Depois de uma acirrada disputa na Euro 2016 e no finalzinho dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a Serie A está de volta. A edição 2016/17 terá início neste sábado, com a partida entre Roma e Udinese, um bom aperitivo para o clássico entre a pentacampeã Juventus e a boa equipe da Fiorentina. Nas primeiras rodadas, as partidas acontecem à noite por causa do forte calor de verão na Europa – uma tentativa de preservar o espetáculo.

LEIA MAIS: Os melhores da Serie A 2015/16

A Juve está mais forte do que em anos anteriores e larga como favoritaça a um inédito hexacampeonato, mas também deve direcionar a maior parte de seu foco para a Liga dos Campeões. Em desvantagem, mas tentando tirar proveito da atenção dividida da Velha Senhora, Napoli, Roma e Internazionale compõem o segundo pelotão da Serie A, enquanto Milan, Fiorentina, Torino, Sassuolo, Lazio e Sampdoria estão um pouco mais atrás. Estas equipes devem brigar por uma vaga em competições europeias.

O mercado de transferências ainda está aberto e, até o fechamento deste guia, são 37 os brasileiros que disputarão a Serie A nesta temporada – desconsiderando Éder, com cidadania italiana, e Thiago Cionek, de cidadania polonesa. Eles estão distribuídos em 15 times do Italiano – somente Chievo, Genoa, Palermo, Pescara e Sassuolo não tem brasileiros – e a Udinese continua sendo o reduto verde e amarelo na Bota, já que sete jogadores do nosso país atuam pelos friulanos.

Os direitos de transmissão da Serie A na TV fechada do Brasil estão divididos entre os canais Fox Sports e ESPN – veja os detalhes desse acordo aqui. Para os “internacionais”, a rede italiana Rai International, disponível em algumas operadoras, também transmite os jogos, com narração em italiano. A Coppa Italia e a Supercopa Italiana são exibidas pela ESPN; a Serie B está a cargo do Band Sports.

Acompanhe a primeira parte do nosso guia, com análises de 10 das 20 equipes: em ordem alfabética, começamos com a Atalanta e encerramos com a Juventus.

Atalanta
Gian Piero Gasperini, técnico da Atalanta (Foto: AP)

Gian Piero Gasperini, técnico da Atalanta (Foto: AP)

Cidade: Bérgamo (Lombardia)
Estádio: Atleti Azzurri D’Italia (26.562 lugares)
Fundação: 1907
Apelidos: Nerazzurri, La Dea, Orobici
Principais rivais: Brescia, Inter e Milan
Participações na Serie A: 56
Títulos: nenhum (melhor desempenho: 5ª colocação)
Na última temporada: 13ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Rafael Tolói e Marcos de Paula
Técnico: Gian Piero Gasperini (em sua primeira temporada)
Destaque: Alejandro Gómez
Fique de olho: Franck Kessié
Principais chegadas: Ervin Zukanovic (le, Roma), Bryan Cabezas (mat, Independiente del Valle) e Alberto Paloschi (a, Swansea)
Principais saídas: Gabriel Paletta (z, Milan), Marten De Roon (m, Middlesbrough) e Luca Cigarini (m, Sampdoria)
Time-base (3-4-3): Sportiello; Rafael Tolói, Masiello, Zukanovic; Conti, Carmona (Kessié), Kurtic, Dramé; Cabezas (D’Alessandro), Paloschi (Pinilla), Gómez.

Depois de uma temporada e meia praticando um futebol mais conservador sob a batuta de Edy Reja, a Atalanta vem reinventada para a nova temporada da Serie A. Os nerazzurri buscam um futebol bastante ofensivo e mostraram ousadia ao contratarem Gasperini, histórico técnico do Genoa: a partir do seu famoso 3-4-3, La Dea deve fazer uma temporada tranquila.

