Zlatan Ibrahimovic outra vez foi o cara do Paris Saint-Germain. Se ainda existe aquela máxima de que o sueco não joga bem nos mata-matas da Liga dos Campeões, ela foi rechaçada nesta terça. Tudo bem que o Bayer Leverkusen não é dos adversários mais poderosos, mas enfiar 4 a 0 na BayArena não é para qualquer um. E Ibra foi vital na goleada: além dos dois gols que anotou, o camisa 10 participou bastante do jogo envolvente dos parisienses – foram 112 bolas recebidas, seu recorde em um jogo de Champions.

O segundo gol do artilheiro, aliás, foi o que mais impressionou. Um petardo de primeira, de canhota, indefensável para Bernd Leno. Mas o pé esquerdo não é o ruim? Não é bem assim e o próprio Ibrahimovic explicou depois do jogo, sorrindo: “Não existe pé ruim. Eu recebi uma boa bola de Matuidi e tentei o chute. Foi uma ótima finalização e um belo gol”.

Ibra manteve o discurso cauteloso sobre a classificação, como de praxe. Mas, se as brechas aparecerem, promete marcar mais gols no jogo em Paris, o que lhe aproximaria ainda mais da artilharia histórica da Liga dos Campeões. São 10 gols nesta temporada, apenas quatro a menos que a marca atingida de José Altafini (1962/63) e Lionel Messi (2011/12). A fase é tão boa que muita gente na França já aponta o sueco é o melhor jogador em ação no país desde Zidane. “Isso não sou eu que digo. Mas, se alguns pensam assim, eu tomo como um elogio”, analisa. Uma modéstia que não combina nem com Ibra e muito menos com suas atuações.