Estreante na Copa do Mundo de 2018, a Islândia deu um passo à frente da concorrência. A seleção nórdica se tornou a primeira a anunciar sua lista de convocados ao Mundial da Rússia. E se alguns times fizeram listas preliminares, como a Austrália ou a Polônia, os islandeses já fecharam o seu grupo de 23 atletas. Mantêm a base que protagoniza o período mais glorioso da história futebolística da pequena ilha, com a campanha até a repescagem em 2014, a presença nas quartas de final da Eurocopa de 2016 e, agora, o maior palco de todos.

O técnico Heimir Hallgrímsson não traz muitas novidades. A espinha dorsal do time é a mesma que alcançou o topo nos últimos ciclos. Estão presentes protagonistas como o goleiro Hannes Halldórsson, o zagueiro Ragnar Sigurdsson, o capitão Aron Gunnarson e o atacante Alfred Finnbogason. Dúvida após se lesionar em partida com o Everton, Gylfi Sigurdsson recebeu acompanhamento especial e está confirmado. O meia não atua desde o início de março, mas estará recuperado de sua contusão no joelho.

Dos 23 chamados pela Islândia, 15 participaram da Euro 2016. Além disso, há uma clara influência do time que disputou o Campeonato Europeu Sub-21 de 2011, base formativa da atual seleção. Oito atletas estiveram naquela campanha. No que concerne aos clubes, o futebol inglês serve de principal origem entre os islandeses. São seis atletas em atividade na Football League, quatro deles na Championship e dois na Premier League. Já o clube que mais fornece convocados é o Rostov, da Rússia, três no total. O experiente defensor Birkir Saevarsson é o único proveniente da liga islandesa, atuando pelo Valur.

Entre as novidades, a principal inclusão é a de Albert Gudmundsson. O atacante de 20 anos surge como uma das opções ao futuro da Islândia e desponta com a camisa do PSV, embora tenha passado a maior parte da temporada figurando no time B dos Boeren, que disputa a segunda divisão do Campeonato Holandês. O garoto é filho de Gudmundur Benediktsson, o popular Gummi Ben, ex-atacante que ficou famoso mundialmente por suas narrações enlouquecidas na Euro 2016. O avô materno do prodígio é Ingi Björn Albertsson, maior artilheiro da liga local. Já um de seus bisavôs é Albert Gudmundsson, primeiro jogador profissional da história da Islândia, que atuou por Milan e Arsenal na década de 1940.

Há, em contrapartida, algumas ausências sentidas. A maior delas é a do atacante Kolbeinn Sigthórsson, do Nantes. Autor de dois gols na Euro 2016, inclusive o que garantiu a classificação sobre a Inglaterra nas oitavas de final, o camisa 9 perdeu toda a temporada, com uma séria lesão no menisco. Por mais que tenha voltado a compor o banco de reservas na rodada passada da Ligue 1, terminou excluído pelo técnico Hallgrímsson. O meio-campista Theódór Elmar Bjarnason é outro nome mais rodado na equipe nacional que também ficou de fora.

A Islândia está no Grupo D da Copa do Mundo, ao lado de Argentina, Dinamarca e Nigéria. Fará amistosos contra Noruega e Gana, antes de estrear contra a Albiceleste no dia 16 de junho, em Moscou. Abaixo, a lista de convocados e também o vídeo preparado pelos islandeses para a convocação:

Goleiros: Hannes Halldórsson (Randers-DIN), Frederik Schram (Roskilde-DIN) e Rúnar Rúnarsson (Nordsjaelland-DIN);

Defensores: Ari Skúlason (Lokeren-BEL), Hördur Magnússon (Bristol City-ING), Hólmar Eyjólfsson (Levski Sofia-BUL), Kári Árnason (Aberdeen-ESC), Sverrir Ingason (Rostov-RUS), Ragnar Sigurdsson (Rostov-RUS), Samúel Fridjónsson (Valerenga-NOR) e Birkir Saevarsson (Valur-ISL);

Meio-campistas: Rúrik Gíslason (Sandhausen-ALE), Jóhann Gudmundsson (Burnley-ING), Arnór Traustason (Malmö-SUE), Aron Gunnarsson (Cardiff City-GAL), Ólafur Skúlason (Karabükspor-TUR), Gylfi Sigurdsson (Everton-ING), Emil Hallfredsson (Udinese-ITA) e Birkir Bjarnason (Aston Villa-ING);

Atacantes: Björn Sigurdarson (Rostov-RUS), Albert Gudmundsson (PSV-HOL), Alfred Finnbogason (Augsburg-ALE) e Jón Bödvarsson (Reading-ING).