O grande desafio do treinador será remontar a base do meio-campo orobico, que organizava o jogo a partir de dois meias centrais negociados na janela – Cigarini e De Roon. Por enquanto, o piemontês promoveu a volta do chileno Carmona ao time titular e tem experimentado Kurtic e a revelação marfinense Kessié no setor. De qualquer forma, a saída de bola dos bergamascos deve partir de seus zagueiros de boa qualidade técnica, que buscarão a ativação de pontas de grande habilidade, como Gómez, um dos destaques do time, e Cabezas, que despontou pelo Independiente Del Valle. De resto, a Atalanta segue liderada pelo goleiro Sportiello (um dos melhores da Serie A e candidato a herdeiro de Gianluigi Buffon) e deve balançar bastante as redes com Pinilla e o repatriado Paloschi.

Bologna
Mattia Destro, esperança de gols do Bologna (Foto: AP)

Mattia Destro, esperança de gols do Bologna (Foto: AP)

Cidade: Bolonha (Emília-Romanha)
Estádio: Renato Dall’Ara (38.279 lugares)
Fundação: 1909
Apelidos: Rossoblù, Felsinei, Petroniani
Principais rivais: Cesena e Fiorentina
Participações na Serie A: 70
Títulos: sete
Na última temporada: 14ª posição
Objetivo: meio da tabela
Brasileiros no elenco: Angelo da Costa
Técnico: Roberto Donadoni (2ª temporada)
Destaque: Mattia Destro
Fique de olho: Ádám Nagy
Principais chegadas: Ladislav Krejci (m, Sparta Praga), Blerim Dzemaili (m, Genoa) e Ádám Nagy (m, Ferencváros)
Principais saídas: Emanuele Giaccherini (m, Napoli), Juan Camilo Zúñiga (le, Watford) e Luca Rossettini (z, Torino)
Time-base (4-3-3): Mirante; Mbaye (Maietta), Oikonomou, Gastaldello, Masina; Donsah, Diawara (Nagy), Dzemaili (Taïder); Mounier (Rizzo), Destro, Krejci.

Missão: continuar sendo um dos times mais sólidos do campeonato. O Bologna de Donadoni não é encantador, mas é organizado e cumpre o que o seu técnico propõe. Dessa forma, os rossoblù não devem encontrar grandes problemas para se manterem na elite, mesmo que o elenco ainda tenha algumas lacunas, como no setor defensivo e no meio-campo. Sonhar com vaga na Liga Europa parece fora da realidade, mas os felsinei podem ficar na metade de cima da tabela.

A tradicional equipe emiliana apresentou muitas dificuldades para marcar gols em 2015-16 e não contará com duas opções ofensivas importantes: Giaccherini, um de seus artilheiros, e Rossettini, zagueiro eficiente nas bolas paradas, foram negociados. Por outro lado, os talentosos e jovens Krejci e Nagy juntam-se a Dzemaili, Masina, Donsah e Diawara (este último, se permanecer) como opções interessantes para o aumento do nível técnico dos bolonheses. Se Mirante mantiver a excelente forma das últimas temporadas e Destro cumprir a expectativa de marcar mais que 10 gols na Serie A, teremos um time duro de ser batido na Itália.

Cagliari
Mauricio Isla foi contratado para dar experiência ao Cagliari (Foto: AP)

Mauricio Isla foi contratado para dar experiência ao Cagliari (Foto: AP)

Cidade: Cagliari (Sardenha)
Estádio: Sant’Elia (16.000 lugares)
Fundação: 1920
Apelidos: Rossoblù, Casteddu, Isolani
Principal rival: Sassari Torres
Participações na Serie A: 37
Títulos: um
Na última temporada: campeão da Serie B; promovido
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Rafael, João Pedro e Diego Farias
Técnico: Massimo Rastelli (2ª temporada)
Destaque: Diego Farias
Fique de olho: Nicolò Barella
Principais chegadas: Bruno Alves (z, Fenerbahçe), Mauricio Isla (ld, Marseille) e Artur Ionita (m, Verona)
Principais saídas: Antonio Balzano (ld, Cesena), Andrés Tello (m, Empoli) e Marco Fossati (m, Verona)
Time-base (4-3-1-2): Storari; Isla, Bruno Alves, Salamon (Ceppitelli), Murru; Padoin, Dessena (Di Gennaro), Ionita; João Pedro; Sau, Diego Farias.

