Aquele maldito pênalti de 2010 sempre será lembrado. Luis Suárez espalmou a cabeçada de Adiyiah em cima da linha. Empate no placar e pênalti para Gana no final do segundo tempo. Era a oportunidade dos ganeses confirmarem a inédita classificação de uma seleção africana para a semifinal da Copa. A chance estava nos pés de Asamoah Gyan. E o craque dos Estrelas Negras exagerou na força, fez com que a bola explodisse no travessão. Não adiantou nada ao atacante acertar sua cobrança na disputa por pênaltis, quando Loco Abreu acertou sua cavadinha e colocou a Celeste entre os quatro melhores do Mundial em plena na África.

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Em três Copas do Mundo, Gyan foi protagonista de Gana. Parou no Brasil em 2006, caiu na primeira fase em 2014. Teve sua grande chance em 2010, o fantasma que ainda o atormenta e sempre o atormentará. Mas ninguém pode negar sua entrega pelos Estrelas Negras. Nas três ocasiões, foi protagonista de sua seleção. E, com seis gols, se tornou o maior artilheiro africano da história das Copas. Superou o lendário Roger Milla, que estabeleceu a marca entre 1990 e 1994 pela seleção de Camarões.

Em uma seleção ganesa que se destacou mais pelos escândalos do que pelo futebol, Gyan foi um dos poucos que honrou a camisa. Jogou bem contra os Estados Unidos e foi fundamental no empate ante a Alemanha. Contra Portugal, quando o seu time estava claramente afetado pelos problemas extracampo, o camisa 3 manteve a seriedade e buscou o empate. Não foi suficiente para a classificação, mas sim para o recorde.

Graças a Gyan, Gana passou de fase em sua primeira Copa, com o gol fundamental na vitória sobre a República Tcheca em 2006. E foi também o cara do time em 2010, com tentos decisivos em três partidas, inclusive o que derrubou os Estados Unidos nas oitavas de final. Pela terceira vez, uma seleção africana estava entre as oito melhores de um Mundial. Não fosse aquele pênalti, seria muito maior na história das Copas. O responsável por colocar um africano entre os quatro melhores pela primeira vez.