É fácil justificar a escolha de Romário como melhor do mundo em 1994. O desempenho sensacional na Copa é a maior mostra disso. Mas não foi só pela seleção que o Baixinho arrebentou. No Barcelona, apesar da derrota para o Milan na final da Liga dos Campeões, o centroavante liderou o time rumo ao tetracampeonato de La Liga – da qual, de quebra, também foi artilheiro. Uma trajetória espetacular que começou há exatos 20 anos, naquela que foi sua maior atuação com a camisa blaugrana.

O Barça fazia sua segunda partida no ano pelo Campeonato Espanhol. E já tinha um desafio imenso pela frente: recebia o Real Madrid no Camp Nou, ainda tentando perseguir o Deportivo de La Coruña, dois pontos à frente na tabela. Problema para a equipe de Johan Cruyff? Não quando se tinha Romário para comandar o Dream Team. Foram três gols do craque, abrindo o caminho para a estrondosa goleada por 5 a 0 dos catalães – a maior diferença no placar aplicada desde 1950, mas que teria troco merengue 364 dias depois, no Santiago Bernabéu.

O momento mais mágico daquela noite veio aos 24 minutos do primeiro tempo. Obviamente, dos pés de Romário. O camisa 10 recebeu o passe de Pep Guardiola, antes de aplicar um drible desconcertante em Rafael Alkorta e tocar na saída do goleiro Paco Buyo do jeito que mais gostava, com o bico da chuteira. O artilheiro ainda balançaria as redes mais duas vezes, sem tanta maestria, apenas aproveitando o caminho vazio para escorar. O estrago estava feito. Uma ‘manita’ inesquecível para qualquer torcedor do Barcelona.