De volta ao lugar de onde não deveria ter saído, o Cagliari promete corrigir o inesperado rebaixamento de 2014/15 com uma salvezza tranquila na atual temporada. Os sardos dão nova chance ao técnico Rastelli, contestado por não ter conseguido fazer a equipe dominar uma Serie B em que seu time parecia muito superior. Ele terá sua estreia na elite e a oportunidade de dar um salto na carreira.

Os cagliaritanos retornam para a Serie A com um investimento razoável feito pelo presidente Giulini e apostando na experiência. Jogadores rodados e com qualidade, como Isla, Padoin e Bruno Alves foram contratados, algo que deve deixar o time mais cascudo. Foi boa também a contratação de Ionita, que teve passagem pelo rebaixado Verona e interessava ao Napoli. A ambição para se manter na primeira divisão continua passando pelo entrosamento dos técnicos João Pedro, Diego Farias e Sau, e na manutenção de outras peças importantes, como Storari, Dessena e Di Gennaro.

Chievo
Sorrentino, novo goleiro do Palermo (Foto: AP)

Sorrentino, novo goleiro do Palermo (Foto: AP)

Cidade: Verona (Vêneto)
Estádio: Marcantonio Bentegodi (39.211 lugares)
Fundação: 1929
Apelidos: Gialloblù, Ceo, Burros Alados
Principal rival: Verona
Participações na Serie A: 15
Títulos: nenhum (melhor desempenho: 4ª colocação)
Na última temporada: 9ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Rolando Maran (3ª temporada)
Destaque: Valter Birsa
Fique de olho: Lamin Jallow
Principais chegadas: Stefano Sorrentino (g, Palermo)
Principais saídas: Albano Bizzarri (g, Pescara), Giampiero Pinzi (m, Brescia) e Simone Pepe (m, sem clube)
Time-base (4-3-1-2): Sorrentino; Cacciatore, Gamberini (Spolli), Cesar, Gobbi; Castro, Radovanovic, Hetemaj; Birsa; Meggiorini, Floro Flores (M’Poku).

A ordem é segurar: tanto na janela de transferências quanto na Serie A, o Chievo faz das tripas coração para não ficar em desvantagem em partidas e no mercado. Satisfeita com a 9ª posição na última temporada, a diretoria clivense se esforçou para manter a maioria das principais peças e não fez contratações expressivas.

A rigor, somente uma chegada muda o onze inicial da equipe do técnico Maran, que vai para a terceira temporada em Verona: no gol, saiu o veterano Bizzarri e entrou o veterano Sorrentino. Apesar da boa passagem no Bentegodi, onde jogou por cinco temporadas, o retorno do ex-goleiro do Palermo provocou polêmica entre os torcedores. Esse descontentamento, gerado pela saída do então capitão, deve passar em breve, porque o arqueiro promete ser um dos grandes nomes da equipe na Serie A. Com defesa sólida, time organizado e bons nomes para puxar contra-ataques mais à frente, os Burros Alados devem prosseguir na elite.

