Eden Hazard fez uma partida maravilhosa contra o Brasil e ajudou a colocar a Bélgica nas semifinais da Copa do Mundo. A próxima adversária será a França, cujo elenco traz alguns conhecidos do craque belga. No ataque, está Olivier Giroud. No meio-campo, outro companheiro de Chelsea, um jogador com quem deve cruzar várias vezes dentro do gramado do estádio de São Petersburgo: N’Golo Kanté. Antes do jogo que vale vaga na decisão do Mundial, Hazard não poupou elogios ao colega.

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“Jogando o ano inteiro com Kanté, ele é o melhor do mundo na sua função”, disse, em entrevista à beIn Sports. “Com N’Golo no seu melhor, você tem 95% de chance de vencer. Nos poucos jogos em que ele não está tão bem, ainda corremos o risco de perder o jogo”.

Hazard estendeu os elogios a outros jogadores franceses: “Eles têm um excelente goleiro, defensores fortes. Têm Griezmann no ataque, Kylian Mbappé, que produz milagres, e Olivier Giroud, que também é um dos melhores do mundo na sua função. Sempre aparecem habilidades individuais, mas o trabalho em equipe é a característica do jogo da França. E o treinador Didier Deschamps está acostumado a vencer. Será um jogo muito complicado”.

Hazard contou um pouco sobre a estratégia para enfrentar o Brasil. O plano de jogo foi conjurado na primeira sessão de treinamentos depois da vitória sofrida contra o Japão, nas oitavas de final. A ideia era montar uma defesa fechadinha e esperar o Brasil abrir os espaços. E, então, aproveitá-los, com Lukaku aberto pela direita e Hazard pela esquerda, ambos com a missão de não voltar tanto para a defesa.

“No começo da partida, eu estava um pouco surpreso com as recomendações e pensei: se defendermos contra o Brasil com apenas dois jogadores, as coisas podem se complicar. Mas, depois de cinco minutos, eu entendi porque os o treinador nos pediu para fazer aquilo. Por isso eu digo que foi tudo graças ao treinador. Foi ele quem criou o plano e soube implementá-lo”, disse. “Não posso dizer tudo porque talvez apliquemos a mesma estratégia contra a França”.