O Borussia Dortmund já tinha se precavido diante da saída de Robert Lewandowski. Adrián Ramos foi o primeiro candidato a substituir o artilheiro. Centroavante com características parecidas, adaptado ao futebol alemão e que vinha de ótima temporada com o Hertha Berlim. A grande aposta de Jürgen Klopp para o lugar do polonês, entretanto, oficializou seu relacionamento com os aurinegros nesta segunda-feira, após um flerte que se prolongou durante as últimas semanas: Ciro Immobile é o novo reforço do Dortmund, assinando por cinco temporadas.

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Os valores oficiais do negócio não foram divulgados, mas a imprensa italiana aponta para algo em torno de € 19,5 milhões – dos quais € 10 milhões iriam para o Torino e € 9,5 milhões para a Juventus, ainda detentora dos direitos do atacante. Immobile, embora menos experiente que Ramos, parece mais indicado a assumir a responsabilidade de substituir Lewandowski. Afinal, é bem mais técnico que o colombiano e possui uma vantagem importante no time de Jürgen Klopp: uma grande capacidade de evolução. Aos 24 anos, os números do italiano têm melhorado a cada temporada. E o Signal Iduna Park se sugere o ambiente ideal para que o jovem se torne um centroavante de primeira linhagem.

Immobile é mais um dos pupilos de Zdenek Zeman. Enquanto não tinha espaço na Juventus, ganhou a chance de atuar na superofensiva equipe do Pescara que conquistou a Serie B em 2011/12. Foram 28 gols em 37 partidas, o suficiente para chamar a atenção do Genoa. Ainda sem a confiança dos juventinos, acabou cedido, mas não foi tão bem com os grifone, alternando entre a titularidade e a reserva. Ganhou a oportunidade de se redimir em Turim, pelo Torino. E na equipe muito bem montada por Giampiero Ventura, foi peça fundamental ao se tornar o artilheiro dos grenás, com 22 gols e três assistências na Serie A.

A manutenção de Immobile no elenco da Itália que vem à Copa do Mundo é uma grande prova de confiança na fase em que vive o centroavante. Considerando o sistema de jogo da seleção e o corte de Giuseppe Rossi, não é de se duvidar que o jovem possa cavar seu espaço na equipe. E essa bagagem certamente pesou na escolha do italiano pelo Dortmund. Primeiro, por Immobile ter se dado muito bem em uma equipe vertical, como era o Pescara de Zeman. Depois, pelas características que demonstrou nesta última temporada com o Torino: faro de gol apuradíssimo, presença de área e técnica apurada para também ser muito mais do que apenas um homem de referência – as combinações com Alessio Cerci, no 3-5-2 dos grenás, deixa essa capacidade bem evidente. É um camisa 9 completo, que sabe finalizar com os dois pés e tem força física, mas que também consegue aplicar dribles curtos, partir em velocidade e chutar de média distância.

Obviamente, Immobile ainda tem pontos a evoluir. Precisa ser mais participativo no jogo coletivo, chamando o jogo nas trocas de passes. Também tem que mostrar serviço em níveis de exigência maiores, algo que não enfrentou tanto em sua carreira até o momento – mas sobre o qual a Copa deve ser o teste de fogo. De qualquer forma, a expectativa da torcida do Dortmund com o novo centroavante é completamente compreensível. Um jogador que tem muito mais a cara da equipe de Jürgen Klopp do que Adrián Ramos: jovem, mais talentoso e com grande margem de evolução. Um bom investimento em um clube que costuma se dar bem em suas apostas.