Crotone
Davide Nicola, ex-técnico do Livorno, assumiu o caçulinha Crotone (Foto: AP)

Davide Nicola, ex-técnico do Livorno, assumiu o caçulinha Crotone (Foto: AP)

Cidade: Crotone (Calábria)
Estádio: Ezio Scida (9.547 lugares)
Fundação: 1910
Apelidos: Rossoblù, Pitagorici, Squali
Principais rivais: Catanzaro e Reggina
Participações na Serie A: estreante
Títulos: nenhum
Na última temporada: 2ª posição na Serie B; promovido
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Claiton
Técnico: Davide Nicola (em sua primeira temporada)
Destaque: Bruno Martella
Fique de olho: Leonardo Capezzi
Principais chegadas: Federico Ceccherini (z, Livorno), Marcus Rohdén (m, Elfsborg) e Aleksandar Tonev (mat, Frosinone)
Principais saídas: Mihai Balasa (ld, Trapani), Federico Ricci (m, Roma) e Ante Budimir (a, Sampdoria)
Time-base (3-4-3): Cordaz; Ceccherini, Claiton, Ferrari; Sampirisi (Fazzi), Capezzi, Rohdén (Barberis), Martella; Tonev (Mazzarani), Palladino, Stoian (Simy).

Único caçula desta edição da Serie A, o Crotone já tinha garantido uma enorme surpresa ao subir para a primeira divisão e se dará por satisfeito se conseguir uma histórica permanência. A tarefa será dura para o pequeno clube da Calábria, que está promovendo modificações no estádio Ezio Scida para receber os principais times do país.

Os investimentos modestos dos pitagóricos serão um grande obstáculo para uma equipe que perdeu Ricci e Budimir, importantes jogadores na campanha de acesso, e não trouxe reforços que empolgam. O elenco é frágil e com pouca experiência na elite, mas ao menos o ótimo lateral Martella, que chamou muito a atenção na segundona, permaneceu e deve ser a grande esperança de uma improvável salvezza. A ver como o time reagirá à troca no comando e a uma nova filosofia de futebol: o técnico Juric, responsável pelo acesso, foi para o Genoa e foi substituído por Nicola, de características mais defensivas. Isto promete ser o duro golpe para as intenções dos squali.

Empoli
Zielinski: depois de ser emprestado ao Empoli pela Udinese, foi vendido ao Napoli (Foto: AP)

Zielinski: depois de ser emprestado ao Empoli pela Udinese, foi vendido ao Napoli (Foto: AP)

Cidade: Empoli (Toscana)
Estádio: Carlo Castellani (16.800 lugares)
Fundação: 1920
Apelido: Azzurri
Principais rivais: Fiorentina, Pisa, Siena, Pistoiese e Lucchese
Participações na Serie A: 12
Títulos: nenhum (melhor desempenho: 7ª colocação)
Na última temporada: 10ª posição
Objetivo: escapar do rebaixamento
Brasileiros no elenco: Matheus Pereira
Técnico: Giovanni Martusciello (em sua primeira temporada)
Destaque: Riccardo Saponara
Fique de olho: Federico Dimarco
Principais chegadas: Manuel Pasqual (le, Fiorentina), Federico Barba (z, Stuttgart) e Alberto Gilardino (a, Palermo)
Principais saídas: Lorenzo Tonelli (z, Napoli), Piotr Zielinki (mat, Napoli) e Leandro Paredes (m, Roma)
Time-base (4-3-1-2): Skorupski; Laurini (Bittante), Costa, Barba (Bellusci), Pasqual (Dimarco); Croce (Tello), Dioussé, Büchel; Saponara; Maccarone (Pucciarelli), Gilardino.

Entra ano, sai ano, e a história é a mesma: após um campeonato fantástico, acima das expectativas, o Empoli precisa iniciar um trabalho com novo treinador. A solução vem de casa mesmo: há 10 anos no clube, Martusciello era o principal assistente técnico azzurro desde 2010 e trabalhou com Sarri e Giampaolo nas boas campanhas de 2014-15 e 2015-16, o que deve garantir que os toscanos continuem com o mesmo estilo de jogo. A inexperiência do comandante pode pesar negativamente, mas é uma aposta válida.

