O mercado de transferências vislumbra atingir um patamar estratosférico nesta janela. O preço da maioria dos negócios já vem crescendo paulatinamente, mas sem extrapolar a casa das centenas de milhões de euros. Marca que deverá ser pulverizada, caso as tratativas de Paris Saint-Germain ou Real Madrid saiam do papel, nas negociações por Neymar e Kylian Mbappé, respectivamente. Enquanto o mercado se redimensiona, muitos nomes proeminentes do futebol emitem suas opiniões. E até mesmo o presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, demonstra sua preocupação. Apesar do poderio econômico dos bávaros, o dirigente questiona quais os limites da gastança.

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“Os torcedores dirão certo dia: ‘Eu tenho que segurar meu dinheiro. Eu posso pagar o ingresso, mas o dinheiro está sendo jogado fora ao redor disso, como se um milhão não valesse mais nada’. Eu penso que esse cenário é muito sério e me pergunto até quando poderemos continuar defendendo esta posição diante dos torcedores”, declarou Hoeness, em Cingapura, onde o Bayern faz sua pré-temporada.

Segundo o presidente, até mesmo as chances de seu time na Liga dos Campeões estão ameaçadas: “Não vou comprar um jogador por 150 ou 200 milhões de euros. Não quero participar desta loucura. No Bayern, rechaçamos este tipo de coisa. Se isso continuar, não será possível planejar uma vitória na Champions. Nosso objetivo principal continua sendo conquistar a Bundesliga”.

Até o momento, o Bayern desembolsou 100 milhões de euros na janela de transferências, embora o valor de mercado dos seis jogadores contratados chegue a 160 milhões. Além disso, nos últimos meses o clube tem enfatizado o seu discurso de que a aposta em jovens jogadores deverá ser o caminho adotado para o planejamento futuro. Não à toa, o investimento na estrutura das categorias de base vêm sendo altíssimo nos últimos meses, beirando os 100 milhões de euros. Um dinheiro gasto que, no entanto, esperam que se reverta ao longo dos anos.

Em dezembro, Hoeness já tinha discutido a possibilidade das transferências chegarem à casa de 200 milhões. Analisava um novo panorama de mercado, em que a penetração do futebol em novos centros (especialmente na Ásia) e o dinheiro recebido pelos direitos de transmissão elevaram os limites. De qualquer maneira, não tinha demonstrado a mesma preocupação deste momento.