Comentarista da Sky Sports, o ex-jogador francês Thierry Henry usou muito bem a mesa tática para explicar didaticamente alguns conceitos do técnico Pep Guardiola, com imagens da época em que trabalhou com o espanhol no Barcelona e também de algumas partidas depois da sua saída. Comparou alguns métodos com os do holandês Louis van Gaal, treinador do Manchester United.

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Henry sublinhou a importância que Guardiola dá para o posicionamento. Ele exige que os seus pontas fiquem quase rentes às linhas laterais nos dois primeiros terços do campo, enquanto o time avança pelo meio. A amplitude serve para permitir que os meias toquem a bola com mais espaço até a entrada da área.

Ficar na mesma posição não dificulta a troca de passes? Henry afirma que Guardiola lhe dizia para confiar que os companheiros o encontrariam. No último terço, o conceito é revertido: Guardiola quer liberdade. A partir desse ponto do campo, os pontas têm liberdade para entrar em diagonal, se movimentar, arrancar nas costas da defesa e buscar o gol.

Henry contou que um dia, contra o Sporting, de Portugal, ele estava cansado de ficar na ponta esquerda sem fazer nada e se deslocou para a direita, para tabelar com Messi. Fez um gol no primeiro tempo e chegou ao vestiário todo cheio de si. Guardiola estava possesso por causa da insubordinação e o substituiu sem mais nem menos. “Ele nos disse quando assumiu o time: meu trabalho é levá-los até o último terço do campo. O trabalho de vocês é terminar o trabalho”, afirmou.