Resta saber como o Empoli reagirá a mais uma reformulação no elenco, que perdeu peças importantes, como Tonelli, Zielinski, Paredes e Mário Rui. Os azzurri ainda garantiram as voltas do goleiro Skorupski e do zagueiro Barba, mas o grande desafio será segurar Saponara, elo de ligação vital a um ataque experiente e que promete incomodar: Maccarone e Gilardino, reforço de peso para a temporada, esperam receber as bolas para marcarem os gols necessários para a salvação. Outras chegadas importantes são as que fortalecem o setor defensivo (Veseli, Pasqual e Dimarco), mas ainda há dúvidas sobre a base do meio-campo, que precisa de reparos. Apesar disso, o Empoli tem boas possibilidades de fazer um campeonato sem sustos.

Fiorentina
Ilicic: esperança de gols da Fiorentina (Foto: AP)

Ilicic: esperança de gols da Fiorentina (Foto: AP)

Cidade: Florença (Toscana)
Estádio: Artemio Franchi (43.147 lugares)
Fundação: 1926
Apelidos: Viola, Gigliatti
Principais rivais: Juventus, Roma e Bologna
Participações na Serie A: 79
Títulos: dois
Na última temporada: 5ª posição
Objetivo: vaga na Liga Europa
Brasileiros no elenco: Gilberto
Técnico: Paulo Sousa (2ª temporada)
Destaque: Josip Ilicic
Fique de olho: Ianis Hagi
Principais chegadas: Carlos Sánchez (m, Aston Villa), Kevin Diks (ld, Vitesse) e Ianis Hagi (mat, Viitorul Constanta)
Principais saídas: Facundo Roncaglia (Celta Vigo), Jakub Blaszczykowski (Wolfsburg) e Manuel Pasqual (le, Empoli)
Time-base (4-2-3-1): Tatarusanu (Dragowski); Tomovic (Diks), Rodríguez, Astori, Alonso; Vecino, Badelj (Sánchez); Bernardeschi, Ilicic, Borja Valero (Tello); Kalinic.

Sem modificações no time titular, a Fiorentina entra em 2016/17 com os mesmos objetivos da campanha anterior: uma vaga em competição europeia. Apesar de a diferença de qualidade técnica da equipe violeta ter aumentado em relação a adversários, como Napoli, Roma e Inter, os comandados de Paulo Sousa têm boas condições de alcançarem a parte alta da tabela – precisam não sentir o cansaço demonstrado na segunda parte da última temporada. Para isso, contarão com o ótimo entendimento entre Bernardeschi, Ilicic, Borja Valero e Kalinic, grandes esperanças da equipe.

A timidez dos florentinos no mercado se justifica pela tentativa de manutenção da equipe da última temporada – amostras disso é que houve esforço para garantir a permanência de Tello e que, por outro lado, Gómez e Rossi não foram aproveitados após retornarem de empréstimo. As saídas de Pasqual, Roncaglia e Kuba são importantes, mas não devem pesar, já que o elenco extenso dos toscanos deve compensar. A diretoria ainda contratou os promissores Toledo, Dragowski, Diks e Hagi, que não devem assumir protagonismo imediato na equipe, mas podem ganhar minutos durante o ano. Quem chega para brigar por vaga é o colombiano Sánchez, reforço mais pesado dos gigliati.

Genoa
Ocampos trocou o Olympique Marseille pelo Genoa (Foto: AP)

Ocampos trocou o Olympique Marseille pelo Genoa (Foto: AP)

Cidade: Gênova (Ligúria)
Estádio: Luigi Ferraris (36.599 lugares)
Fundação: 1893
Apelidos: Grifone, Grifo, Rossoblù, Vecchio Balordo
Principal rival: Sampdoria
Participações na Serie A: 50
Títulos: nove
Na última temporada: 11ª posição
Objetivo: meio da tabela
Brasileiros no elenco: nenhum
Técnico: Ivan Juric (em sua primeira temporada)
Destaque: Leonardo Pavoletti
Fique de olho: Giuseppe Panico
Principais chegadas: Lucas Ocampos (a, Marseille), Miguel Veloso (v, Dynamo Kyiv) e Santiago Gentiletti (z, Lazio)
Principais saídas: Suso (mat, Milan), Cristian Ansaldi (ld, Inter) e Sébastien De Maio (z, Anderlecht)
Time-base (3-4-3): Perin; Izzo, Burdisso (Muñoz), Gentiletti; Fiamozzi, Rincón, Miguel Veloso (Rigoni), Laxalt; Lazovic (Ntcham), Pavoletti, Ocampos.

