O CSKA Moscou criticou a abordagem do Milan, esperneou e aguentou o quanto pôde, mas a ida de Keisuke Honda para a Itália era barbada. O jogador, enfim em uma liga de alto nível do futebol europeu, pode ser essencial na campanha da seleção japonesa, que tenta passar das oitavas de final pela primeira vez na Copa do Mundo de 2014.

Desde que começou carreira no Nagoya Grampus Eight, Honda queria atuar em um grande clube da Europa e achou que o caminho para realizar o seu sonho seria a Holanda. No entanto, depois de três temporadas no VVV Venlo, cedeu à oferta financeira dos russos e desembarcou no CSKA Moscou.

Aos 27 anos, conseguiu contrato no Milan, e enfrentar equipes mais fechadas e melhores que as da Rússia pode fazer com que ele chegue em junho mais maduro para liderar tecnicamente a equipe de Alberto Zaccheroni no Brasil. O cenário ideal do italiano é ver o seu jogador titular dos italianos, apesar de a experiência de fases finais da Liga dos Campeões não ser possível, porque ele já atuou pelo CSKA na competição e está impedido de enfrentar o Atlético de Madrid, pelas oitavas de final.

O risco é a fase ruim do Milan – 11º lugar com 22 pontos em 18 jogos – contaminar o futebol do japonês, que não atua desde 10 de dezembro, a última vez que defendeu o CSKA Moscou. Ele precisa entrar em forma rapidamente e começar a brigar por posição. O mais provável é que arme o time ao lado de Kaká, à frente dos volantes Nigel De Jong, Andrea Poli e Antonio Nocerino, municiando o atacante Mario Balotelli, mas há a concorrência, por exemplo, de Riccardo Montolivo, Robinho e Stephan El Shaarawy.

A pouco mais de seis meses da estreia japonesa na Copa do Mundo, contra Costa do Marfim (14 de junho), Honda tem um bom desafio pela frente. Precisa convencer Massimiliano Allegri que pode ser importante para salvar a temporada do Milan e chegar voando no Mundial de 2014. Como Shinji Kagawa continua meio encostado no Manchester United, é nele que as esperanças de Zaccheroni estão depositadas.

Curtas

- Keisuke Honda está avaliado em € 20 milhões e assinou contrato com o Milan até 30 de junho de 2017 (três anos e meio). A última vez em que o atleta vestiu a camisa do Japão foi em 19 de novembro/2013, na grande vitória de 3 a 2 sobre a Bélgica, nos domínios do adversário.

- Honda deve estar no último amistoso data-Fifa antes do Mundial, diante da Nova Zelândia, em Tóquio. Os nipônicos se hospedarão em Itu, interior de São Paulo.

- A estreia de Honda no Nagoya Gramphus Eight ocorreu aos 18 anos, em 5 de março de 2005, no empate de 2 a 2 com o JEF United. Nelsinho Baptista era o técnico na ocasião. O primeiro gol veio quase dois anos depois, em 3 de março de 2007, contra o mesmo JEF United.

Torneio do Oeste Asiático

- A final da competição foi disputada no último dia 7 de janeiro e o time reserva do Catar levou a melhor sobre os reservas da Jordânia, fazendo 2 a 0. O Bahrein surpreendeu o Kuwait e ficou com o terceiro lugar, superando o adversário nas penalidades máximas (3 a 2).

- Inusitado mesmo foi a classificação do Grupo B. Bahrein, Iraque e Omã não venceram um jogo sequer, também não perderam, além de não terem marcado e muito menos sofrido nenhum gol. Os três empates por 0 a 0 complicaram a organização do torneio, que não tinha estabelecido critérios de desempate além do usual. Assim, a ordem de classificação foi a alfabética e os bareinitas seguiram em frente.

Austrália
Harry Kewell, pela seleção australiana (Foto: AP)

Harry Kewell, pela seleção australiana (Foto: AP)

- O Melbourne Heart, de Harry Kewell, ainda não venceu na liga, mas pelo menos somou um ponto no empate sem gols contra o Central Coast Mariners, fora de casa, pondo fim à série de três derrotas seguidas. Kewell jogou os 90 minutos e tem seis partidas disputadas, sem gols.

- A surpresa da semana foi a contratação do atacante fijiano Roy Krishna, ex-Waitakere United, pelo Wellington Phoenix, time neozelandês que joga a liga australiana. Ele chega para substituir o atacante barbadense Paul Ifill, 34, que vai ficar de molho de oito a 12 meses. Foi de Krishna o único gol do Auckland no Mundial de Clubes da Fifa 2013, na derrota para o Raja Casablanca.

- O Brisbane Roar venceu o Melbourne Victory e abriu sete pontos de vantagem para o Western Sydney, que estacionou nos 23. O Sydney é o quinto colocado, com 19, brigando pela terceira vaga com o Central Coast Mariners, um ponto à frente.

Irã

- O Persepolis tropeçou no Naft Tehran e não saiu do 0 a 0, algo que o Esteghlal aproveitou, ao vencer o Rah Ahan por 1 a 0 e assumir a ponta, com 41 pontos, um a mais que o rival. O Foolad completa a zona da LC da Ásia, com 39 pontos.

Arábia Saudita

- Al Hilal e Al Nassr dominam a temporada da Pro League, com liderança do Al Nassr, que soma 42 pontos, quatro de vantagem. O terceiro, Al Taawon, tem apenas 26 pontos. O Al Nahdha é o lanterna e, com o perdão do trocadilho, não tem nada de vitória. Só seis empates, 15 gols marcados e 43 sofridos, em 16 jogos.