, SEN, Woluwe-Zaventem), Ivan Lendric (A, CRO, Hajduk Split-CRO) e [Jeremy Bokila (A, HOL, Sparta Rotterdam-HOL)]
Quem saiu: Stijn Minne (D, BEL, Westerlo), Miguel Dachelet (D, BEL, Lierse), Thomas Matton (M, BEL, Kortrijk) e Jeremy Bokila (A, HOL, Petrolul Ploiesti-ROM)
Técnico: Francky Dury
Colocação em 2011/12: 13º
Objetivo na temporada: Play-off pela Liga Europa

O SVZW sofria bastante com a ameaça de rebaixamento na última temporada. Até conseguir trazer Francky Dury de volta. Coincidência ou não, o treinador que passara pelo Essevee durante nove anos conseguiu fazer o elenco se animar, evoluir e afastar o fantasma da queda. E as contratações feitas para a temporada dão a esperança de que o estágio atual pode ser mantido. Sébastien Bruzzese é um promissor goleiro, e Ivan Lendric é promissor no ataque, já tendo feito até parte das seleções de base da Croácia. Assim, a esperança é de que o Zulte Waregem possa retornar ao estágio de clube promissor que ostentava há algum tempo