A era Gasperini chegou ao fim, mas o Genoa segue apostando nos preceitos aplicados por seu antigo treinador. Ex-jogador do clube sob a batuta de Gasperson e auxiliar dele no Marassi, o croata Juric foi contratado pelos rossoblù após ser o comandante do acesso do Crotone para a Serie A. Com a mesma ideia de jogo e filosofia do antecessor, o ex-volante não deverá fazer grandes mudanças e no máximo buscará uma variação do 3-4-3 para uma eventual defesa a quatro.

Os grifoni perderam jogadores importantes, como Suso, Ansaldi, Cerci, Dzemaili e De Maio, e estão com elenco menos capacitado que o de 2015-16, mas não devem sofrer para ficar no meio da tabela, uma vez que Perin, Izzo, Rincón e Laxalt são protagonistas que permaneceram no Marassi. Ocampos não vem em boa fase, mas há expectativa para que o argentino faça um tridente interessante com o goleador Pavoletti e o o habilidoso e forte Ntcham, no seu último ano de empréstimo em Gênova: o francês do Manchester City teve bons momentos com Gasperini, mas eventualmente perdeu espaço e pode recuperá-lo com Juric.

Inter
Icardi, da Inter (AP Photo/Antonio Calanni)

Icardi, da Inter (AP Photo/Antonio Calanni)

Cidade: Milão (Lombardia)
Estádio: Giuseppe Meazza (80.018 lugares)
Fundação: 1908
Apelidos: Nerazzurri, Beneamata, Biscione
Principais rivais: Milan e Juventus
Participações na Serie A: 85
Títulos: 18
Na última temporada: 4ª posição
Objetivo: vaga na Liga dos Campeões
Brasileiros no elenco: Miranda, Dodô e Felipe Melo
Técnico: Frank De Boer (estreante)
Destaque: Mauro Icardi
Fique de olho: Axel Bakayoko
Principais chegadas: Éver Banega (m, Sevilla), Caner Erkin (le, Fenerbahçe) e Antonio Candreva (mat, Lazio)
Principais saídas: Juan Jesus (z, Roma), Alex Telles (le, Porto) e Adem Ljajic (a, Torino)
Time-base (4-2-3-1): Handanovic; Ansaldi, Miranda, Murillo, Erkin (Nagatomo, D’Ambrosio); Medel, Kondogbia; Candreva (Brozovic), Banega, Perisic; Icardi.

Nos primeiros dias da intertemporada alguns apressadinhos acharam que a Inter poderia competir pelo título após as contratações a baixo custo de Banega, Erkin e Ansaldi e a chegada do grupo Suning ao comando do clube. No entanto, as expectativas ficaram redimensionadas por causa de uma pré-temporada obscura, com resultados e futebol muito ruins, além de incertezas de mercado: a novela Icardi parece resolvida, ao passo que Mancini, em desacordo com a estratégia de contratações da equipe, acabou tendo o contrato tardiamente rescindido. Frank De Boer foi aunciado duas semanas antes do início da Serie A, não teve tempo de maturar seu trabalho e não terá oportunidade de se adaptar pouco a pouco a sua nova realidade. Sai com a vantagem de não ter desgates com o elenco e, a médio prazo, o tetracampeão holandês parece uma boa opção.

Embora esteja envolta em um momento de dúvidas que pode atrasar a evolução da equipe, a Beneamata está com elenco mais forte do que em 2015/16. Handanovic e Icardi continuam sendo os elos fortes da equipe, que ainda precisa de reforços pontuais para o centro de zaga. O time promete brigar mais pelas vagas na Champons porque pode ter solucionado dois crônicos problemas: as laterais ganham solidez com os eficientes Ansaldi e Erkin, enquanto o meio-campo, que só foi capaz de lampejos na última temporada, ganha muita qualidade com as chegadas de Banega e Candreva. Adaptados, Kondogbia e Perisic tendem a ser ainda mais importantes para a equipe nerazzurra na busca pelo retorno à Liga dos Campeões depois de cinco anos de ausência.

Juventus
Gonzalo Higuaín, do Napoli à Juventus (€ 90 milhões): Não apenas a mais cara da atual janela, como também a terceira da história. Depois de uma longa negociação, a Juventus fechou com o artilheiro da última Serie A para reforçar suas chances de conquistar a Champions League. Matéria: http://trivela.uol.com.br/com-higuain-por-e-90-milhoes-juventus-mira-alem-da-italia-quer-a-europa/

Gonzalo Higuaín

Cidade: Turim (Piemonte)
Estádio: Juventus Stadium (41.475 lugares)
Fundação: 1897
Apelidos: Bianconeri, Zebras e Velha Senhora
Principais rivais: Torino e Inter
Participações na Serie A: 84
Títulos: 32
Na última temporada: campeã
Objetivo: título
Brasileiros no elenco: Neto, Alex Sandro, Daniel Alves e Hernanes
Técnico: Massimiliano Allegri (3ª temporada)
Destaque: Paulo Dybala
Fique de olho: Marko Pjaca
Principais chegadas: Gonzalo Higuaín (a, Napoli), Miralem Pjanic (m, Roma) e Daniel Alves (ld, Barcelona)
Principais saídas: Paul Pogba (m, Manchester United), Álvaro Morata (a, Real Madrid) e Juan Guillermo Cuadrado (mat, Chelsea)
Time-base (3-5-2): Buffon; Barzagli (Benatia), Bonucci, Chiellini; Daniel Alves (Lichtsteiner), Khedira, Pjanic, Marchisio (Pjaca), Evra (Alex Sandro); Dybala, Higuaín.

Um time que perde Pogba e ainda assim está mais forte é um time fantástico. Favorita absoluta a um inédito hexacampeonato italiano e candidata ao título da Liga dos Campeões, a Velha Senhora é capaz de nadar de braçadas mais uma vez na Serie A. Ambicioso, o time treinado por Allegri foi atrás de estrelas de nível mundial, como Daniel Alves, e de alguns dos melhores jogadores da última temporada, como Higuaín e Pjanic, craques de equipes concorrentes. Mesmo a chegada de Benatia pode ser vista como tentativa de enfraquecer os adversários, já que o marroquino estava na mira de oponentes da Juve.

Tal qual na última temporada, os bianconeri talvez precisem de um tempo para se entrosarem, mas não mudarão muito a forma de jogar. Pjanic, Pjaca, Hernanes, Khedira e Marchisio tem qualidade o suficiente para formarem uma linha de meio-campo interessante, prescindindo de um craque como Pogba. Claro que a genialidade, a movimentação e o poder de decisão do francês farão falta, sobretudo se Pjanic e Higuaín (especialmente o maior artilheiro de uma edição da Serie A) não repetirem o que mostraram com as camisas de Roma e Napoli. Difícil, não? Afinal, a expectativa é que a dupla Dybala-Higuaín funcione às maravilhas com a contribuição do meia bósnio. A grande quantidade de estrelas decisivas continua na defesa, uma vez que Buffon, Barzagli, Bonucci e Chiellini ainda formam a melhor defesa do futebol mundial – e olha que Benatia e Rugani devem ganhar muitos minutos em 2016-17. Alguém bate esse timaço?